Hoje é o dia mundial da poesia! Como é necessário existir esse dia, por favor!
Essa semana, coincidentemente, eu descobri um jovem poeta americano e esse seu poema.
Um verdadeiro presente das musas.
Eu tentei fazer uma transcrição em português do poema, em uma tradução muito livre e que não ficou boa!
Mas foi como eu consegui entender sua poesia, afinal.
Feliz dia da poesia para todos os poetas e para todos nós! ;-)
Page of Swords
So take care of yourself, learn how
to take better pictures, breathe
into your hips, braver please
give love credit for
the way I live
that call me
kind of feeling
frenzied, lupine,
the card I draw
blushing in your breast
pocket undressing
freedom I know you
know you understand
From “Eruv,” by Eryn Green, to be published by Yale University Press in April 2014
Página de Espadas
Então, cuidar de si, aprender como
tirar fotos melhores, respirar
em seus quadris, agradar com bravura
dar crédito de amor
à maneira que vivo
a qual me chamam
tipo de sentimento
frenético, flor de tremoceiro,
o cartão que desenhei
corando em seu peito
bolso desnudo
liberdade que eu sei
você conhece e entende
De "Eruv," de Eryn Green, a ser publicado pela Yale University Press, em abril de 2014
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quinta-feira, 21 de março de 2013
sexta-feira, 9 de novembro de 2012
A Little Princess
Faz pouco tempo, eu descobri um outro livro de Frances Hodgson Burnett, A Little Princess. Ela é a mesma autora do livro The Secret Garden do qual eu já tive o prazer de falar a respeito aqui. Fiquei superfeliz de descobrir que eu poderia novamente adentrar nesse universo sofisticado de uma infância mágica e delicada, que a autora traz à tona, quando os bons sentimentos são exercitados com todo o frescor e vigor de uma vida quintessenciada: mais espiritualizada, portanto.
Pois bem, comprei pela internet essa versão do romance (graças a uma dica de um amigo do facebook, aliás, dois amigos sofisticados que tenho por ali conheciam a obra e fizeram coro comigo de que ela merecia ser lida!) Tal versão, na verdade, é uma adaptação assinada por Eliza Warren. Não achei, portanto, a versão originalíssima. Mas, creio que tal adaptação foi feita para aproximar essa história da linguagem das crianças de nossos dias, posto que a autora escrevia entre o final do XIX e começo do XX. A ver.
Pois saibam que eu passei um pouco de vergonha com esse livro nas mãos, durante as viagens que faço do trabalho para casa, de metrô e de trem. É que ele é tão emocionante que a gente não se furta a derramar lágrimas.
Vejam vocês se eu não tenho razão!
Trouxe abaixo um excerto de uma passagem memorável do romance. Ah, é sempre bom lembrar que a vida pode mesmo apresentar tais circunstâncias e, sim, devemos então aprender, com tais percalços, a arte de bem viver, fazendo o bem sempre! Essa é a principal lição de Mrs Burnett, of course!
Pois bem, comprei pela internet essa versão do romance (graças a uma dica de um amigo do facebook, aliás, dois amigos sofisticados que tenho por ali conheciam a obra e fizeram coro comigo de que ela merecia ser lida!) Tal versão, na verdade, é uma adaptação assinada por Eliza Warren. Não achei, portanto, a versão originalíssima. Mas, creio que tal adaptação foi feita para aproximar essa história da linguagem das crianças de nossos dias, posto que a autora escrevia entre o final do XIX e começo do XX. A ver.
Pois saibam que eu passei um pouco de vergonha com esse livro nas mãos, durante as viagens que faço do trabalho para casa, de metrô e de trem. É que ele é tão emocionante que a gente não se furta a derramar lágrimas.
Vejam vocês se eu não tenho razão!
Trouxe abaixo um excerto de uma passagem memorável do romance. Ah, é sempre bom lembrar que a vida pode mesmo apresentar tais circunstâncias e, sim, devemos então aprender, com tais percalços, a arte de bem viver, fazendo o bem sempre! Essa é a principal lição de Mrs Burnett, of course!
As he looked across the street, he saw Sara standing on the wet
pavement looking at him wistfully. He thought her eyes looked hungry because
she had had nothing to eat for a long time. What Sara was really hungry for was
the happy home life Guy Clarence enjoyed with his family.
However, Guy Clarence knew only that this poor girl had big eyes, a
thin face and legs, and shabby clothes. So Guy put his hand in his pocket and
walked right up to her.
“Here, poor little girl,” he Said. “Here is a sixpence. I would
like give it to you.”
All at once Sara realized how long it had been since her father had
died and Miss Minghin had banished her to the attic. She realized that she now
looked exactly like the poor children she used to see in the London streets,
straining for a glimpse of her, as she got into her own fancy carriage. Her
face turned red and then pale. For a second she felt as if she could not accept
the coin.
“Oh no!” she said. “Oh, no, thank you. I couldn’t take that.”
Her voice was so unlike that of an ordinary street child and her
manner so like that of a well brought-up girl that Veronica Eustacia (whose
real name was Janet) and Rosalind Gladys (who was really called Nora) leaned
forward in the carriage to listen.
Guy Clarence would not take no for an aswer. Immediately, He shoved
the sixpence into Sara’s hand. “Yes, you must take it,” He insisted. “You can
buy a lot to eat with this. It’s a whole sixpence.”
“Thank you,” she said. “You
are very kind.”
As he scrambled happily back into his carriage, Sara went on her
way, trying to smile, although she felt tears welling in her eyes. She had
thought she might look Odd and disheveled, but she’s lost track of how long she’d
been living up in the attic of Miss Minchin’s. Until now she hadn’t realized
that she’d come to look like a beggar.
[Quando o olhar dele cruzou a rua, viu Sara em pé na calçada
molhada, olhando-o melancolicamente. Ele achou que seus olhos pareciam famintos,
porque ela não comia há muito. Sara, no entanto, estava realmente faminta era
daquela vida feliz em um lar e que Guy Clarence desfrutava com sua família.
No entanto, Guy Clarence apenas sabia que esta pobre menina tinha
olhos grandes, um rosto fino, assim como suas pernas, e roupas surradas. Então,
Guy colocou a mão no bolso e caminhou até ela.
"Aqui, pobre menina," disse ele. “tenho seis tostões e
quero dá-los a você.”
De repente, Sara compreendeu quão longo tempo se passara desde que
seu pai tinha falecido e a senhorita Minghin a tinha banido para o sotão. Esforçando-se
por vislumbrar a si, transportando-se como se vestisse uma fantasia de si mesma,
ela percebeu que agora se parecia exatamente como as crianças pobres que ela costumava
ver nas ruas de Londres, e que buscavam vislumbrá-la enquanto ela tomava sua própria sofisticada carruagem. Seu rosto ficou vermelho e depois pálido. Por um
segundo, ela sentiu como se não pudesse aceitar a moeda.
"Oh, não!" disse. "Oh, não, obrigada. Eu não poderia
aceitar."
Sua voz era tão diferente daquela comum a uma criança de rua e seu
jeito tão parecido com o de uma menina bem nascida que Verônica Eustácia (cujo
nome verdadeiro era Janet) e Rosalind Gladys (que na verdade era chamada de Nora)
a fim de ouvi-la se inclinaram para a frente no carro.
Guy Clarence não aceitaria um não como resposta. Imediatamente, ele
empurrou a moeda na mão de Sara. "Sim, você deve aceitar", insistiu.
"Você pode comprar um monte de comida com isso. São seis tostões!"
“Obrigada,” disse ela. “Você é muito gentil.”
Assim como ele ao voltar para a carruagem, Sara seguiu seu caminho
mexida, tentando sorrir, embora sentisse as lágrimas brotando em seus olhos.
Ela achava que pudesse parecer estranha, despenteada, mas perdera a noção de
quanto tempo já vivia no sótão da senhorita Minghin. Até então, não tinha
percebido que pudesse ser vista como uma mendiga.]
![]() | |||
| Liesel Matthews is Sara Crewe in A Little Princess (1995) directed by Alfonso Cuarón |
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Katherine Mansfield's poem
Chá de
Camomila
Lá fora o céu é luz das estrelas,
Há um profundo rugido vindo do mar.
E, ai! florzinhas de amêndoas,
O vento está chacoalhando a amendoeira.
O pouco que eu pensava, um ano atrás,
Na medonha cabana em Lee,
Era que ele e eu, então, deveríamos estar sentados
Tomando uma xícara de chá de camomila.
Leves como penas as bruxas voam.
Para um vaga-lume no junquilho
É fácil ver os chifres da lua.
Um duende brinda com um zangão.
Um duende brinda com um zangão.
Podemos ter cinquenta anos, podemos ter cinco,
Tão confortáveis, unidos e sábios estamos.
Debaixo da mesa,
Meu joelho pressiona o seu.
Nossas persianas estão fechadas, o fogo brando,
A torneira está pingando pacificamente;
As sombras das panelas na parede
São redondas e pretas e evidentes.
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Ler Emily Dickinson é exercício de crescimento. É também como um transbordamento de primavera.
Ouvi alguém comentando que, em nossos dias, não há mais desculpa para não aprendermos o que quer que seja, e que isso se dá, sobretudo, devido à democratização da informação, via internet.
Acho mesmo que essa pessoa tem razão. A única coisa que nos impediria de aprender, nesse contexto, seria mesmo o não querer aprender.
Vamos combinar: inteligência todos nós temos. Por exemplo, nunca gostei de ouvir alguém chamando qualquer um de burro, ou seja, de ver alguém sendo considerado não inteligente por alguém que, embora inteligente, não se revelasse educado.
Todos somos inteligentes, contudo, é claro, podemos escolher não utilizar ou exercitar nossa inteligência.
O mais interessante da inteligência é que ela é algo que possuímos e que só tende a aumentar, quanto mais exercitamos o ser inteligente na tarefa de pesquisar, informar-se, aprender e elaborar o conhecimento adquirido em tais expedientes.
Afinal, só aprendo algo, tentando, naquela espécie de exercício comum nessas circunstâncias, o de tentativa e erro.
De repente, posso até surpreender-me acertando. E sentir-me mais feliz, por isso mesmo.
Pois, então, que o contentamento seja um transbordar desse sentimento de conquista e que se fez porque não houve espaço para a preguiça no desenvolvimento dessa tarefa.
Essa semana, por exemplo, é uma semana de poucas tarefas "oficiais" na minha vida. Assim, nessa que é última semana do ano, eu pude pesquisar na internet o tema "poesia inglesa para crianças" e encontrei esse poema de Emily Dickinson.
Não sei onde ele se encontra no contexto da sua obra, ou seja, em qual coletânea exatamente, em que período foi escrito, mas vou continuar pesquisando...
Assim sendo, publico, nesse blog querido, essa postagem que é um pouco uma brincadeira e um pouco uma coisa séria também.
É que se trata de um exercício de tradução desse poema.
Não sou tradutor, nunca estudei para valer esse ofício que é o do tradutor, então, relevem, please, qualquer gafe extrema. kkkk
E, claro, façam comentários, corrigindo-me, se possível.
Apenas um adendo, eu li o poema para uma amiga que me disse: Isso é para criança?
Eu respondi: Sim, ao menos para as crianças que liam ou ainda leem Emily Dickinson.
A Light Exists in Spring
Emily Dickinson
A Light exists in Spring
Not present on the Year
At any other period --
When March is scarcely here
A Color stands abroad
On Solitary Fields
That Science cannot overtake
But Human Nature feels.
It waits upon the Lawn,
It shows the furthest Tree
Upon the furthest Slope you know
It almost speaks to you.
Then as Horizons step
Or Noons report away
Without the Formula of sound
It passes and we stay --
A quality of loss
Affecting our Content
As Trade had suddenly encroached
Upon a Sacrament.
Existe na primavera uma luz
Existe na primavera uma luz
Não presente no ano,
Em nenhum outro período -
Quando Março mal começou
Uma Cor detém-se no exterior,
Nos campos solitários.
A ciência não pode alcançá-la,
Mas a natureza humana a sente.
Ela aguarda sob a relva,
Revela a árvore mais distante,
Sob o mais distante declive conhecido
E que por pouco fala contigo.
Então, como andam os Horizontes
Ou os meios-dias anunciam distantes,
Sem a Fórmula do som,
Isso passa e nós permanecemos -
Uma virtude de desperdício,
Afetando nosso contentamento.
Como permuta que houvesse subitamente transbordado
Sob um Sacramento.
Acho mesmo que essa pessoa tem razão. A única coisa que nos impediria de aprender, nesse contexto, seria mesmo o não querer aprender.
Vamos combinar: inteligência todos nós temos. Por exemplo, nunca gostei de ouvir alguém chamando qualquer um de burro, ou seja, de ver alguém sendo considerado não inteligente por alguém que, embora inteligente, não se revelasse educado.
Todos somos inteligentes, contudo, é claro, podemos escolher não utilizar ou exercitar nossa inteligência.
O mais interessante da inteligência é que ela é algo que possuímos e que só tende a aumentar, quanto mais exercitamos o ser inteligente na tarefa de pesquisar, informar-se, aprender e elaborar o conhecimento adquirido em tais expedientes.
Afinal, só aprendo algo, tentando, naquela espécie de exercício comum nessas circunstâncias, o de tentativa e erro.
De repente, posso até surpreender-me acertando. E sentir-me mais feliz, por isso mesmo.
Pois, então, que o contentamento seja um transbordar desse sentimento de conquista e que se fez porque não houve espaço para a preguiça no desenvolvimento dessa tarefa.
Essa semana, por exemplo, é uma semana de poucas tarefas "oficiais" na minha vida. Assim, nessa que é última semana do ano, eu pude pesquisar na internet o tema "poesia inglesa para crianças" e encontrei esse poema de Emily Dickinson.
Não sei onde ele se encontra no contexto da sua obra, ou seja, em qual coletânea exatamente, em que período foi escrito, mas vou continuar pesquisando...
Assim sendo, publico, nesse blog querido, essa postagem que é um pouco uma brincadeira e um pouco uma coisa séria também.
É que se trata de um exercício de tradução desse poema.
Não sou tradutor, nunca estudei para valer esse ofício que é o do tradutor, então, relevem, please, qualquer gafe extrema. kkkk
E, claro, façam comentários, corrigindo-me, se possível.
Apenas um adendo, eu li o poema para uma amiga que me disse: Isso é para criança?
Eu respondi: Sim, ao menos para as crianças que liam ou ainda leem Emily Dickinson.
A Light Exists in Spring
Emily Dickinson
A Light exists in Spring
Not present on the Year
At any other period --
When March is scarcely here
A Color stands abroad
On Solitary Fields
That Science cannot overtake
But Human Nature feels.
It waits upon the Lawn,
It shows the furthest Tree
Upon the furthest Slope you know
It almost speaks to you.
Then as Horizons step
Or Noons report away
Without the Formula of sound
It passes and we stay --
A quality of loss
Affecting our Content
As Trade had suddenly encroached
Upon a Sacrament.
Existe na primavera uma luz
Existe na primavera uma luz
Não presente no ano,
Em nenhum outro período -
Quando Março mal começou
Uma Cor detém-se no exterior,
Nos campos solitários.
A ciência não pode alcançá-la,
Mas a natureza humana a sente.
Ela aguarda sob a relva,
Revela a árvore mais distante,
Sob o mais distante declive conhecido
E que por pouco fala contigo.
Então, como andam os Horizontes
Ou os meios-dias anunciam distantes,
Sem a Fórmula do som,
Isso passa e nós permanecemos -
Uma virtude de desperdício,
Afetando nosso contentamento.
Como permuta que houvesse subitamente transbordado
Sob um Sacramento.
| Emily Dickinsons' herbarium |
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
Poems for Life
Tenho aprendido algo precioso: o melhor descanso para um trabalho é tão somente mudar de atividade. Eu sou revisor, blogueiro e tenho escrito crítica de cinema. Nesse fim de semestre, a atividade de revisor fica mais acentuada em minha vida: é que as pessoas precisam entregar seus trabalhos de conclusão de curso. Bem, ficar muitas horas revisando um texto pode ser uma atividade cansativa, confesso, então, eu dou uma paradinha e resolvo fazer tortinhas de damasco ou ler poesia inglesa.
Recentemente, comprei uma coletânea de poemas organizada por Laura Barber e editada pela Penguin Books. A organizadora diz, no prefácio, que "Eu preciso de um poema" não é uma frase muito comum de se ouvir, mas bastou ela começar a organizar esses Poems for Life que passou a ouvi-la constantemente. Isso mesmo, ela organizou um livro que reúne poemas que servirão para todas as ocasiões da vida: do nascimento, passando pelo casamento até os funerais de um pessoa.
Eu atrevi-me a "traduzir" dois deles que eu achei tão lindos e que, no livro, comparecem na seção que está aí nomeada antes de seus títulos. Claro que foram os mais fáceis eu não sou tão atrevido assim...rsrsrs Enjoy it!
Getting Older, Looking back (Ficando mais velho, Olhando para trás)
Vitae summa brevis spem nos vetat incohare longam
They are not long, the weeping and the laughter
Love and desire and hate:
I think they have no portion in us after
We pass the gate.
They are not long, the days of wine and roses:
Out of a misty dream.
Our path emerges for a while, then closes
within a dream.
(Ernest Dowson)
A brevidade da vida nos impede de começar um longa esperança
Eles não são permanentes, o choro e o riso
Amor e desejo e ódio:
Eu penso que eles não têm parte em nós logo que
Passamos o portão.
Eles não são permanentes, os dias de vinho e rosas:
para além de um sonho nebuloso.
O nosso caminho emerge por algum tempo, então, se fecha
dentro de um sonho.
Intimations of Mortality (Intimações da Mortalidade)
Late Fragment
And did you get what you wanted from this life, even so?
I did.
And what did you want?
To call myself beloved, to feel myself beloved on the earth .
(Raymond Carver)
Fragmento tardio
E você conseguiu o que queria da vida, ainda assim?
Consegui.
E o que você queria?
Chamar a mim mesmo amado, sentir-me amado na terra.
Recentemente, comprei uma coletânea de poemas organizada por Laura Barber e editada pela Penguin Books. A organizadora diz, no prefácio, que "Eu preciso de um poema" não é uma frase muito comum de se ouvir, mas bastou ela começar a organizar esses Poems for Life que passou a ouvi-la constantemente. Isso mesmo, ela organizou um livro que reúne poemas que servirão para todas as ocasiões da vida: do nascimento, passando pelo casamento até os funerais de um pessoa.
Eu atrevi-me a "traduzir" dois deles que eu achei tão lindos e que, no livro, comparecem na seção que está aí nomeada antes de seus títulos. Claro que foram os mais fáceis eu não sou tão atrevido assim...rsrsrs Enjoy it!
Getting Older, Looking back (Ficando mais velho, Olhando para trás)
Vitae summa brevis spem nos vetat incohare longam
They are not long, the weeping and the laughter
Love and desire and hate:
I think they have no portion in us after
We pass the gate.
They are not long, the days of wine and roses:
Out of a misty dream.
Our path emerges for a while, then closes
within a dream.
(Ernest Dowson)
A brevidade da vida nos impede de começar um longa esperança
Eles não são permanentes, o choro e o riso
Amor e desejo e ódio:
Eu penso que eles não têm parte em nós logo que
Passamos o portão.
Eles não são permanentes, os dias de vinho e rosas:
para além de um sonho nebuloso.
O nosso caminho emerge por algum tempo, então, se fecha
dentro de um sonho.
Intimations of Mortality (Intimações da Mortalidade)
Late Fragment
And did you get what you wanted from this life, even so?
I did.
And what did you want?
To call myself beloved, to feel myself beloved on the earth .
(Raymond Carver)
Fragmento tardio
E você conseguiu o que queria da vida, ainda assim?
Consegui.
E o que você queria?
Chamar a mim mesmo amado, sentir-me amado na terra.
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