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terça-feira, 28 de julho de 2009

Henri Matisse

Acerca de um ano, o Eduardo Garofalo, do blog Coletivo 308, postou o que ele chamou de um "Belo texto do Henri Matisse".
Ele tem toda a razão, uma vez que, logo no começo do texto, Matisse irá nos dizer:
O desenho é a possessão. A cada linha deve corresponder outra linha que faça um contrapeso, da mesma forma que se abraça, que se possui com dois braços. A vontade de possessão é mais ou menos forte segundo cada ser; há quem deseja frouxamente.
E ainda mais:
Criar é próprio do artista; onde não há criação, a arte não existe. Mas seria enganoso atribuir este poder criador a um dom inato. Em matéria de arte, o criador autêntico não é apenas um ser dotado; é um homem que soube ordenar para sua finalidade todo um facho de atividades cujo resultado é a obra de arte. É assim que para o artista, a criação começa na visão. Ver, isso já é uma operação criadora, que exige esforço. Tudo o que vemos na vida diária sofre mais ou menos a deformação produzida pelos hábitos adquiridos, e o fato é talvez mais sensível numa época como a nossa, onde o cinema, a publicidade e as revistas nos impõem cotidianamente um fluxo de imagens prontas que são um pouco, na ordem da visão, o que é o preconceito na ordem da inteligência.
Fiquei muito satisfeito de ter a certeza de que além de apreciar as obras, eu comungo plenamente com as ideias de Matisse.
Para ilustrar esse post, trouxe O Abraço, de Henri Matisse, que como pode se ver tem duas peculiaridades: é um Matisse PB e é também très érotique.
Para ler o texto na íntegra: