terça-feira, 17 de abril de 2012

Sherrie York

Muito bela uma xilogravura! Eu queria muito saber fazer algo assim. Ainda hei de aprender! Por enquanto, o que posso fazer é admirar o trabalho de artistas que se dedicam a essa técnica. Aqui na web sempre procuro algum e fico muito feliz quando encontro.

Dessa vez, encontrei o site de Sherrie York. Uma artista americana, do estado do Colorado. Em seu site, ela nos conta que a maioria das imagens que produz refletem sua curiosidade pelo mundo natural a que ela se entrega no momento, ou seja, pelos animais selvagens e terras selvagens e também por lugares às vezes nem tão selvagens. Sim, York pede que não hesitemos em contactá-la se tivermos dúvidas sobre qualquer dos seus trabalhos ou se estivermos interessados em comprar uma peça.
Ela também faz propaganda do endereço para adquiri-las pela loja do Etsy, Rio Salida Art.

Nossa! Deve ser maravilhoso ter uma peça original dessas na parede de nossa casa!

Enjoy it!


quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sim, sim, continuamos amando Arthur Rimbaud!


"Portrait d'Arthur Rimbaud" by Picasso
Curioso isto! Eu sempre fui fã de Rimbaud, mesmo antes de ler sequer um único poema do baldo francês. É como se eu já tivesse nascido fã da figura. Bastava eu ver esse seu retratinho mais famoso para sentir carinho por ele. Ou tão somente saber que ele foi companheiro de Verlaine por um tempo, um caso de amor que, embora conturbado, é um clássico! Dois homens apaixonados em pleno século XIX e que entraram para história, dois grandes poetas! 
E, também, saber que os mais alternativos artistas do underground de todos os tempos (por exemplo, Kerouac, Patti Smith, Morrison e tantos outros) sentiram-se influenciados por sua obra ou, ao menos, por seu temperamento, enfim, isso tudo era suficiente para nos atrair ao campo de influência da figura de Rimbaud!

No entanto, fiquei assim, quase toda minha vida, cultuando uma figura que me era absolutamente desconhecida, sinceramente falando... Li qualquer coisa da sua obra, claro, mas todos sabemos: ela nem é tão extensa. Afinal, ele parou de escrever aos 20 anos! E morreu aos 37!

Pois bem, agora estou sabendo bem mais sobre o cultuado poeta. Li esta biografia brilhantemente escrita  por Jean-Baptiste Baroniam (aliás, também autor de uma biografia de Baudelaire e que igualmente foi lançada nesta coleção: Biografias L&PM Pochet). Quem assina a tradução dessa, a de Rimbaud, é Joana Canêdo, que combina uma escrita fluida ao mesmo tempo que respeitando o ritmo que seu autor impôs ao nos contar essa fascinante história de vida.

Tenho que dizer que, inicialmente, ao saber das minúcias, como aparecem no livro, não curti nem Rimbaud, nem Verlaine: achei os dois uns aloprados, pessoas insuportáveis! kkkkk
Mas a verdade é que eu também estava tendo dificuldades em aceitar e entender que o que eles viveram foi aquele tipo de transferência (como nos ensina a Psicanálise) que só podia mesmo resultar em cada um quebrar a cara...
Como é humano isso! No fundo, devo ter me identificado e nunca gostamos de imagens especulares, ou seja, que mostram o que também já vivemos mutatis mudandis, sobretudo porque desejamos continuar persistentes na mudança que ora experimentamos! ;-)

Isso tudo diz respeito à primeira parte da vida ali contada, quando os dois ainda se relacionavam, até o momento em que Verlaine vai preso por ter dado um tiro em Rimbaud. Oh!

Um tempo depois, a vida de Rimbaud transforma-se completamente, ele vira um viajante contumaz e até chega a ser “traficante” e/ou "comerciante" de armas na Abissínia: uma coisa completamente surpreendente. Notamos assim que a vida de Rimbaud foi como um filme de aventuras ou de ação tormentosa em que há ainda uns laivos épicos, a la Lawrence da Arábia...rsrsrs

Tudo muito emocionante e comovente, de qualquer modo.

Hoje, eu estava terminando o livro, e, claro, toda biografia termina com a morte do biografado: foi quando não resisti e caí em prantos, mesmo estando no interior de um vagão de trem, pois estava a caminho do trabalho. Nossa! Como é sofrida a passagem de Rimbaud desse nosso plano para outro!

Vejam que comovente, quando sua irmã está na cabeceira de seu leito. É quando o autor da biografia nos conta:

Assim como a sra. Rimbaud [a mãe do poeta], Isabelle [sua irmã] é católica fervorosa e ficaria muito aflita se Arthur expirasse sem ter podido se confessar ao capelão do hospital e sem receber a comunhão. Porém, cada vez que toca no assunto, Rimbaud recusa. Ele afirma ser ateu, ateu convicto, e repete que não crê nem em Deus, nem nos santos, nem na Igreja. E, para dar mais ênfase à sua recusa, profere xingamentos e blasfêmias. Contudo, no fim do mês de outubro, acaba aceitando que um padre venha conversar com ele. Faz isso não apenas para contentar e acalmar Isabelle, a quem ama de todo o coração, mas também porque alimenta a esperança – e depois de tudo o que tem sofrido desde que deixou a Abissínia, depois de ter tido a perna amputada – de que Deus, ou Alá, ou alguma força superior, possa curá-lo.

Leitura mais do que recomendável!

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Quando o nada pode ser tudo!


Calumet or peace pipe

Não há problema algum que, aqui e ali ou de quando em quando, você não saiba ao certo o que está acontecendo com a sua vida ou com você!
A incerteza periódica permite que possamos dar atenção a um certo nada provisório o que por si só é um aprendizado.
Eu acredito que quem deseja momentos intensos com constância no fundo tem medo da quietude e mansidão. Além disso, não é amigo da sua própria companhia, afinal, aquela que deveria ser sua melhor conselheira.
Por exemplo, as revoltas em geral, mesmo que necessárias nos momentos intensos de perturbação, nos deixam a já tão conhecida lição do desgaste, e que necessariamente ocorrerá no caso de qualquer excesso.
É quando o ser alquebrado se mostra convalescente de si mesmo, ao evitar a pecha de orgulhoso ferido e estando apenas contrito. É também quando desejamos pleitear a esperança que, em tais casos, apresenta-se revestida daquela coragem altaneira, comum apenas em situação de dor.

Ontem, alguém me disse que não sabia o que fazer com uma gente barra pesada com a qual precisa conviver no ambiente de trabalho.
Eu sugeri que não fizesse nada, a princípio, apenas não vibrasse na mesma vib, por favor!
Sim, que procurasse não ter ódio desses inimigos confessos.
A inimizade é apenas essa decisão equivocada do outro, não é preciso que se compartilhe inimizade com ninguém. Bem, se ainda não conseguimos amar nossos inimigos como apregoa o verdadeiro testemunho cristão, não precisamos odiá-los.
Eu, por exemplo, aprendi muito quando compreendi que amar o inimigo não era ter ternura para com ele, como eu tenho, evidentemente, para com os amigos queridos. Afinal, como eu poderia ter ternura por esse alguém me quer tão mal e cuja vibração me incomoda, de qualquer modo?
Eu estou convencido de que, no entanto, posso e devo estar atento as suas manobras e, sobretudo, compreendendo tudo absolutamente! O que inclui nutrir uma certa solidariedade com essa pessoa que me odeia, aquela que nasce do fato de que eu mesmo já fui inimigo de tantos antes da decisão acertada de não ser inimigo de ninguém!

sábado, 31 de março de 2012

I want to show how basically simple it is to have paradise on earth (Hundertwasser)

Vejam como é bela a vida na web! Eu estava de bobeira no facebook e uma amiga postou umas informações a respeito de Friedensreich Hundertwasser ou Friedrich Stowasser e que ela trouxera de um site de divulgação do trabalho do artista. Eu nunca tinha ouvido falar nele e ela tampouco: ficamos apaixonados! 


Trata-se de um artista austríaco talentosíssimo! Ele nasceu em 1928 a bordo do RMS Queen Elizabeth 2 (isso não é ótimo?) e deixou esse mundo em 2000. Sua atuação no universo das artes foi sobretudo na pintura e na arquitetura.


Nesse site, você poderá ler textos ótimos em inglês a respeito da sua filosofia de trabalho e ver a extensão de sua obra (até tapetes ele criou!). Eu trouxe para cá apenas imagens desse mundo fantástico de sua arquitetura. Esse seu mundo emocionou-me, sobretudo, devido a impressão que tive de que os melhores contos de fadas da minha infância tiveram, enfim, seus cenários materializados!


Dos textos que minha amiga selecionou do site, esse em particular me arrebatou: 

Hundertwasser é naturalmente "verde", assim como ele é naturalmente pintor, austríaco, cosmopolita ou pacifista. Desde sua mais tenra infância apresentou uma hipersensibilidade ao que estava a sua volta. A natureza é a realidade suprema, a fonte de harmonia universal, o seu imenso respeito pela natureza logo lhe despertou o desejo de protegê-la contra os ataques a que está sujeita pelo homem e pela indústria.







terça-feira, 27 de março de 2012

Solar, de Ian McEwan




Quando uma amiga minha emprestou-me sua edição do romance Solar, de Ian MacEwan, não curti muito no começo. Mas, depois da página 50, penso que comecei a entender o que está, afinal, acontecendo por ali...rsrsrs 
Agora já estou na página 170 e estou curtindo muito!!! kkkk 
Por isso, achei que eu devia procurar a carinha do romancista no Google Imagens. Sim, ele é um escritor famoso, respeitado na Inglaterra e no mundo, é importante que o conheçamos, embora o melhor modo de fazê-lo será mesmo lendo seus livros. ;-) 




by Murdo MacLeod
Ainda assim, encontrei essa imagem dele no blog bibliotecariodebabel.com, que reproduzia ainda uma versão integral de uma entrevista que o escritor concedeu ao suplemento Actual, do semanário Expresso, de Portugal.
O que me convenceu a continuar lendo seu livro, com ainda mais interesse, foi essa resposta que ele deu naquela entrevista:





Expresso: Há uns tempos, andou com o seu filho pela rua, no centro de Londres, a oferecer livros que tinha em duplicado na sua biblioteca. Todas as mulheres com que se cruzou aceitaram a oferta, enquanto todos os homens (menos um) a recusaram. Num texto publicado pelo The Guardian, a sua conclusão foi: «Quando as mulheres pararem de ler, o romance estará morto.» Será mesmo assim?

Ian McEwan: Bom, a verdade é que são as mulheres as principais consumidoras de romances. Por quê? Talvez porque as mulheres têm um interesse maior nas pessoas do que em coisas. Há sempre um risco, ao abordar este tema, de cair em generalizações, mas a minha experiência diz-me que as mulheres têm uma capacidade mais fina de interacção pessoal. O radar delas é mais exacto. E os romances são quase sempre sobre interacções pessoais. Independentemente do que os modernistas possam ter dito no início do século XX, o romance voltou, em minha opinião, a reclamar o que acontece na vida privada. 




Pareceu-me tão acertada essa sua  visão da situação - não só no que diz respeito ao romance como também ao papel da mulher enquanto leitora - que fiquei bem mais interessado pelo autor e por sua obra. 
Vamos combinar que nossas "interacções" com romancistas e romances podem também se dar por uma notícia que se tenha, para além da própria obra ou daquilo que os "entendidos" possam dizer de tal autor. Ou seja, elas podem se dar também por essa espécie de aceno que o próprio autor nos dê acerca de sua conduta e/ou visão de mundo e ainda que desse modo, ou seja, por um acaso... 
Não tenho me arrependido de continuar lendo o romance de MacEwan.


Tal leitura tem sido no mínimo instigante, uma vez que sua personagem protagonista é um cientista, um Prêmio Nobel de Física, mas um homem tão ordinariamente comum, que se revela um tanto confuso, "atrapalhado" mesmo, ao ponto de, por fim, nos comover. Há uma espécie de senilidade precoce que vai tomando conta desse homem, o qual, no entanto, ainda gostaria de estar no controle da situação. 


Nesse romance, encontramos uma abordagem absolutamente crítica do problema da falência do que tanto querem chamar de desenvolvimento sustentável, ou seja, um modo completamente novo de tratar do futuro do planeta. Para MacEwan, esse futuro está conectado a um modo muito subjetivo de ser, de cada um de nós, e, necessariamente, isso é o que há de espantoso! Eu  também vejo nesse romance um flerte do autor com toda uma tradição de contos policiais e também com a ópera bufa, e até com uma certa tradição de comédias do cinema americano: mas talvez isso tudo seja maluquice da minha cabeça...rsrsrs


Contudo, o mais importante é que há uma sensibilidade própria de um homem que busca compreender o ser humano, em termos globais, e isso, tão somente contando uma história, ou seja, por meio do exercício de construção/compreensão do que ele está chamando de interações da vida privada. E, sim, será nessa experiência de vida que encontraremos a mulher sempre como uma presença, no mínimo, instigante. É o que  posso observar na fabulação dessa vida em questão.


E, claro, tal personagem também tem seus momentos de epifania, vejam:


Beard pensou que, se algum dia viajasse para outra galáxia, logo sentiria uma falta mortal daqueles irmãos e irmãs à sua frente, de todo mundo, até mesmo das ex-mulheres. Fora invadido pela doce ilusão de que gostava das pessoas. Perfeitamente desculpáveis, todas elas. Um pouco cooperativas, um pouco egoístas, às vezes cruéis e, acima de tudo, engraçadas. Os skidoos passavam pela ravina estreita, de altas paredes, que havia sido o cenário de sua vergonha, um momento para ser enterrado e esquecido. Preferia relembrar como escapara friamente do urso assassino. A verdade, porém, era que sentia um estranho carinho para com a humanidade. Achou até que ela poderia vir a gostar dele. Todo mundo, todos nós , como indivíduos, naturalmente tínhamos de confrontar o esquecimento sem reclamar muito. Como espécie não éramos a melhor imaginável, mas sem dúvida a melhor, ou a mais interessante, que existia.

quinta-feira, 22 de março de 2012

Madame Lolina

Encontrei navegando navegando navegando pela web afora esse trabalho belíssimo de Madame Lolina.
Ela é muito jovem e muito talentosa. Trata-se de uma artista sul-coreana e que, no meu modo de ver, possui uma sensibilidade toda especial para retratar o universo feminino: tal qual a das ilustradoras que, vez ou outra, eu gosto de reunir por aqui.
Seus trabalhos podem ser adquiridos no seu site, mas ela também tem uma página no Flickr e, parece, o blog Audrey Grace Boutique também os disponibiliza para quem entrar em contato. A ver.
 Enjoy it!







quinta-feira, 15 de março de 2012

Unite for Syria!

Uma campanha que apela à comunidade internacional para intervir na Síria e pôr fim à violência que já custou milhares de vidas foi se espalhando rapidamente através das mídias sociais nessa quinta-feira.

A campanha Unite for Syria iniciou-se nesse dia 15 de Março, pois a data marca o aniversário de um ano do dia de manifestações anti-governamentais naquele país e que deu início à revolta que provocou a violenta repressão que estão sofrendo, desde então.

Portanto, já faz um ano que esse conflito ocorre, ceifando tantas vidas, muitas absolutamente inocentes, ou seja, as vítimas de sempre: mulheres e crianças.

A campanha convida as pessoas a postarem fotos de si mesmas na sua página do Facebook, tendo sinais pedindo o fim ao derramamento de sangue.
Também há um vídeo lindo circulando e que eu trouxe para cá: ele reúne nomes de alto nível internacional como o do ator Patrick Stewart, o músico Mark Knopfler e o blogueiro egípcio Alaa Abd El-Fattah.
Além desses nomes uma amiga minha, Kety Shapazianjornalista brasileira e que acompanha ativamente esse conflito pelo Twitter, desde o início, apoiando, inclusive, ativistas sírios exilados na Europa, foi convidada a aparecer no vídeo e lá está com sua plaquinha de apoio, em português. Aliás, a mesma que eu usei na minha foto postada no facebook e que, por um acaso, acabou sendo reproduzida também nessa matéria do site storyful.

Participei pois acredito nessa vibração conjunta a favor do fim do derramamento de sangue.
Que os anjos que protegem essa humanidade sofrida digam Amém!



domingo, 11 de março de 2012

Bonsais e a arte de Takanori Aiba


Outro dia eu estava na casa de uma amiga que tem um bonsai e eu precisei tirar essa foto em que ele aparece na janela, com a vista da cidade de São Paulo ao fundo. Amo esse contraste que observamos entre as arvorezinhas minúsculas e seu entorno, então, agigantado. Também curto esse transporte a que somos remetidos como que para um mundo de liliputianos, quando em contato com esse ser vivo e pequenino que é um bonsai.
É como se tal mundo minúsculo e belo pudesse ser maior que o mundo comum e feio que, no entanto, é onde precisamos viver de qualquer modo! rsrsrs
Talvez, o contato com ambas as realidades externas - o mundo feio e agigantado e o mundo pequenino e belo - possa nos auxiliar na nossa sinceridade em relação ao que é belo e reside dentro de cada um de nós.
Assim, ainda que isso nos pareça minúsculo, tal beleza interna e que possa se propagar na nossa atitude no mundo, isso tudo poderá, de qualquer modo, ser impactante naquilo que representa em termos dessa relação de transformação do mundo exterior, onde estamos mergulhados. ;-)

Por falar em beleza impactante, vejam o que ainda noutro dia uma amiga postou no facebook: esse bonsai super florido e com o qual eu fiquei extasiado!

Já, hoje, uma outra amiga querida postou um link para o trabalho de Takanori Aiba (相 羽 高 徳). O artista de 59 anos, natural de Yokohama, no Japão, é formado em tecelagem tradicional japonesa pela Tóquio Zokei University. Construiu sua carreira primeiro como ilustrador freelancer e seus trabalhos apareceram em uma importante revista japonesa de moda: a Popye.

Ao fundar sua própria companhia, a Graphics and Designing Inc, em 1981, ele expandiu sua carreira, integrando a atividade de diretor de arte para espaços arquitetônicos. Seus principais trabalhos nessa área foram para o Shin Yokohama Chinese Noodle Museum, Muse du Petit Prince de Saint Exupery a Hakone e Ninja Akasaka. Desde 2003, ele tem trabalhado em obras de arte tridimensionais e que combinam seu conhecimento e experiência como ilustrador e arquiteto. Em setembro de 2010, ele teve uma exposição individual, "Aventuras dos olhos", na Kakiden Gallery, em Tóquio.

Kazuko Todate, crítico de arte japonês, disse sobre essa exposição que a imaginação do artista é fantástica e, às vezes, até quimérica. E que, no entanto, tais representações não se parecem com sonhos impossíveis. Na verdade, as pessoas acreditam que eles são edifícios e espaços verdadeiros, porque Aiba representa não apenas o contorno, mas também todos os detalhes elaborados da construção. Mesmo no trabalho de pintura, quando plana e bidimensional, Aiba cria imagens que se expandem para os lados, para trás, e mostra também esse mesmo movimento em relação ao interior dos edifícios. Ele circula seus olhos ao redor, e intencionalmente vaga entre os prédios no espaço: seus olhos são como os de um pássaro ou como os do vento.

É o que você poderá ver ainda mais lá no seu site. Eu trouxe para cá essas construções lindas e absolutamente integradas com os bonsais. Supèrbe!







sexta-feira, 9 de março de 2012

Precious jewel


Pode acontecer de eu ter um juízo de valor negativo acerca de alguém que mal conheço e essa pessoa em determinada ocasião dizer algo que se revele inesperado. Quando, então, sua cena enunciativa provaria meu erro de julgamento. Nesse instante, eu me reconheceria nulo de bondade e em um estado lastimável: surpreso com o que há de positivo no outro, e que, no entanto, revelaria o que há de negativo em mim.

Pode ainda acontecer de eu achar que não veria mais determinados desafetos, mas uma circunstância fortuita e imperiosa os reaproximar em arena de contenda. Então, eu desejaria saber o porquê disso, mas poderia ficar sem resposta imediata, apenas com o acontecimento desse evento que nos reúne e que pode lhes proporcionar motivos para que talvez me detestem mais uma vez!

E o que acontece quando me perguntam algo com ironia e desprezo? Posso responder com ironia e desprezo semelhantes. Meu Deus! Como assim? Logo eu, que desejava apenas ser magnânimo!

De onde deveria vir minha atitude diante disso tudo, uma vez que tudo isso, afinal, acontece? Da compreensão de que é preciso concentração e fortaleza constantes para que, enfim, a generosidade seja a minha resposta pronta em todo e qualquer evento.

Para o alcance desse intento é preciso urdir o espírito na profundidade das circunstâncias.

Isso é cuidar do bem maior: aquilo que se pretende alcançar. Esse bem é o fruto verdadeiro do amor que me cerca e ao qual confio a mim mesmo como joia preciosa, de valor inestimável.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Do you know Yelena Bryksenkova's work?


Ontem, descobri esse trabalho encantador de mais uma ilustradora que compõe um universo todo particular e que, ao fazê-lo, alcança de cheio o meu gosto pessoal.

Yelena Bryksenkova nasceu em São Petersburgo, na Rússia, mas cresceu nos EUA no nordeste de Ohio. Formou-se recentemente em ilustração na faculdade de arte do Maryland Institute. Ela diz que dentre as coisas que mais mais curte estão explorar o mundo, boa gramática, livros, elefantes, o folclore, Napoleão Bonaparte, cinema mudo, balé russo e circunstâncias misteriosas.
Bem, eu diria que essa foi uma lista bastante curiosa em alguns aspectos. rsrsrs 


Eu acho ótimo esse tipo de trabalho que retrata a mulher do seu próprio ponto de vista e por isso é que achamos muito natural encontrar essas figuras lânguidas e travando da experiência de uma intimidade nunca devassada, ou seja, na qual o mistério feminino permanece inteiro e com toda a beleza que o cerca.


Além do seu site, seu trabalho pode ser encontrado no Etsy e, como todo artista que sobrevive do seu trabalho, ela fica bem contente quando as pessoas o compram.