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sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

Naomi Kobayashi









Hoje, desejei trazer cores e desenhos para esse blog. Tenho andando muito cerebral, pensando somente por meio de palavras, palavras, palavras. Não quero mais tão somente words. Quero também ver imagens que fantasiem essa nossa existência. Algo, talvez, como dizia uma canção que ouvi há muitos anos: delicate like you and me.
Assim sendo, saí navegando pela web, em busca do encontro perfeito e foi quando me deparei com essas delicadas ilustrações de Naomi Kobayashi. Visitando seu site, ficamos em contato com esse mundo de pequenas criaturas femininas e de objetos de pura transparência pintados em madeira. Não foi possível saber mais nada, não leio japonês, ou seria chinês? Se alguém puder contar-nos algo mais about her, além do tanto que ela já nos diz com esse trabalho, eu agradeço. ;-D

quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

Gabriela Machado



Ontem, na minha hora de almoço, fui ver uma exposição na galeria da Caixa Cultural. Ela fica bem pertinho de onde trabalho, então, sempre passo por lá para ver as novidades. Agora, por exemplo, essa artista plástica, que mora no Rio de Janeiro, está expondo seus trabalhos nessa exposição a que chamou doida disciplina. Esses quadros de pintura abstrata são, na verdade, imensos. A maioria pertence à série Cascas e medem 220 x 195 cm ou 233 x 198 cm. É bonito vê-los, assim, cobrindo cada qual grande extensão das paredes. As pinceladas são fartas, generosas, e o efeito, ao menos para mim, é o de tranquilizar o observador.
Há também um vídeo que, ao que tudo indica, mostra a artista trabalhando em seu atêlie: algo sempre interessante de se ver. Eu não pude vê-lo, porque havia um rapaz também imenso assistindo ao vídeo na torre que vinha do chão e alcançava-lhe a cintura. Estava tão compenetrado que achei melhor não atrapalhar. ;-D
Volto outro dia para conferir.
Na parede, antes dos quadros, há um texto de Ronaldo Brito, curador da exposição, e nele somos muito bem informados acerca desse trabalho. Como é um texto que instiga o desejo de ver tais quadros, vou reproduzí-lo aqui:
Há quase dois séculos, Eugène Delacroix começava a inventar a cor moderna, e o fazia sobretudo por meio de pequenos estudos livres, as suas legendárias manchas de cor. Ao emancipar-se de a priori acadêmicos, da tirania do claro-escuro, da mimese da textura ( a imitação visual da sensação tátil), essas manchas afirmavam decididamente a sensibilidade, agora realibitada, do homem moderno. Reza a lenda que, à frente do quadro pronto, Delacroix costumava passar um buquê de flores sislvestres para conferir o acerto de cores: porque em um buquê, qualquer buquê, o arranjo de cores está sempre coerente, é infalível. Longe de receitas acadêmicas, tudo se decidia já no olho pelo olho, no contato fluente entre homem e natureza.
Em vários sentidos, as pinturas e os desenhos de Gabriela Machado procuram atualizar, em um mundo muito diferente, essa lógica espontânea e esse rigoroso frescor. Só valem aqui as cores que acabam de se descobrir como tais e que respondem de imediato a uma sensação vital e corpórea: do mesmo modo, feitas todas as mediações, também essas obras buscam renovar à sua maneira o contato com a natureza. Claro, como se pode notar por seu aspecto um tanto pop, pela estridência de seus tons contemporâneos, esta não é mais a natureza do século 19. O que permanece em comum, no entanto, é a ideia básica da pintura como metabolismo, interação entre o artista e a natureza. A atividade da pintura repotencializa assim o impulso de vida, e sua disciplina específica, insubstituível, consiste em aguçar, sempre em crescendo, uma curiosidade visual pródiga e incessante.
Não é excelente esse texto? Eu o li primeiro e, depois, olhei para os quadros e pude compreendê-los melhor. Uma prova de que precisamos estar sempre nos educando. Penso que se trata de uma educação do olhar, é isso o que nos possibilita esse trabalho de Gabriela Machado.
Caixa Cultural São Paulo
Praça da Sé, 111
Tel.: 11 3321.4400
28/11/09 a 17/01/10
terça a domingo / 9h às 21h
Entrada Franca \o/ \o/ \o/

terça-feira, 28 de julho de 2009

Henri Matisse

Acerca de um ano, o Eduardo Garofalo, do blog Coletivo 308, postou o que ele chamou de um "Belo texto do Henri Matisse".
Ele tem toda a razão, uma vez que, logo no começo do texto, Matisse irá nos dizer:
O desenho é a possessão. A cada linha deve corresponder outra linha que faça um contrapeso, da mesma forma que se abraça, que se possui com dois braços. A vontade de possessão é mais ou menos forte segundo cada ser; há quem deseja frouxamente.
E ainda mais:
Criar é próprio do artista; onde não há criação, a arte não existe. Mas seria enganoso atribuir este poder criador a um dom inato. Em matéria de arte, o criador autêntico não é apenas um ser dotado; é um homem que soube ordenar para sua finalidade todo um facho de atividades cujo resultado é a obra de arte. É assim que para o artista, a criação começa na visão. Ver, isso já é uma operação criadora, que exige esforço. Tudo o que vemos na vida diária sofre mais ou menos a deformação produzida pelos hábitos adquiridos, e o fato é talvez mais sensível numa época como a nossa, onde o cinema, a publicidade e as revistas nos impõem cotidianamente um fluxo de imagens prontas que são um pouco, na ordem da visão, o que é o preconceito na ordem da inteligência.
Fiquei muito satisfeito de ter a certeza de que além de apreciar as obras, eu comungo plenamente com as ideias de Matisse.
Para ilustrar esse post, trouxe O Abraço, de Henri Matisse, que como pode se ver tem duas peculiaridades: é um Matisse PB e é também très érotique.
Para ler o texto na íntegra:

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Brincando de casinha

Essa moça linda da foto, sentada na pia da sua própria casa, é a jornalista Chris Campos, em foto de Guilherme Gomes. Ela é a criadora do site Casa da Chris e autora do livro Casa da Chris, publicado pela Editora Record. Frequentar seu site é uma felicidade para quem tem bom gosto, gosta do universo feminino e de saber novidades que envolvam o prazer da vida dentro de casa.

Ela também está estreiando uma série de vídeos, cujo primeiro episódio já está no ar, lá no seu site. Trata-se da série "Almanaque das festas instantâneas". Serão oito episódios inspirados no livro homônimo, lançado em abril deste ano. Novos episódios serão colocados no ar a cada semana, cada um deles abordando um tema do livro, com muitas dicas para fazer festas ótimas na sua própria casa.

Ou seja, é praticamente brincar de casinha... ;-D