sexta-feira, 14 de maio de 2010

Have a nice weekend

Ontem, alguém me disse que um outro alguém lhe dissera que eu teria dito algo sobre um terceiro alguém. No entanto, o que se verificou entre esses últimos participantes de tal conluio é que, muito provavelmente, aquela fala não teria sido a minha. E mesmo que eu dissera algo semelhante, eu não me lembrava, e, ainda, não poderia ter sido e-xa-ta-men-te aquilo que disseram que eu disse, e, tampouco, eu teria dito para esse alguém, que dissera para esse outro, isso que se afirmava ter sido dito por mim.

Fiquei pensando qual seria a lição do ocorrido e como eu postaria about. Sim, porque essas ocorrências do cotidiano podem nos servir ao menos para um exercício de reflexão e podemos delas tirar uma nota de felicidade. A felicidade do que se aprende quando somos nós mesmos o alvo da maledicência.
É verdade que, ao menos inicialmente, não há como ser diferente: ficamos chocados com o fato que se desnuda à nossa frente, a saber, o da sua ocorrência à nossa revelia. Então, é isso: eu posso ser a personagem de uma ficção criada por outros! Esse primeiro aprendizado é bastante salutar, ou seja, o de que não podemos controlar o fluxo das ficções das quais participamos, de qualquer modo. Assim, podemos extrair dessa constatação a verdade da impotência a que estamos condenados vivendo no mundo. Por exemplo, a de que não controlamos esse tipo de acontecimento. Se por um lado a constatação é da ordem da impotência, por outro, percebo que isso gera uma nova potência, ligada à consciência de que somos inocentes frente a trama armada. E ainda que eu não fosse assim tão inocente (e se, de fato, eu dei o start do telefone sem fio?), tampouco seria culpado. Afinal, é essa a dialética de todo neurótico (já nos dizia Lacan)  e a grande descoberta que o divã nos propicia: a de que não somos culpados, mas também não somos inocentes.
Ao menos, em casos semelhantes, não é preciso chamar os advogados. Quero crer que evitamos muitos aborrecimentos, tão somente, seguindo o conselho que já ouvimos outrora: É preciso evitar o mal sempre. Nós devemos ser a Parada Terminal da Fofoca.

quinta-feira, 13 de maio de 2010

Alain Resnais: há 3 anos em cartaz no Belas Artes

Em agosto do ano passado, eu falei desse filme no post O meu cinema é francês.



Agora, essa obra-prima de Alain Resnais completou 3 anos em cartaz em São Paulo!


O programa Vitrine da TV Cultura foi procurar entender o fenômeno e os meus amigos, do cinema mais bacana de São Paulo, ajudam a compreendê-lo. 


Andrew Holder

No seu site ficamos sabendo tão somente sobre esse artista que ele nasceu em ST. Augustine, na Flórida, e que cresceu e viveu a maior parte do tempo em San Diego. É graduado em Ilustração pela Art Center College of Design. Atualmente, vive e trabalha em Pasadena, na Califórnia. Profissionalmente, ele tem importantes clientes, dentre eles a National Geographic e seus trabalhos estão ou estiveram nas galerias Giant Robot, Junc Gallery, Hibbleton, Subtext, The Happening e Abacot Gallery.
Eu achei curioso que eu o tenha descoberto hoje, pois percebi que ele tem qualquer coisa em comum com aquela jovem escocesa que mora em Londres e da qual falei aqui ainda ontem. Ele também gosta dos animais da montanha e os retrata com muita paixão, nesse traçado simples e multicolor. A mim me encanta.























 
 
 
 
 
 
 
 
  

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Susie Q and the Owls




Susie Wright também conhecida como Susie Q and the Owls trabalha com diferentes suportes: pintura em tela, tipografia e 3D. Seu patrimônio escocês, com suas paisagens, animais e plantas, a influenciou, enormemente, como ilustradora. É o que caracteriza fortemente o corpo do seu trabalho. Ela vê tal característica  como um modo que encontrou de estar mais perto das paisagens das regiões montanhosas, e isso possibilitou que ela experimentasse um significativo crescimento. Enquanto ela se inspirava nessa fonte de criatividade abundante ela deu de cara com Londres, em seu contraste, que ela vê como um contraste entre o meio ambiente armado da vida em Londres e a dispersão das construções e da gente nas montanhas. Suzy refere-se aos seus desenhos como um ‘coping mechanism’ (ao pé da letra: mecanismo de cumeeira ou de crista de muro), por ela estar tão distante de casa.

Trouxe essas informações e imagens lá do seu site (ao visitarem o sítio de Suzy, aproveitem e leiam o texto original, em inglês, e corrijam-me, caso eu tenha cometido algum equívoco na minha adaptação para o português. Ok?)
O que mais posso dizer? Penso que esse tipo de trabalho tem muito valor porque ela está buscando algo que possa chamar de seu, tais elementos têm valor porque é por eles que ela, por fim, se reconhece e, convenhamos, isso é sempre muito bonito de se ver! ;-D









 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


terça-feira, 11 de maio de 2010

Luzes na Escuridão

O cinema está vivo! Fiquei muito feliz ao constatar isso, ontem, na sessão de Luzes na Escuridão de Aki Kaurismaki (em cartaz na Sala Oscar Niemeyer, do Belas Artes). Quem quiser saber, com profundidade, acerca da importância dos irmãos Kaurismaki para o cinema contemporâneo e para o conhecimento que o mundo passou a ter do cinema Finlandês: leia a crítica de Luiz Carlos Merten, no Estadão.


Eu, aqui, só poderei falar das minhas impressões muito pessoais em relação ao filme. ;-D



Quando o filme começou, compreendi que o protagonista e todos os outros personagens não iam falar muito e que, portanto, nós veríamos um filme paradigma de Cinema, ou seja, em que o que importa é o que podemos ver e ler na obra, a partir dos recursos que constituem propriamente essa arte: as tomadas, a luz, a fotografia, a direção e atuação dos atores, tudo isso amalgamado no que o roteiro e a montagem permitem entrever da história que se conta e que, por isso mesmo, por essa felicidade que constitui a obra cinematográfica como um todo, é que ela terá repercussão direta no nosso coração.
Quando o filme resulta de toda essa miríade de recursos bem empregados e, portanto, funcionando perfeitamente bem, não é preciso saber, tecnicamente, acerca de nada disso, mas tão somente emocionar-se com o resultado: se você é uma alma sensível à arte que ali se impõe.
Outro aspecto em Luzes na Escuridão que alegra quem viveu boa parte de sua vida na escuridão das salas de cinema e já viu nelas muita luz: esse é um filme contemporâneo, mas que remete diretamente ao cinema dos grandes diretores. Por exemplo, também percebi que o filme era, inclusive, um filme noir. Para mim isso remeteu, em muitas passagens, à atmosfera de uma espécie particular de noir: aquela que já vimos nos filmes de Fassbinder, por exemplo. Além disso, notei que havia também qualquer coisa de Cabíria naquela personagem central. Por exemplo, no modo frágil como ele se deixa arrastar pela vilã. A cara dele, parafraseando Caetano, não deixa de ser ela também um coração de Jesus...
Lembrei-me até mesmo de Win Wenders, quando ele nos sugeria que as pessoas comuns têm qualquer coisa de anjo, assim como esses têm qualquer coisa de gente comum, principalmente se essa gente é pária nesse mundo. É o caso, por exemplo, do garotinho negro que cuida do cachorro e, ao fim, até mesmo do segurança, a personagem central.
Por fim, há uma coisa ainda mais importante em Luzes na Escuridão e incomensurável em todo bom cinema: ele é um filme que fala do amor. O filme nos ensina que o amor é uma conquista lenta e que, estando nesse mundo socialmente injusto em que vivemos, ainda que possamos ser vítimas das circunstâncias as mais incontroláveis, mais intensamente o seremos, enquanto não compreendermos os nossos limites (sobretudo no campo material) e também que o nosso isolamento e a falta de amor próprio, tais circunstâncias, nos impedem de aceitar que sejamos amados por quem tão somente nos quer estender a mão.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

A Divina

No último dia 7, muitos lembraram que faz 20 anos que não temos mais a presença física de Eliseth Cardoso entre nós. Por exemplo, a Rolling Stone, que fala do relançamento de um importante livro que é a biografia da cantora.

A Folha de hoje, por sua vez, fala de um musical que estreia amanhã, no Frei Caneca, centrado nessa grande personagem da nossa música.
Ela foi uma cantora que quase completou 70 anos de carreira e as novas gerações mal ouviram falar na sua existência! Eliseth era eclética e cantou de tudo, mas foi o samba o gênero em que se fixou, de um modo como ninguém mais pode fazê-lo. Ela era única. Tamanha personalidade resultou que a chamavam por diferentes epítetos. Acho todos lindos:

A Noiva do Samba-Canção,

Lady do Samba (pelo seu donaire ao cantar),

ou ainda, Machado de Assis da Seresta.

Mulata Maior (esse, eu acho maravilhoso).

A Magnífica (apelido dado por Mister Eco), e

A Enluarada (por Hermínio Bello de Carvalho).
O mais adorável, no entanto, foi o criado por Haroldo Costa e que é aquele que permaneceu para sempre ligado ao nome da cantora –
A Divina.

A Divina Eliseth Cardoso faleceu em 07 de Maio de 1990 e, como tudo que é da ordem do Divino, merece um eterno tributo.






Sei lá, Mangueira
(Paulinho da Viola e Hermínio Bello de Carvalho)

Mangueira
Teu cenário é uma beleza
Que a natureza criou...

Vista assim do alto
Mais parece um céu no chão
Sei lá
Em Mangueira a poesia
Feito um mar se alastrou
E a beleza do lugar
Pra se entender
Tem que se achar
Que a vida não é só isso que se vê
É um pouco mais
Que os olhos não conseguem perceber
E as mãos não ousam tocar
E os pés recusam pisar
Sei lá não sei
Sei lá não sei

Não sei se toda a beleza
De que lhes falo
Sai tão somente do meu coração
Em Mangueira a poesia
Num sobe-desce constante
Anda descalça ensinando
Um modo novo da gente viver
De pensar e sonhar, de sofrer
Sei lá não sei
Sei lá não sei não

A Mangueira é tão grande
Que nem cabe explicação

Sei lá não sei
Sei lá não sei
Sei lá não sei
Sei lá não sei
Sei lá não sei
Sei lá não sei
Sei lá não sei
Sei lá não sei
Sei lá ...

sábado, 8 de maio de 2010

Dia das Mães antecipado ou todo dia é dia de mãe e filho


Antecipei o dia das mães aqui em casa.
Na verdade, todo dia tem sido o dia da mãe e do filho, morando juntos, sob o mesmo teto. O maior presente que tenho buscado dar, diariamente, à minha mãe tem sido o respeito e carinho que ela merece e, sobretudo, a paciência que, em geral, nós mais jovens ou tão somente na meia idade nem sempre conseguimos ter com os idosos, que passam a ter um ritmo bastante diferente do que julgamos normal, tão somente porque é o ritmo normal para nós mesmos. Esse exercício de aprender a lidar com o ritmo das ações em geral do idoso é, no entanto, o mais fascinante porque tal aprendizado é o de vivenciar o amor filial, o mais puramente possível.

Digo que antecipei o dia das mães, porque comprei os presentes hoje e não esperei o dia de amanhã para a entrega dos mesmos.
Comprar os presentes do dia das mães foi uma experiência muito agradável, porque todo mundo estava no shopping comprando exatamente esse presente. E foi bonito ver os filhos de todas as idades mobilizados nessa tarefa. Embora a loja de perfumes, por exemplo, estivesse lotada, senti que todos estavam calmos e pacientes ali, compradores e vendedores. Foi muito civilizado aguardar que o rapaz do caixa chamasse as pessoas pelo nome e depois o assistente que fazia o embrulho para presente também repetir o nome da pessoa para entregar a mercadoria. Nunca tinha visto esse tipo de organização num estabelecimento comercial e achei bonito que os filhos fossem chamados pelo nome. Quantos deles não tiveram seus nomes justamente escolhidos pela própria mãe? Era o meu caso.

O mais comovente foi chegar em casa e entregar os presentes para minha mãe. Ela não cabia em si de contente: e não sei até agora se ela gostou mais do perfume ou da roupa que lhe dei. É que mãe gosta mesmo é de amar e ser amada.
Você já comprou o presente da sua mãe?
O Alessandro Martins, blogueiro de Curitiba, escreveu um texto lindo em homenagem ao dia. Recomendo a leitura: é emocionante. Está lá no Cracatoa, seu blog de contos, crônicas e outros escritos do gênero propriamente literário.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

A inteligência é algo que se desenvolve

Ontem, ouvi, durante uma viagem em um trem da CPTM, pessoas defendendo a pena de morte no Brasil. Vejam só! Foi, então, que me lembrei de um episódio da minha infância. Quando eu estava na terceira série do primário, eu devia ter 9 anos, aconteceu uma fatalidade na família de um dos colegas que frequentava a nossa sala de aula. Não me lembro se um tio fora assassinado... Mas fora um crime, seguido de assalto, envolvendo, portanto, uma pessoa conhecida na comunidade. Lembro-me que todos ficamos consternados com o ocorrido, mas havia alguns garotos, e mesmo algumas meninas, que falavam em vingança e que se o assassino fosse pego ele deveria ser condenado à pena de morte.
Eu lembro de ter dito na ocasião:

- Gente, não existe pena de morte no Brasil.

E, então, perguntaram-me se eu concordava com isso, com a pena de morte, eu disse que não. Disse com todas as letras:

- Não! Imaginem se eu vou concordar com isso! Matar uma pessoa!

E, então, me disseram:

- Mas ele matou o fulano, e se fosse seu pai, sua mãe?

Tanto as crianças como os adultos, que nutrem essas ideias horríveis na cabeça, sempre vêm com esses argumentos emotivos e extremados, utilizando, com a intenção de convencimento, os apelos mais pessoais possíveis. Eu continuava:

- Imaginem que isso vai acontecer com o meu pai, com a minha mãe! E mesmo se acontecesse: eu não iria querer MATAR um miserável assassino.

Eu falava, tão seriamente, que os coleguinhas ficaram desconcertados e afirmaram:

- Ah, o Júnior é um louco mesmo! [Aquele tempo eu era chamado de Júnior e de louco, vejam só!]

Eu acho que eu era uma criança bem bacana, isso sim... rsrsrs
Como diz uma amiga minha, a verdade é que se formos seguir a lei do "olho por olho, dente por dente", teremos uma multidão de caolhos e banguelas. É isso. Deus nos livre!
Quando terminei esse texto acima, fui procurar uma imagem que pudesse ilustrar o tema em questão, encontrei alguém falando em um blog do fim da pena de morte, nas Filipinas, em 2006. Uma notícia muito boa, portanto. O blog está abandonado, mas a ex-dona (será que um blog fica sem dono, depois de abandonado? Acho que não, estão lá os textos e todos assinados), ela é uma pessoa encantadora. Para ilustrar o que estou dizendo, olhem só essa outra postagem que também li e que considerei como um modo muito delicado de se queixar das pessoas. rsrsrs Essa blogueira portuguesa (bem, não deu para saber, a escrita dela é portuguesa) escrevia textos muito gostosos de ler. Tomara que ela não se incomode de eu ter trazido esse seu texto para cá. Esqueci de avisá-la de que eu faria isso, quando lhe enviei um e-mail contando que conhecera o Pópulo.
Vejam se eu não tenho razão:

novembro 04, 2006

Bichitos insignificantes

Às vezes quando andamos a passear no campo, levantamos uma pedra e encontra-se lá debaixo um bicho. Quase sempre os bichos que encontramos debaixo das pedras não são muito bonitos, eles lá sabem porque precisam da escuridão da pedra… Mas têm direito à vida, pois então! Nunca lhes faço mal e deixo-os desaparecer debaixo de outra pedra.
Aqui há uns tempos fui mordida por um insecto qualquer. Nem o vi, só dei conta do inchaço e da comichão que aquilo fazia. Andei por aí às voltas com umas pomadas e bastante aborrecida quando uma minha amiga médica me disse: "O melhor era teres posto uma pedrinha de gelo!" Imagine-se! Uma pedra de gelo, nunca me teria lembrado e coisa mais fácil e barata não há.
Acontece que na nossa vida real, ou por vezes aqui na net, de vez em quando somos mordidas por «uns bichos» que lá saem por debaixo de umas pedras e, sabe-se lá porquê, decidem morder. Não é morte de ninguém, fazem só uma certa comichão e é um tanto desagradável, mas não passa daí. Gosto bastante da técnica-da-pedra-de-gelo, ‘traduzindo’ – deixar passar algum tempo até ficar de cabeça fria. Claro que me incomoda mais quando, nessa ânsia de me irritar picar, vai apanhar por ricochete outra pessoa que não tem nada a ver comigo. Mas eu vou tentar passar o cubo de gelo aos outros e explicar-lhes que estes bichinhos que vivem debaixo das pedras são mesmo assim, taditos, não primam pela inteligência.


Emiéle

terça-feira, 4 de maio de 2010

Doug + Mike Starn on the Roof: Big Bambú

Acho o máximo o que o Metropolitan promove no seu teto. Eu me lembro quando foi a vez do Jeff Koons, agora, o museu convidou os irmãos, e gêmeos idênticos, Mike e Doug Starn para ocuparem o jardim supenso do Metropolitan Museum of Art, com uma instalação a que os artistas chamaram Big Bambú: You Can’t, You Don’t, and You Won’t Stop.
Muito boa essa metáfora: Big Bang? No. Big Bambú.
A ideia é essa mesma: eles estão armando uma monumental estrutura feita de bambus e que será continuamente construída durante todo o tempo da exposição nessa primavera e verão em New York. Aliás, até perto de outubro (se o tempo deixar). Eles dizem assim mesmo o período da exposição: April, 27, 2010-October, 31, 2010 (weather permitting).
Tal escultura, portanto, será sempre mutável e crescente, enquanto durar a sua exposição. Os visitantes poderão andar por uma plataforma e ver a floresta de bambus, bem como os artistas em pleno trabalho, em intervalos regulares, quando serão auxiliados por um grupo de alpinistas que também participa.
Achei belíssimas essas fotos, nas quais podemos ver que a tal estrutura vai crescendo para o alto e para os lados, e tem como pano de fundo a cidade e o Central Park.
Os gêmeos nasceram em New Jersey, em 1961, e fazem um trabalho de colaboração mútua, no qual combinam trabalhos de escultura, fotografia, pintura, vídeo e instalações. Seus trabalhos têm repercussão internacional e estão em coleções públicas e privadas em todo o mundo. Entre suas exibições solo estão Gravity of Light (2004, 2008), Absorption + Transmission (2005, 2006), Behind Your Eye (2004), Sphere of Influence (1994) Mike ande Dourg Starn: Selected Works 1985-87 (1988) e The Christ Series (1988) . Além de serem bons no que fazem, bem como para dar títulos aos seus trabalhos (eu acho ! ;-D), os artistas vivem e trabalham por ali mesmo, em New York. I have enjoyed myself enormously.\o/\o/\o/
Espero que um amigo meu, que vai para NY dentro de algumas semanas, não perca isso (está me ouvindo caríssimo?) e se alguém mais, que agora tenha ficado sabendo, passar pela Big Aplle: Go there please!





domingo, 2 de maio de 2010

Whatever works

Quem não gosta de Woody Allen é porque ainda não pode gostar. E tudo bem. Ontem, na sala Candido Portinari do Belas Artes, lotada, todo mundo ali demonstrou que já podia gostar e mesmo quem não gostou está no caminho: afinal, foi assistir ao filme Whatever Works, o mais recente lançamento, em São Paulo, do Diretor genial.
Sim, Woody Allen, nós podemos ser tão inteligentes a ponto de compreender tudo e achar que nada disso faz sentido: a randow event nossa existência! Então, nós também podemos nos lançar do alto do edifício. E podemos não morrer, por isso mesmo.
Além disso, mesmo achando todos inferiores e mergulhados no nosso narcisismo absoluto, estenderemos a mão, num gesto de caridade. E ainda que não saibamos, nesse momento, estaremos sendo caridosos com o humano em nós.
Podemos nos encantar com a simplicidade que se se reveste em atenção e carinho e cuidados. Sobretudo, com a simplicidade desse gesto, compreendendo, assim, que fora só uma passagem, enfim, whatever works. E quando, achando que perdemos mais uma vez, com tal experiência, podemos novamente nos lançar no abismo para, então, encontrarmos outra seara. Ou seja, ainda o que só podemos chamar, por ora, Whatever works.
Woody Allen é verdade! Nova York (eu acho que São Paulo também...) pode ser o lugar de elaboração profunda do ser: o lugar de passagem onde, por exemplo, um casal careta e já separado possa encontrar as novas possibilidades, enfim, a experiência necessária que sempre acontece, ou seja, Whatever works.

E caríssimo: sim, eles nos assistem, mesmo que aqueles que nos rodeiam não acreditem nisso. Eu entendi que tal alusão não era tão somente metalinguagem no seu filme. Obrigado por essa experiência amorosa, feliz e genial de cinema e de vida.