O desconhecido pode ser assustador, tão somente porque, de antemão, já nos armamos para ele. Talvez porque tenhamos medo de sair da zona de conforto que o conhecido nos proporciona, diaria e ilusoriamente. Tenho vivido experiências bastante formadoras. Por exemplo, já há alguns dias, eu sabia que iria ter contato com uma experiência nova, em breve, e, apenas de quando em quando, lembrando-me da tal novidade, eu sentia medo.
Sim, confesso que tive medo. Mas ao contrário do que já fiz no passado, em semelhante circunstância, não alimentei o medo. Pensei: deixe a coisa toda vir e acontecer e, então, veremos o que acontece, como reagir.
Devo salientar que tenho procurado alimentar bons pensamentos em relação a tudo.
Absolutamente tudo! rsrsrs
Por exemplo, se não conheço determinada pessoa e sei que vou conhecê-la, já espero gostar dela, de antemão, simplesmente porque é uma pessoa, um ser humano. Pode parecer coisa de gente amalucada, mas, acredite: funciona! ;-D
Acho que isso é possível porque, embora uma pessoa não seja uma flor, ela pode ser sazonal, como as flores costumam ser. Também as pessoas podem atingir sua própria primavera e dar flores. Bem como podem ainda estar fechadas em si mesmas, como uma vagem que guarda a semente da flor que poderá vir, se as condições forem favoráveis.
A verdade é que é preciso saber como lidar com as pessoas. Cada qual é diferente e como as plantinhas exigem diferentes cuidados... no trato.
Por falar em planta, hoje, conheci uma planta chamada Honesty (Lunaria annua)
Tal planta pode ter duas serventias semelhantes, ainda que distintas: na primavera e começo do verão (do hemisfério norte), a Honesty pode nos conceder suas flores brilhantes e perfumadas; mas como ela também produz suas sementes em vagens - que, aliás, são muito características, devido ao seu formato oval e por possuírem um tecido translúcido, que produz um lampejo como que sobrenatural de luz prateada - ela pode ser utilizada como um arranjo de flor seca.
A Honesty, assim como as papoulas (essas já conheci pessoalmente e lidei muito bem com elas), ela se espalha livremente em um jardim. O vento trata de levar suas sementes a todo o campo...
Honestamente, as plantas e as pessoas são todas surpreendentes. E podem ser fascinantes. Não é mesmo? ;-)
segunda-feira, 5 de julho de 2010
sexta-feira, 2 de julho de 2010
Nina Pandolfo
Hoje, a partir das 19h, será a abertura, na Galeria Leme, da exposição Desafiando Sonhos (muito sugestivo o nome, não é mesmo?) da artista plástica Nina Pandolfo. Nina é uma grafiteira, como tantos outros que admiro. Aqui ela retoma o trabalho com pincéis, mas também utiliza o spray.
No release que recebi, comentam que a artista amadureceu, e um sinal desse amadurecimento seria o fato de que o entorno entre as figuras não remetem mais ao universo infantil, tão intensamente, como no passado. Nessas imagens a gente até percebe que isso aconteceu, mas vale para elas o mesmo que vale para nós outros, todos: a criança continua dentro. ;-D
Fiquei curioso para conhecer uma instalação que também integra o conjunto da exposição. Nela teremos um quadro elíptico que, justamente por sua forma, teve que ser realizado em ferro e que apresenta camadas de pintura, feitas em vidro, e que são sobrepostas e, dentro, graças à ação de motores, plumas voam entre as imagens. Já posso imaginar a sensação que isso deve nos dar! \o/. Não lhes parece que tudo isso é de muito bom gosto?
Para quem não conhece a artista é importante saber que ela tem muito prestígio (e merecido).
Nina Pandolfo participou de diversas exposições nacionais e internacionais, entre elas: Life´s Flavour, Carmichael Gallery of Contemporary Art, Los Angeles, EUA (2010); Re-Criation II, Ogilvy & Mather New York, EUA (2010); Graffiti Gone Global, Miami Beach, EUA (2009); Between Us, Gallery Maskara, Mumbai, Índia (2008); The graffiti Project - pintura da fachada do Castelo de Kelburn, Glasgow, Escócia (2007), entre outras.

Nina Pandolfo nasceu em Tupã, São Paulo, em 1977. Atualmente, vive e trabalha em São Paulo.
Abertura: 1º de julho – 19h
Até 7 de agosto 2010
Rua Agostinho Cantu, 88
São Paulo - Brasil
Seg - Sex 10 - 19h
Sab 10 - 17h
Tel.: 11 3814.8184
info@galerialeme.com
http://www.galerialeme.com/
No release que recebi, comentam que a artista amadureceu, e um sinal desse amadurecimento seria o fato de que o entorno entre as figuras não remetem mais ao universo infantil, tão intensamente, como no passado. Nessas imagens a gente até percebe que isso aconteceu, mas vale para elas o mesmo que vale para nós outros, todos: a criança continua dentro. ;-D
Fiquei curioso para conhecer uma instalação que também integra o conjunto da exposição. Nela teremos um quadro elíptico que, justamente por sua forma, teve que ser realizado em ferro e que apresenta camadas de pintura, feitas em vidro, e que são sobrepostas e, dentro, graças à ação de motores, plumas voam entre as imagens. Já posso imaginar a sensação que isso deve nos dar! \o/. Não lhes parece que tudo isso é de muito bom gosto?
Para quem não conhece a artista é importante saber que ela tem muito prestígio (e merecido).
Nina Pandolfo participou de diversas exposições nacionais e internacionais, entre elas: Life´s Flavour, Carmichael Gallery of Contemporary Art, Los Angeles, EUA (2010); Re-Criation II, Ogilvy & Mather New York, EUA (2010); Graffiti Gone Global, Miami Beach, EUA (2009); Between Us, Gallery Maskara, Mumbai, Índia (2008); The graffiti Project - pintura da fachada do Castelo de Kelburn, Glasgow, Escócia (2007), entre outras.

Nina Pandolfo nasceu em Tupã, São Paulo, em 1977. Atualmente, vive e trabalha em São Paulo.
Abertura: 1º de julho – 19h
Até 7 de agosto 2010
Rua Agostinho Cantu, 88
São Paulo - Brasil
Seg - Sex 10 - 19h
Sab 10 - 17h
Tel.: 11 3814.8184
info@galerialeme.com
http://www.galerialeme.com/
quarta-feira, 30 de junho de 2010
Você nunca ouviu Mahler? Então, ouça!
Em 1986, eu ouvi falar pela primeira vez em Gustav Mahler. E, pela primeira vez, eu ouvi a música do compositor austríaco. Isso porque eu assisti ao filme Mahler, de Ken Russel , estrelado por Robert Powell, que, aliás, é parecidíssimo com o retratado. O filme já era cult desde o seu lançamento em 1974. Porque o diretor já o era etc. Embora eu não tenha entendido por completo a proposta do filme na ocasião (eu só tinha 18 anos), percebi que tal proposta era fazer uma biografia nada convencional da vida do compositor: ressaltando sobretudo suas dificuldades no casamento com Alma Mahler e também a sua "conversão" para o catolicismo, bem como o sofrimento com a perda do irmão, que se suicidou, além do sofrimento com a perda de sua filha, ainda criança. De tudo ficou, de verdade, a impressão incrível que me causou a música de Mahler e que, como já disse, ouvi, pela primeira vez, nesse filme. Diga-se de passagem, somente um cineclube como o Oscarito poderia proporcionar tal oportunidade aos cinéfilos paulistanos de então.
Pois bem, domingo passado, reencontrei-me com Mahler em um outro filme magnífico. Trata-se do documentário Gustav Mahler - Conducting Mahler - I have lost touch with the world, dirigido por Frank Scheffer.
O filme acompanha os ensaios de quatro grandes regentes, especialistas em Mahler, com as orquestras de Viena, Berlin e Amsterdan, durante um Festival que homenageou Mahler, tocando todas as suas sinfonias, em 1995, em Amsterdan. São eles: Claudio Abbado, Bernard Haitink, Riccardo Chailly e Simon Rattle.
Aprendemos muito com esses senhores. Vejam que belíssimas algumas passagens de suas falas e que anotei:
Bernard Haitink: Nós intérpretes somos secundários. Vivemos graças aos artistas. O processo de criação é incrível e nós devemos recriá-lo. Devemos nos aproximar da genialidade dele.
Claudio Abbado: Embora não importe tanto o "texto", é importante saber porque ele estava triste: o quanto foi terrível para ele escrever essa música. Ele dizia: espero que ninguém sofra tanto quanto eu sofri, ao compor essa música. Klemperer disse: não é Shubert. É um homem que recorda com nostalgia Schubert. O que é bem diferente. É bonito, sensual e... triste.
Riccardo Chailly: É um trabalho muito teatral. Ele queria constrastes extremos e excessivos. Descrever em sons ânimos constrastantes, simultaneamente, em lugares contrastantes. Daí sua modernidade.
Claudio Abbado: Quando se ama a música de Mahler, ela é sempre uma nova experiência. Sempre há algo novo, porque a fantasia de Malher não tem limites. Sempre se pode encontrar uma nova experiência nas linhas de uma partitura de Mahler. É sempre algo novo.
Bernard Haitink: Mahler foi um homem que sofreu e que tinha talento para sofrer. Toda a sua vida foi uma luta com tudo. Queria chegar à perfeição na Ópera de Viena e lá enfrentou problemas. Precisava de tempo para compor, durante o verão, suas sinfonias. Nem todas tiveram êxito. Deixou Viena e foi para Nova York, e lá sofreu muitas dificuldades. Sofreu e morreu, tragicamente, muito jovem. Voltou à sua terra para morrer. Foi um homem que sofreu e que tinha talento para sofrer.
Riccardo Clailly: Levitação. Em Mahler a sensação de que os pés deixam a terra.
Perto do final, vemos as frases que Mahler escreveu na partitura da 8ª Sinfonia, dedicada à Alma Mahler:
O beleza! Amor!
Adeus! Adeus!
Vivi por ti!
Morro por ti!
Aviso: Talvez seja necessário assistir duas vezes. A primeira, para chorar copiosamente (foi o que aconteceu comigo) e na segunda vez, mais calmo, para compreender a riqueza de uma experiência humana sem igual.
Pois bem, domingo passado, reencontrei-me com Mahler em um outro filme magnífico. Trata-se do documentário Gustav Mahler - Conducting Mahler - I have lost touch with the world, dirigido por Frank Scheffer.
O filme acompanha os ensaios de quatro grandes regentes, especialistas em Mahler, com as orquestras de Viena, Berlin e Amsterdan, durante um Festival que homenageou Mahler, tocando todas as suas sinfonias, em 1995, em Amsterdan. São eles: Claudio Abbado, Bernard Haitink, Riccardo Chailly e Simon Rattle.
Aprendemos muito com esses senhores. Vejam que belíssimas algumas passagens de suas falas e que anotei:
Bernard Haitink: Nós intérpretes somos secundários. Vivemos graças aos artistas. O processo de criação é incrível e nós devemos recriá-lo. Devemos nos aproximar da genialidade dele.
Claudio Abbado: Embora não importe tanto o "texto", é importante saber porque ele estava triste: o quanto foi terrível para ele escrever essa música. Ele dizia: espero que ninguém sofra tanto quanto eu sofri, ao compor essa música. Klemperer disse: não é Shubert. É um homem que recorda com nostalgia Schubert. O que é bem diferente. É bonito, sensual e... triste.
Riccardo Chailly: É um trabalho muito teatral. Ele queria constrastes extremos e excessivos. Descrever em sons ânimos constrastantes, simultaneamente, em lugares contrastantes. Daí sua modernidade.
Claudio Abbado: Quando se ama a música de Mahler, ela é sempre uma nova experiência. Sempre há algo novo, porque a fantasia de Malher não tem limites. Sempre se pode encontrar uma nova experiência nas linhas de uma partitura de Mahler. É sempre algo novo.
Bernard Haitink: Mahler foi um homem que sofreu e que tinha talento para sofrer. Toda a sua vida foi uma luta com tudo. Queria chegar à perfeição na Ópera de Viena e lá enfrentou problemas. Precisava de tempo para compor, durante o verão, suas sinfonias. Nem todas tiveram êxito. Deixou Viena e foi para Nova York, e lá sofreu muitas dificuldades. Sofreu e morreu, tragicamente, muito jovem. Voltou à sua terra para morrer. Foi um homem que sofreu e que tinha talento para sofrer.
Riccardo Clailly: Levitação. Em Mahler a sensação de que os pés deixam a terra.
Perto do final, vemos as frases que Mahler escreveu na partitura da 8ª Sinfonia, dedicada à Alma Mahler:
O beleza! Amor!
Adeus! Adeus!
Vivi por ti!
Morro por ti!
Aviso: Talvez seja necessário assistir duas vezes. A primeira, para chorar copiosamente (foi o que aconteceu comigo) e na segunda vez, mais calmo, para compreender a riqueza de uma experiência humana sem igual.
terça-feira, 29 de junho de 2010
Mary Pichering
Ontem, eu procurava alguma imagem que pudesse ter relação com Escola porque preciso fazer um trabalho no qual uma imagem deverá ser o start para o início de uma reflexão, considerando determinada temática. Foi assim que descobri Mary Pichering. Encontrei essa pintura a que ela chamou After School. Identifiquei-me de imediato porque eu mesmo fui uma criança que pulava corda com as meninas, depois da escola... rsrsrs
No site onde encontrei uma mostra dos seus trabalhos informam que Mary Pickering nasceu em Dublin, na Irlanda, e que ela é uma artista autodidata. Além disso, parece que ela começou sua carreira pintando tecidos com silk e que já pintou utilizando técnicas variadas como as das aquarelas, pastel ou pintura a óleo. Hoje, ela se concentra em utilizar o acrílico e silk.
Eu achei seu trabalho bastante nostálgico. As pessoas estão vivendo um cotidiano em que se destaca o cuidado com as crianças o que é sempre salutar de se registrar.
Lá no site da Galeria é possível comprar esses quadros! Eu quero! \o/
No site onde encontrei uma mostra dos seus trabalhos informam que Mary Pickering nasceu em Dublin, na Irlanda, e que ela é uma artista autodidata. Além disso, parece que ela começou sua carreira pintando tecidos com silk e que já pintou utilizando técnicas variadas como as das aquarelas, pastel ou pintura a óleo. Hoje, ela se concentra em utilizar o acrílico e silk.
Eu achei seu trabalho bastante nostálgico. As pessoas estão vivendo um cotidiano em que se destaca o cuidado com as crianças o que é sempre salutar de se registrar.
Lá no site da Galeria é possível comprar esses quadros! Eu quero! \o/
Back to School
Fly Away
Time to go
The Buggy
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Clarice Lispector Só para mulheres. Eu li.
Sexta-feira passada, eu estava visitando um grande amigo. Como é bom ter amigos, como é bom conversar e rir com alguém que compartilha dos mesmos gostos e aprecia o que também apreciamos. Ele me mostrou um livro que ganhou de presente de aniversário. Trata-se de Clarice Lispector - Só para mulheres. A publicação dá prosseguimento ao resgate da obra jornalística de Clarice Lispector, iniciado em 2006, com o livro Correio feminino. Essa nova coletânea – organizada por Aparecida Maria Nunes, doutora em literatura brasileira pela USP – recupera as colunas femininas assinadas pela escritora sob os pseudônimos de Tereza Quadros e Helen Palmer, e como ghost-writer da atriz Ilka Soares, para o tablóide Comício e os jornais Correio da Manhã e Diário da Noite, nas décadas de 50 e 60.
Fica evidente que a Clarice escreveu para esses suplementos femininos porque precisava de grana. Mas também fica evidente o seu amor e respeito pelas leitoras. Essas leitoras não seriam as mesmas leitoras e leitores de seus romances, pelo menos não a maioria. As exigências de pauta conduziram os temas dos textos muito curtos. Mas quão grandiosa é Clarice que, mesmo falando de maquilagem, de culinária, do que seja... é ela mesma o tempo todo. Eu e meu amigo nos divertimos a valer. Ríamos, ríamos e ríamos no começo, no meio e no fim de cada trecho do livro. Era o riso franco de quem se encontrou entre os iguais e que compreende a sabedoria disfarçada em simplicidade absoluta. Que, diga-se de passagem, talvez seja essa a verdadeira sabedoria: saber dizer a qualquer um o que é importante que seja dito.
O meu amigo só tinha esse primeiro volume, mas já ouvi falar que são três.
Não resisto e trago alguns trechos para cá. Vejam se não é uma leitura deliciosamente agradável:
Pode-se amar sem admirar?
Pode-se dar amor natural, comum. Pode-se ter pena da pessoa ou ser fisicamente atraída por ela, e enganar-se pensando que essa reação é amor. Mas para que o amor real exista é preciso que você admire alguma coisa nele ou nela. Theodore Reik acha que o "amor só é possível quando você atribui um valor mais alto à pessoa do que a você, quando você vê nela ou nele uma personalidade que, pelo menos em algum sentido, é superior à sua."
Quem muito agrada, desagrada.
Nunca ouvi esse provérbio, acho que inventei agora mesmo. Mas você vai ver se esse provérbio, inventado ou não, não se aplica a pessoa que você conhece: Às que querem agradar a todo o preço. Então tornam-se "encantadoras". Procuram advinhar os mínimos desejos dos outros. Procuram elogiar de qualquer modo. Começam também a mostrar que fazem sacrifícios a cada momento. Esse tipo encantador pesa na alma dos outros. Em uma palavra: desagrada. Se a pessoa consegue ser e ficar à vontade, ela deixa os outros serem e ficarem à vontade.
Já se foi o tempo...
...Em que era considerado delicado deixar sempre um pouco de comida no prato. Hoje é perfeitamente educado comer toda a porção de que a pessoa se serviu.
...em que se pegava numa xícara de chá ou de café... erguendo o dedo mínimo. Hoje é gesto afetado, deselegante, de mau gosto.
...em que era de praxe recusar várias vezes uma gentileza antes de aceitá-la. Quando o convidarem para um jantar, agradeça, aceite, e não faça um drama "do trabalho que vai dar"... em que, ao sentar à mesa, dizia-se aos outros: "bom apetite!" Não é mais "fino" dizê-lo.
...em que a pessoa que tocava piano se achava no dever de recusar uma pequena audição, várias vezes, antes de aceitar. Se você, não quer realmente tocar, diga-o de um modo suave mas firme, o que em geral encerra o assunto. Mas se pretende terminar tocando, toque, por favor!
Impossível?
A maioria das coisas "impossíveis" são impossíveis apenas porque não foram tentadas. Quanta coisa você não faz apenas por timidez ou por medo...
Você já experimentou pintar paredes? Pois, acredite ou não, não é necessário tirar "curso" (só um pouco de "confiança-em-si-mesma" ajudaria, pois confiança é o que lhe falta).
A tinta, você compra. O pincel, também. A parede, você tem. Por incrível que pareça, você é dona dos instrumentos necessários. O que falta mais? Um pouco de ousadia e vontade de se divertir. (E de economizar).
Não lhes disse que era o máximo? São postagens de um blog de Clarice de 60, 50 anos atrás. ;-D
Fica evidente que a Clarice escreveu para esses suplementos femininos porque precisava de grana. Mas também fica evidente o seu amor e respeito pelas leitoras. Essas leitoras não seriam as mesmas leitoras e leitores de seus romances, pelo menos não a maioria. As exigências de pauta conduziram os temas dos textos muito curtos. Mas quão grandiosa é Clarice que, mesmo falando de maquilagem, de culinária, do que seja... é ela mesma o tempo todo. Eu e meu amigo nos divertimos a valer. Ríamos, ríamos e ríamos no começo, no meio e no fim de cada trecho do livro. Era o riso franco de quem se encontrou entre os iguais e que compreende a sabedoria disfarçada em simplicidade absoluta. Que, diga-se de passagem, talvez seja essa a verdadeira sabedoria: saber dizer a qualquer um o que é importante que seja dito.
O meu amigo só tinha esse primeiro volume, mas já ouvi falar que são três.
Não resisto e trago alguns trechos para cá. Vejam se não é uma leitura deliciosamente agradável:
Pode-se amar sem admirar?
Pode-se dar amor natural, comum. Pode-se ter pena da pessoa ou ser fisicamente atraída por ela, e enganar-se pensando que essa reação é amor. Mas para que o amor real exista é preciso que você admire alguma coisa nele ou nela. Theodore Reik acha que o "amor só é possível quando você atribui um valor mais alto à pessoa do que a você, quando você vê nela ou nele uma personalidade que, pelo menos em algum sentido, é superior à sua."
Quem muito agrada, desagrada.
Nunca ouvi esse provérbio, acho que inventei agora mesmo. Mas você vai ver se esse provérbio, inventado ou não, não se aplica a pessoa que você conhece: Às que querem agradar a todo o preço. Então tornam-se "encantadoras". Procuram advinhar os mínimos desejos dos outros. Procuram elogiar de qualquer modo. Começam também a mostrar que fazem sacrifícios a cada momento. Esse tipo encantador pesa na alma dos outros. Em uma palavra: desagrada. Se a pessoa consegue ser e ficar à vontade, ela deixa os outros serem e ficarem à vontade.
Já se foi o tempo...
...Em que era considerado delicado deixar sempre um pouco de comida no prato. Hoje é perfeitamente educado comer toda a porção de que a pessoa se serviu.
...em que se pegava numa xícara de chá ou de café... erguendo o dedo mínimo. Hoje é gesto afetado, deselegante, de mau gosto.
...em que era de praxe recusar várias vezes uma gentileza antes de aceitá-la. Quando o convidarem para um jantar, agradeça, aceite, e não faça um drama "do trabalho que vai dar"... em que, ao sentar à mesa, dizia-se aos outros: "bom apetite!" Não é mais "fino" dizê-lo.
...em que a pessoa que tocava piano se achava no dever de recusar uma pequena audição, várias vezes, antes de aceitar. Se você, não quer realmente tocar, diga-o de um modo suave mas firme, o que em geral encerra o assunto. Mas se pretende terminar tocando, toque, por favor!
Impossível?
A maioria das coisas "impossíveis" são impossíveis apenas porque não foram tentadas. Quanta coisa você não faz apenas por timidez ou por medo...
Você já experimentou pintar paredes? Pois, acredite ou não, não é necessário tirar "curso" (só um pouco de "confiança-em-si-mesma" ajudaria, pois confiança é o que lhe falta).
A tinta, você compra. O pincel, também. A parede, você tem. Por incrível que pareça, você é dona dos instrumentos necessários. O que falta mais? Um pouco de ousadia e vontade de se divertir. (E de economizar).
Não lhes disse que era o máximo? São postagens de um blog de Clarice de 60, 50 anos atrás. ;-D
sexta-feira, 25 de junho de 2010
Rachael Smith is great!
Depois do jogo entre Brasil e Portugal, eu achei melhor procurar algo menos comum para curtir. Aliás, devo confessar que eu cometi uma gafe durante a partida. Eu estava assistindo ao jogo e, em determinado momento, comentei com alguém ao meu lado: Nossa que jogo violento, eles estão derrubando uns aos outros o tempo todo. Que desagradável! Então, a pessoa respondeu: Você não viu a partida anterior, entre Brasil e Costa do Marfim? Estava muito mais violenta. Ou seja, eu acabei revelando, sem querer, que eu não vira a partida do jogo do Brasil anteriormente. O que, convenhamos, no Brasil é super estranho: alguém perder qualquer partida do time brasileiro, durante a Copa, sendo brasileiro.
Como foi possível perceber, a partida de hoje acabou no zero a zero. Se os jogadores tivessem se concentrado em fazer gols e não em se machucarem, reciprocamente, talvez o resultado tivesse sido outro para qualquer um dos times em campo. Bem, nunca saberemos. rsrsrs
Pois bem, falemos de algo incomum. Talento e sensibilidade. Acabei de ler uma historinha infantil muito mais bacana de acompanhar e totalmente diferente do clima do tal jogo. rsrsrs
Trata-se do trabalho da ilustradora Rachael Smith, uma jovem de 25 anos, de Leicester, Reino Unido. Na história, ela conta a aventura de um lagarto chamado Charlie e que é um fantasma. Ele se tornou um fantasma porque um humano o matou com o pé. ;-p Antes de viver nessa condição, ele vivia na praia e comia os salgadinhos e sorvetes que os humanos derrubavam na areia. Na casa em que ele passou a viver como fantasma, ele fica amigo de um gatinho, o Mungo. Ele é super bonzinho e divide sua ração com Charlie.
Um dia, Charlie está muito triste porque não está satisfeito com sua nova existência. Como ele percebe que ninguém mais o vê a não ser Mungo, ele começa a achar que ele é um produto da imaginação do gatinho e, inclusive, começa a esquecer que já foi um lagarto e que curtia comer guloseimas na praia... Mungo, embora não seja muito experto, é um amigo bastante solidário e resolve ajudar Charlie. Se eu fosse você eu iria até o blog da Rachael Smith e leria toda a história de Charlie and Mungo, que ela postou ontem. Trouxe para cá alguns dos quadrinhos só para vocês terem uma ideia de como é divertido.
Assim sendo, um bom fim de semana e até segunda. ;-D
quinta-feira, 24 de junho de 2010
Keith Haring Selected Works
Eu recebi uma informação preciosa essa manhã by e-mail. Teremos uma exposição de Keith Haring, com trabalhos inéditos no Brasil, e que marca os 20 anos da morte do artista.
Eu sou fã confesso de Keith Haring e admiro imensamente toda a sua trajetória. Estou tão emocionado em saber da exposição que nem posso dizer mais nada! ;-o
Assim sendo, para os fãs absolutos de Haring, como eu, a excelente notícia:
A partir de 31 de julho teremos a exposição KEITH HARING - Selected Works, com 94 obras de Keith Haring (1958-1990) nunca vistas no Brasil. Sua obra, que até os nossos dias influencia a arte urbana, ficará em cartaz até 5 de setembro, na Caixa Cultural São Paulo. Depois, seguirá para o Rio de Janeiro, de 28 de setembro a 14 de novembro, na Caixa Cultural Rio de Janeiro.
Selected Works revelará a obra do artista ícone da cultura underground da Nova Iorque dos anos 80 por meio de: 55 serigrafias, 9 gravuras, 29 litografias e 1 xilogravura.
A exposição percorrerá dois estados e tem curadoria da americana Sharon Battat, responsável por projetos relacionados à arte, moda e publicidade. Ela nos diz que foram selecionados trabalhos do Keith Haring que nunca foram vistos por aqui e que ele tinha uma estreita ligação com o Brasil. Além disso, serão expostos artigos pessoais como seu passaporte, skates desenvolvidos por ele, fotos e vídeos pessoais de Haring no Brasil e até seus pares de tênis. ;-D
Haring participou da Bienal de São Paulo de 1983, mas também esteve no Brasil em outras ocasiões. Ele costumava frequentar a casa de um amigo em Ilhéus (BA), o também artista Kenny Scharf.. Durante a exposição serão exibidos dois documentários: The Universe of Keith Haring (direção de Chistina Clausen) e Drawing the line (direção de Elisabeth Aubert).
Segundo a assessoria de imprensa, há chance de a exposição chegar a outras cidades, principalmente em Salvador. Na capital baiana existem, aliás, dois raros painéis de Haring. Um deles deverá ser restaurado, de acordo com um programa da própria exposição.
A produtora do evento, a Litmedia Productions também busca parceiros para viabilizar uma série de workshops de pinturas e desenhos para crianças, com artistas locais e amigos de Keith, como Kenny Scharf, assim como palestrantes convidados.
Haring era um artista que tinha uma grande atuação em prol dos direitos civis, de hospitais, creches e orfanatos. Sua natural propensão à caridade fez com que ele elaborasse muitos murais públicos voltados a essas causas. Em 1989, Haring foi diagnosticado com HIV e, no ano seguinte, fundou a Keith Haring Foundation, para apoiar campanhas de prevenção do HIV e programas infantis. Os responsáveis pela exposição estarão também organizando programas educacionais sobre prevenção do HIV, em parceria com a ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS) e APTA (Associação para Prevenção e Tratamento da Aids), além de outras instituições.
Caixa Cultural São Paulo: 31 de Julho a 5 de setembro
Condomínio Conjunto Nacional
Av. Paulista, 2.073, São Paulo – SP
Telefone: (11) 3321-4400
Horário: Terça-feira a sábado, das 9h às 21h/domingo das 10h às 21h
Censura: Livre
Grátis \o/
Eu sou fã confesso de Keith Haring e admiro imensamente toda a sua trajetória. Estou tão emocionado em saber da exposição que nem posso dizer mais nada! ;-o
Assim sendo, para os fãs absolutos de Haring, como eu, a excelente notícia:
A partir de 31 de julho teremos a exposição KEITH HARING - Selected Works, com 94 obras de Keith Haring (1958-1990) nunca vistas no Brasil. Sua obra, que até os nossos dias influencia a arte urbana, ficará em cartaz até 5 de setembro, na Caixa Cultural São Paulo. Depois, seguirá para o Rio de Janeiro, de 28 de setembro a 14 de novembro, na Caixa Cultural Rio de Janeiro.
Selected Works revelará a obra do artista ícone da cultura underground da Nova Iorque dos anos 80 por meio de: 55 serigrafias, 9 gravuras, 29 litografias e 1 xilogravura.
A exposição percorrerá dois estados e tem curadoria da americana Sharon Battat, responsável por projetos relacionados à arte, moda e publicidade. Ela nos diz que foram selecionados trabalhos do Keith Haring que nunca foram vistos por aqui e que ele tinha uma estreita ligação com o Brasil. Além disso, serão expostos artigos pessoais como seu passaporte, skates desenvolvidos por ele, fotos e vídeos pessoais de Haring no Brasil e até seus pares de tênis. ;-D
Haring participou da Bienal de São Paulo de 1983, mas também esteve no Brasil em outras ocasiões. Ele costumava frequentar a casa de um amigo em Ilhéus (BA), o também artista Kenny Scharf.. Durante a exposição serão exibidos dois documentários: The Universe of Keith Haring (direção de Chistina Clausen) e Drawing the line (direção de Elisabeth Aubert).
Segundo a assessoria de imprensa, há chance de a exposição chegar a outras cidades, principalmente em Salvador. Na capital baiana existem, aliás, dois raros painéis de Haring. Um deles deverá ser restaurado, de acordo com um programa da própria exposição.
A produtora do evento, a Litmedia Productions também busca parceiros para viabilizar uma série de workshops de pinturas e desenhos para crianças, com artistas locais e amigos de Keith, como Kenny Scharf, assim como palestrantes convidados.
Haring era um artista que tinha uma grande atuação em prol dos direitos civis, de hospitais, creches e orfanatos. Sua natural propensão à caridade fez com que ele elaborasse muitos murais públicos voltados a essas causas. Em 1989, Haring foi diagnosticado com HIV e, no ano seguinte, fundou a Keith Haring Foundation, para apoiar campanhas de prevenção do HIV e programas infantis. Os responsáveis pela exposição estarão também organizando programas educacionais sobre prevenção do HIV, em parceria com a ABIA (Associação Brasileira Interdisciplinar de AIDS) e APTA (Associação para Prevenção e Tratamento da Aids), além de outras instituições.
Caixa Cultural São Paulo: 31 de Julho a 5 de setembro
Condomínio Conjunto Nacional
Av. Paulista, 2.073, São Paulo – SP
Telefone: (11) 3321-4400
Horário: Terça-feira a sábado, das 9h às 21h/domingo das 10h às 21h
Censura: Livre
Grátis \o/
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Compaixão ou piedade? What do you think about?
Ontem, eu pensava na questão da compaixão e o quanto ela pode ou não ser sinônimo de piedade.
Lembrei-me disso porque certa vez ouvi uma explicação de que quando os gregos encenavam suas tragédias, um dos objetivos era o de que o público sentisse compaixão pelas personagens trágicas que tinham suas vidas ali encenadas e não piedade, como às vezes traduzem o termo grego correspondente àquele sentimento.
A verdade é que piedade é uma palavra impregnada pelo campo semântico do universo cristão, sobretudo o católico, quiça, o protestante.
Penso que a piedade pode ser tão somente um primeiro passo para o exercício do amor.
Isso porque o problema, a meu ver, é que há muitos piedosos que maculam esse sentimento com algo, que acabou por ficar implícito na própria ação de apiedar-se de alguém, a saber, a compreensão limitada de que o outro é digno de piedade porque se encontra em uma posição inferior a minha própria, e assim sendo, posso ter pena.
O mais lastimável é quando eu, pessoa piedosa, penso nunca ter vivido uma situação semelhante a daquele ou mesmo que jamais possa vir a experimentar tal circunstância, que me motiva tanta piedade.
A compaixão, nesse sentido, é mais acertada como expressão e sentimento, porque ela pode ser vivida em estado puro, ela não tem essa nuance de sentimento impuro: eu tenho compaixão quando compreendo a profunda dimensão do sofrimento vivido pelo outro, posto que eu já vivi isso ou sei que poderia também experimentar tal sofrimento. Esse pathos é humano e eu sei o que é isso, mesmo que eu já tenha superado tal experiência, ou, enfim, esteja buscando superar qualquer sofrimento... É por essa razão que posso amar a quem sofre.
Daí minha propensão a dizer: Posso ajudar?
Aproveito o tema, para apresentar-lhes a obra de um artista novaiorquino. Trata-se de Art Spellings
Visite seu site. Lá você irá conhecer outras manifestações dessa técnica única de expressar pensamentos relevantes.
Lembrei-me disso porque certa vez ouvi uma explicação de que quando os gregos encenavam suas tragédias, um dos objetivos era o de que o público sentisse compaixão pelas personagens trágicas que tinham suas vidas ali encenadas e não piedade, como às vezes traduzem o termo grego correspondente àquele sentimento.
A verdade é que piedade é uma palavra impregnada pelo campo semântico do universo cristão, sobretudo o católico, quiça, o protestante.
Penso que a piedade pode ser tão somente um primeiro passo para o exercício do amor.
Isso porque o problema, a meu ver, é que há muitos piedosos que maculam esse sentimento com algo, que acabou por ficar implícito na própria ação de apiedar-se de alguém, a saber, a compreensão limitada de que o outro é digno de piedade porque se encontra em uma posição inferior a minha própria, e assim sendo, posso ter pena.
O mais lastimável é quando eu, pessoa piedosa, penso nunca ter vivido uma situação semelhante a daquele ou mesmo que jamais possa vir a experimentar tal circunstância, que me motiva tanta piedade.
A compaixão, nesse sentido, é mais acertada como expressão e sentimento, porque ela pode ser vivida em estado puro, ela não tem essa nuance de sentimento impuro: eu tenho compaixão quando compreendo a profunda dimensão do sofrimento vivido pelo outro, posto que eu já vivi isso ou sei que poderia também experimentar tal sofrimento. Esse pathos é humano e eu sei o que é isso, mesmo que eu já tenha superado tal experiência, ou, enfim, esteja buscando superar qualquer sofrimento... É por essa razão que posso amar a quem sofre.
Daí minha propensão a dizer: Posso ajudar?
Aproveito o tema, para apresentar-lhes a obra de um artista novaiorquino. Trata-se de Art Spellings
Visite seu site. Lá você irá conhecer outras manifestações dessa técnica única de expressar pensamentos relevantes.
Compassion (Can Help)
72”w x 72”h
Synthetic polymer/canvas
© 2006 Art Spellings
Relativity
(What We Think We Are)
75”w x 83”h
Synthetic polymer/canvas
© 2005 Art Spellings
terça-feira, 22 de junho de 2010
Save the Whales
Quando eu era adolescente eu tinha uma T-shirt com a seguinte frase escrita em letras gigantescas: Save the Whales. Era a década de 80 e a preocupação com as baleias era uma realidade inexorável: elas estavam próximas da extinção. Já faz algumas semanas que recebi um e-mail do pessoal da Avaaz,org contando algo muito grave, que a conquista da proibição à caça às baleias está correndo sérios riscos.
Estão querendo voltar a permitir a caça às baleias ! ;-p
Eu assinei a petição urgente da Avaaz.org pela proteção das baleias.
Para entender o que acontece Leia mais abaixo e participe:
Assine a petição
Caros amigos,
Agora mesmo a Comissão Baleeira Internacional (IWC) está se reunindo no Marrocos para a votação final que poderá legalizar a caça comercial às baleias pela primeira vez em uma geração.
O resultado depende de quais vozes serão ouvidas de forma mais clara nos momentos finais: o lobby pró-caça ou cidadãos do mundo?
Mais de 1 milhão de pessoas já assinaram a petição para proteger as baleias – é hora de conseguir 1,5 milhão! A equipe da Avaaz já está no Marrocos colocando outdoors, anúncios de primeira página em jornais e um marcador gigante mostrando as assinaturas na petição. Tudo para garantir que os delegados, desde o momento em que descerem do avião até a hora da votação, vejam a nossa mensagem: que o mundo não aceitará um massacre de baleias.
Graças a um chamado global, muitos governos já se comprometeram a irem contra a proposta. Cada vez que a petição da Avaaz ganhou 100.000 nomes, ela foi enviada para a Comissão Baleeira Internacional e governos chave. Alguns, como a Nova Zelândia agradeceram a todos nós que assinamos.
Mas a pressão do outro lado é incansável. Outros governos, especialmente na Europa e América Latina podem se abster... ou até mesmo apoiar a proposta. Portanto, o resultado da votação é ainda incerto.
Pressão popular é a nossa melhor chance. Afinal de contas, foi um movimento social global, na década de 80, que conseguiu banir a pesca comercial de baleias, que nós agora estamos tentando proteger. O acesso à reunião foi limitado, portanto, esta poderosa petição é a nossa chance vital para canalizar a pressão pública nas 72 horas finais da votação.
Depois que a proibição global foi imposta à caça comercial de baleias, o número de baleias mortas todo ano caiu de 38.000 para poucos milhares. Isso é apenas uma prova do poder da humanidade em seguir o caminho certo. Enquanto lidamos com outras crises atuais, vamos valorizar este legado de progresso – nos unindo agora para proteger nossos vizinhos majestosos e inteligentes neste frágil planeta.
Com esperança,
Ben, Ben M, Maria Paz, Ricken, Benjamin, David, Graziela, Luis e toda a equipe Avaaz
Estão querendo voltar a permitir a caça às baleias ! ;-p
Eu assinei a petição urgente da Avaaz.org pela proteção das baleias.
Para entender o que acontece Leia mais abaixo e participe:
Assine a petição
Caros amigos,
Agora mesmo a Comissão Baleeira Internacional (IWC) está se reunindo no Marrocos para a votação final que poderá legalizar a caça comercial às baleias pela primeira vez em uma geração.
O resultado depende de quais vozes serão ouvidas de forma mais clara nos momentos finais: o lobby pró-caça ou cidadãos do mundo?
Mais de 1 milhão de pessoas já assinaram a petição para proteger as baleias – é hora de conseguir 1,5 milhão! A equipe da Avaaz já está no Marrocos colocando outdoors, anúncios de primeira página em jornais e um marcador gigante mostrando as assinaturas na petição. Tudo para garantir que os delegados, desde o momento em que descerem do avião até a hora da votação, vejam a nossa mensagem: que o mundo não aceitará um massacre de baleias.
Graças a um chamado global, muitos governos já se comprometeram a irem contra a proposta. Cada vez que a petição da Avaaz ganhou 100.000 nomes, ela foi enviada para a Comissão Baleeira Internacional e governos chave. Alguns, como a Nova Zelândia agradeceram a todos nós que assinamos.
Mas a pressão do outro lado é incansável. Outros governos, especialmente na Europa e América Latina podem se abster... ou até mesmo apoiar a proposta. Portanto, o resultado da votação é ainda incerto.
Pressão popular é a nossa melhor chance. Afinal de contas, foi um movimento social global, na década de 80, que conseguiu banir a pesca comercial de baleias, que nós agora estamos tentando proteger. O acesso à reunião foi limitado, portanto, esta poderosa petição é a nossa chance vital para canalizar a pressão pública nas 72 horas finais da votação.
Depois que a proibição global foi imposta à caça comercial de baleias, o número de baleias mortas todo ano caiu de 38.000 para poucos milhares. Isso é apenas uma prova do poder da humanidade em seguir o caminho certo. Enquanto lidamos com outras crises atuais, vamos valorizar este legado de progresso – nos unindo agora para proteger nossos vizinhos majestosos e inteligentes neste frágil planeta.
Com esperança,
Ben, Ben M, Maria Paz, Ricken, Benjamin, David, Graziela, Luis e toda a equipe Avaaz
segunda-feira, 21 de junho de 2010
As Florestas Encantadas de Leonora Weissmann
Eu achei essas telas de Leonora Weissmann tão verdadeiras! Esses retratos (inclusive o autorretrato, na imagem ao lado) nos fazem pensar que a artista sente um profundo respeito pelas personagens que retrata, uma vez que ela buscou captar-lhes algo da alma e isso é visível em cada uma delas, até mesmo nas imagens das paisagens tão somente.
Já as pessoas são comuns e incomuns ao mesmo tempo.
Aliás, nesse mundo em que vivemos, tão distante da pintura, ou seja, em que as imagens são captadas tão somente na urgência de um impulso e pelo auxílio de um equipamento digital qualquer, tais quadros revelam uma autenticidade impar.
Penso que isso talvez se deva pelo fato de, sim, estarmos diante de um trabalho em que alguém propõe ainda um registro de imagens pela pintura. Acredito que a técnica da pintura é que garante um resultado tão poético da natureza e/ou da figura humana em meio a ela. A meu ver, esse suporte acabou por permitir essa sugestão de encantamento que está presente no título da exposição e que foi, perfeitamente, capturada pela sensibilidade da artista, para deleite do observador.
No seu blog, ficamos sabendo que, além de pintora, Leonora é cantora. Quem vivencia mais de uma expressão artística só pode mesmo nos proporcionar experiências encantadoras. ;-D
Uma última informação preciosa: visitar os sets do Flickr da artista é um encantamento a parte. Achei incríveis outros de seus trabalhos como, por exemplo, os desenhos em nanquim. Sobretudo, as imagens dos santos barrocos, dos quais a artista, como boa mineira, não podia se furtar a dar notícia.
Quem quiser visitar a exposição Florestas Encantadas, de Leonora Weissmann, poderá fazê-lo, na Galeria Horizonte, até 30 de junho.
De segunda a sexta-feira das 10h às 19 h.
Sábado das 10h às 13h.
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