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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Jesus me ama: êta nóis!

Mesa  posta: comemoração do meu aniversário,
no último dia 7 de dezembro, com pessoas que me amam
Hoje eu passei por uma experiência curiosa e que me fez refletir sobre tanta coisa!

Andava contente pela rua, na companhia de uma amiga, e veio um rapaz em nossa direção, parecendo que nos pediria alguma informação: isso é tão comum no centro da cidade de São Paulo...

No entanto, para nossa surpresa, se dirigindo a mim, ele me perguntou o seguinte:
- Você nunca foi convidado a ir a uma igreja evangélica?
Evidentemente, eu respondi:
- Claro, inúmeras vezes!
Eu sorria, mas também demonstrava que não iria lhe dar uma atenção prolongada.
Ele, então, completou:
- Pois vá a uma igreja, Jesus te ama e vai te libertar do homossexualismo.
Sorrindo muito e muito sinceramente lhe respondi:
- Sim, claro que vai!

Saímos andando. Eu e minha amiga para um lado, enquanto ele também seguiu seu caminho.
Minha companheira estava chocada e ainda mais do que eu. Ela dizia:

- Que babaca!

Eu lhe disse:
- Um coitado, né? Vamos combinar que para uma pessoa se dirigir a um desconhecido com esse papo, só pode ser porque ficou muito incomodado e que isso (ver um homossexual tranquilo e feliz andando na rua sem nenhuma preocupação em mascarar seu modo de ser, sua condição humana) repercute muito dentro da sua subjetividade, em relação aos seus próprios fantasmas e, além disso, ainda tem o problema da sua doutrina religiosa e homofóbica, que lhe ensinou que o pobre Jesus se incomodaria comigo tanto quanto ele próprio se incomoda e que por isso Ele me libertaria desta “prisão”. 
Aliás, olha que interessante! Ele vê a orientação homossexual como uma prisão, não é louco isso?
Mas, você quer saber de uma coisa? Eu estou muito admirado não com a atitude dele, mas com a minha! 
Pois, no passado, eu daria o maior sabão no rapaz, me indignaria com a sua fala e com o seu julgamento da minha pseudo-ignorância acerca do amor de Jesus (como, aliás, eu já contei aqui).
Mas veja só, desta vez eu até “concordei” com a figura e tranquilamente, sorrindo!
É que de fato eu, hoje, acredito na eternidade do espírito e eu não imagino que eu vá ser homossexual pela eternidade afora, peloamordeDeus! 
Eu estou homossexual, graças a Deus! E, claro, penso que nesta encarnação a tal “libertação” que ele sugere não vai rolar, definitivamente...
Agora, fora do envoltório físico, do meu corpo material, por favor, vamos pensar alto: a experiência sexual será de outra natureza que ainda eu nem sei qual será! Portanto, vamos cantar pra subir, né?

Pois ele deveria era ficar sabendo que eu, agora, quero é a sorte de um amor tranquilo, como dizia Cazuza!

Na verdade, eu acho que a letra desta canção fala muito do que realmente aconteceu entre mim e este moço evangélico:


quarta-feira, 24 de abril de 2013

Amar sem medo

Flower-man
(via Robert Tisserand)

Estou muito interessado em desenvolver uma pesquisa profunda em torno de mim mesmo. Da minha história. Dos meus sentimentos e emoções.
Dizer isso pode parecer um lugar comum, até um clichê de livro de autoajuda! kkk
Mas, não é bem assim. Penso que faz parte da tarefa da vida, criar-nos a ilusão que, depois de certo tempo em que habitamos nosso corpo e que estamos andando por estas paragens, deixamos de viver surpreendentemente.
Embora faça parte das aparências, isso não é verdade. Afinal, só vive mesmo como um morto-vivo quem acredita na mortalidade da alma e, mesmo assim, nem todos os que creem nisso, verdadeiramente vivem assim.

O que nos surpreendente pode surgir o tempo todo.

Mesmo pessoas conservadoras são surpreendidas. Por exemplo, para alguns, deve ser incrível que, desde o ano 2000 até agora, já tenhamos 14 países no mundo que aprovaram leis que permitem o casamento civil igualitário entre pessoas do mesmo sexo:

1. Holanda (2001)
2. Bélgica (2003)
3. Espanha (2005)
4. Canadá (2005)
5. África do Sul (2006)
6. Noruega (2009)
7. Suécia (2009)
8. Portugal (2010)
9. Islândia (2010)
10. Argentina (2010)
11. Dinamarca (2012)
12. Uruguai (2013)
13. Nova Zelândia (2013)
14. França (2013)

bonequinha de pano
by Madame Durvalina
É preciso dizer que para quem vive avant-garde desde que nasceu, o surpreendente é que tenhamos esperado alcançar o século XXI para cumprir esse tipo de justiça: deixar as pessoas amarem em paz!

No entanto, independentemente disso tudo, surpreendo-me ainda a mim, pessoalmente, sem compreender em absoluto um certo mistério que há em torno da minha própria orientação sexual. 
Portanto, a verdade é que cada um é que sabe onde lhe aperta o calo. 
No entanto, confio que buscando, muito calma e sinceramente, conhecer a mim mesmo, isso já não será uma questão assim tão misteriosa, mas simplesmente um modo de ser enquanto aprendo a amar sem medo.

terça-feira, 9 de abril de 2013

O que você representa?



Outro dia fiquei muito triste porque uma pessoa da minha família dizia no facebook: “Eu sou a favor do pastor Marco Feliciano” Sim, li isso com profundo pesar, pois considero um desrespeito a mim que uma pessoa da minha família defenda a posição do famigerado pastor.
Ele é um personagem muito conhecido atualmente por representar, antes de qualquer coisa, o escândalo do fanatismo religioso. Aliás, vamos combinar que não há nada mais lamentável nesse mundo do que a ação daqueles que pregam o contrário do que Cristo pregou. O fazem acreditando, coitados, serem defensores da moral do próprio Cristo, pois não sabem que a postura que defendem é verdadeiramente resultado de uma interpretação equivocada do que encontram na Bíblia.
Vamos acreditar que é só isso, ou seja, que se trata apenas de ignorância. Sempre será isso, de qualquer modo, pois ainda que alguém como ele fosse um personagem consciente do mal que está fazendo, ou seja, ignorando o amor incondicional, semeando ódio, discórdia e rancor, simplesmente... Isso tudo já sinalizaria de qualquer modo uma profunda ignorância.
Evidentemente, seu comportamento anacrônico evidencia mais: a urgência de renovarmos nossas atitudes de respeito aos mais diferenciados perfis humanos. Todos nós em relação a todos os outros. Nesse sentido, é possível considerar alguma beleza no que sua atitude resultou: mesmo que ela surja em meio ao pantanal do escândalo.
Quando vi qual era a pessoa da minha família que dizia apoiar o cara, pensei: Nossa! Só podia ser esta pessoa! Sempre acreditei que ela era bissexual. Não deve mesmo ser fácil ser bissexual... Por exemplo, eu acredito que o Feliciano é um bissexual, porque somente alguém com muita dificuldade com a própria orientação sexual pode se incomodar com a orientação que rege a vida das outras pessoas: e digo que ele, muito provavelmente, é um bissexual, porque entendo que ele tem uma esposa e pôde procriar com ela, parece que ele tem filhos que ajudou a gerar. Assim sendo, alguma atividade sexual de “desenho heterossexual” ele tem. Porém, somente alguém vivendo como homem e tendo desejo por outro homem, mas achando que não pode assumir esse desejo nem para si mesmo, somente alguém que vive tal conflito seria capaz de odiar e combater o desejo daqueles que não veem problema algum nisso mesmo.
Eu não sei o que irá acontecer comigo em um futuro distante, sobretudo em outra vida (como meu espírito estará atuando sexualmente em tal ocasião). Eu apenas peço a Deus que eu não precise viver um conflito dessa natureza, como o que vive o pastor, pois concebo como horrível a possibilidade de vir a não aceitar uma dubiedade ou uma filigrana de um desejo ainda em ascensão ou, quiça, já em declínio e, por conta dessa não aceitação, ainda arrastar de carona para os combates do mundo, combates sempre povoados de implicações sociais, grupos que inflamam suas divergências diante de um conflito íntimo semelhante.
 A verdade é que apenas o conflito é semelhante, ao que qualquer um poderia viver estando na mesma situação, mas como agir mediante tal conflito (pasmem!) isso ainda pertence absolutamente à esfera íntima.
Eu sei que o amor irá vencer! Ele sempre vence, graças a Deus! 

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Sim, fica cada vez melhor!


Hoje, uma amiga minha do facebook, Nilza Bellini, compartilhou uma matéria excelente que ela leu no New York Times, e que foi publicada naquele jornal na última sexta-feira.
O mote da matéria é a morte de Tyler Clementi, um calouro da Universidade de Rutgers, que pulou da ponte George Washington no ano passado, quando descobriu que seu companheiro secretamente transmitira seu interlúdio romântico com outro homem, na internet, enfim, o fato de que seu suicídio captou a atenção mundial.
Pois bem, segundo a matéria, na esteira de sua morte, as histórias de jovens gays sendo intimidados a tirar suas próprias vidas proliferaram.
E, então, a matéria ressalta iniciativas excelentes de adultos para apoiarem a esses jovens cuja orientação sexual é motivo de muito sofrimento durante sua adolescência, ou seja, devido a não aceitação de sua condição por parte da sociedade em que vivem.
O NYT nos conta que a efusão da preocupação dos pais, educadores e daqueles que tinham sobrevivido ao bullying inspirou It Gets Better (“Fica cada vez melhor”), uma campanha liderada pelo colunista e escritor Dan Savage pela qual milhares de gays e lésbicas adultos compartilham suas histórias para assegurar a todos os adolescentes que a sociedade tem sim um lugar para eles.
A matéria chama a atenção para o fato de que a cultura popular, nos EUA, tem reforçado essa mensagem de aceitação. E nos dá, como exemplos, o famoso seriado Glee, que teve três histórias envolvendo adolescentes gays na última temporada, além do namoro, com cenas de beijo entre pessoas do mesmo sexo - sempre, aliás, raras na tela de televisão - dos personagens interpretados por Chris Colfer e Criss Darren. Lady Gaga também tem combatido a retórica antigay, a mesma que muitos jovens ouvem em suas igrejas e comunidades. É o caso da canção "Born This Way", da cantora, que tem aumentado sua base de fãs, já grande entre os adolescentes gays e lésbicas.
Também o NYT iniciou o Projeto Coming Out (expressão que corresponderia a nossa "Saindo do Armário") como um esforço para melhor compreender as realidades desta geração e de suas expectativas, e para dar aos adolescentes o direito a sua própria voz no debate instaurado.
Já o The Times falou com cerca de 100 adolescentes gays, lésbicas, bissexuais ou transgêneros de todas as partes do país - de áreas rurais para centros urbanos, a partir de ambientes propícios às hostilidades a esses jovens. O jornal contactou-os através de vários grupos de defesa, bem como através de sites de redes sociais como YouTube, Twitter e Facebook.
O Projeto Trevor, que oferece aconselhamento a jovens lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros em crise, entre outros serviços, postou um apelo para adolescentes, a fim de que eles contassem suas histórias para o The Times, resultando em cerca de 250 respostas.
Os jovens que participaram desse projeto estavam em diferentes fases de assumirem sua orientação sexual: alguns tinham saído do armário apenas para si mesmos ou apenas para pessoas em certas esferas de suas vidas, outros contaram somente para um amigo de confiança ou um familiar, mas havia também aqueles que tinham se assumido para a sua família ou comunidade e, em seguida, percebendo que não tinham o apoio de que precisavam, voltaram atrás na declaração – saindo do armário, novamente, somente alguns anos mais tarde. Alguns falaram em terem se odiado nesse processo de autoaceitação.

Penso que é importante divulgar também por aqui essas iniciativas, embora aconteçam na américa do norte, porque também no Brasil, graças a Deus, as questões ligadas ao movimento de aceitação da comunidade LGBT, estão cada vez mais na ordem do dia. E, of course, aqui os jovens também merecem o mesmo respeito que tais jovens mereceriam em qualquer lugar e, sim, acredito que o que na adolescência parece ser um pesadelo absoluto, na idade adulta pode se transformar nesse mote lindo da campanha liderada por Dan Savage, ou seja, a vida do homossexual não precisa ser esse pesadelo para sempre, a vida pode, aliás, ficar cada vez melhor para todos. A verdade é que isso depende muito de cada um de nós. Ela fica melhor, realmente, quando alimentamos esse desejo de irmos melhorando como gente e, portanto, não dependemos tanto assim, como parecia na adolescência, da aceitação absoluta dos outros!

Não podemos nos esquecer que os que não aceitam as diferenças entre as pessoas só comprovam que suas vidas não devem estar melhor do que a daqueles que julgam errados, pois eles também não se aceitam, uma vez que não entendem que vivemos todos no mesmíssimo planeta cuja lei principal é a da pluralidade!

sábado, 7 de março de 2009

Da importância de ser útil

Essa semana tive uma experiência tocante. Eu ia para o trabalho e encontrava-me dentro de um vagão do metrô paulistano, relativamente lotado.
Senti um toque no meu braço e voltei-me. Um homem moreno, por volta dos quarenta anos, disse-me: Posso lhe fazer uma pergunta? (Aqui devo confessar que fiquei de sobressalto, em geral esse tipo de abordagem já me arma: O que será?! Tanto foi assim, que apenas assenti com a cabeça.)
Então ele falou: Eu tenho um filho de dezesseis anos que me relevou que é gay. Eu fiquei muito perdido com essa situação, não estou sabendo orientar meu filho e nem a mim mesmo. Eu não estou sabendo como reagir e queria saber se você, por um acaso, não conhece um livro que eu pudesse ler sobre o assunto, para eu me informar melhor. Desculpe, por estar colocando esse problema para você, mas é que eu percebi que você é uma pessoa mais velha, da minha idade, e imaginei que talvez pudesse me orientar a esse respeito. Desculpe mesmo.

Fiquei tão tocado, achei tudo tão civilizado e correto e sincero. Era um apelo de um pai com um filho gay, aliás, absolutamente contemporâneo: Saiu do armário aos 16 anos!
Então, eu disse:
Não se preocupe. Você está corretíssimo. Não fiquei aborrecido e penso que posso mesmo ajudá-lo: conheço um livro que é justamente indicado para esse tipo de situação. Agora não tenho os dados do livro comigo. Mas posso enviá-los por e-mail.

Trocamos os endereços. Ele ficou agradecido.
Deixo aqui as referências do livro: CASTAÑEDA, Marina. A Experiência Homossexual: explicações e conselhos para os homossexuais, suas famílias e terapeutas. São Paulo: A Girafa Editora, 2007.

O livro traz uma epígrafe belíssima e que penso resume o que, no fundo, sabíamos que sentíamos aquele pai e eu, no metrô paulistano:

Ce que nous n'avons pas eu à déchiffrer, à éclaireir par notre effort personnel ce qui était clair avant nous, n'est pas a nous. [O que não temos que decifrar, que esclarecer pelo nosso esforço pessoal, o que era claro antes de nós, não nos pertence.] Marcel Proust

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2009

Amigos dentro e fora das telas

Depois de sofrer um assalto e ficar em pleno centro da cidade sem lenço e sem documento, constatei duas coisas importantes. A primeira: São Paulo é uma cidade ótima guando você está com dinheiro no bolso (então as portas todas se abrem e com elas os sorrisos todos), já estando fragilizado ela se assemelha a uma madrasta má: nobody knows.
A outra constatação foi a de que é muito importante ter amigos em São Paulo.
E ainda...
depois de um acontecimento aborrecido como aquele é bom também ir ao cinema e de preferência para ver gente como Penélope Cruz e Sean Penn. Eu ainda não tinha visto Vicky Cristina Barcelona, de Woody Allen, e constatei que eu não podia ter perdido aquela atuação da atriz. Foi ainda mais importante assistir ao Milk - A Voz da Igualdade, de Gus Van Sant, nesse caso, quase uma obrigação. Descobri que os gays do mundo inteiro devem muito àqueles bravos resistentes americanos em uma época tão repressora aos seus direitos, e que, claro, a todo momento ensaia seu retorno em intensidade também em nossos dias: com os moralistas, os religiosos obtusos e os enrustidos de plantão. Sean Penn não apenas provou seu talento de ator mas também sua dignidade humana e seu excelente bom coração quando, ontem, discursou na celebração do Oscar conclamando pelo respeito aos homossexuais. Everybody needs know about it !

domingo, 15 de fevereiro de 2009

Do amor de Jesus

Alguns representantes de grupos cristãos denominados genericamente de evangélicos têm a descortesia de, ao encontrar-me na rua ou em qualquer espaço público em que nos cruzamos, exclamarem ao me ver: "Jesus te ama". Sempre me senti ofendido quando esse tipo de manifestação por parte de um desconhecido foi a mim dirigida. A frase singela na sua natureza poderia de fato ser de bom augúrio, mas para assim o ser a pessoa deveria sorrir e dizer num tom de cumplicidade daqueles que partilham a mesma fé na pessoa de Jesus ali evocada por meio de seu amor. Assim, eu e esse meu irmão evangélico saberíamos ambos do amor de Jesus em particular pela minha pessoa e, nesse caso, essa seria uma condição apenas confirmada.

No entanto, não se trata de nada disso em absoluto. Os tais evangélicos que se aproximam de mim falando do amor que Jesus tem por mim, o fazem de um modo bastante agressivo, sugerem pelo tom, pela máscara de reprovação ou até mesmo de piedade que esboçam em seus semblantes, que eu absolutamente ignoro esse amor de Jesus por mim e que, assim sendo, eu estou condenado a estar afastado de Jesus, o que pode ainda sugerir que talvez eu esteja vagando no mundo em companhia de seres de baixa frequência, como o demônio ou o que o valha.

É evidente que o que desperta nesses cristãos tal sentimento é algo que em mim lhes assusta e que é de ordem sexual. Já notei que todos os que assim se manifestam estão primeiros preocupados com aquilo que eu represento e não com o amor que Jesus teria por mim em qualquer circunstância e que, ainda assim, é reiterado. São todos aqueles que abraçaram a fé cristã para rejeitar em si mesmos qualquer coisa que não lhes parecia combinar com essa mesma fé. A verdade é que os que dizem que Jesus ama a mim são ressentidos. Tiverem de deixar de ser eles mesmos para acreditar no amor de Jesus e lamentam que eu continue sendo a mim mesmo e que assim sendo, supostamente, eu não conheça o tal amor.

Já tive inúmeras reações, algumas patéticas outras hilárias, a esses encontros inesperados com os amados por Jesus. Uma resposta que lancei essa manhã para uma senhora evangélica rancorosa, embora piedosa:

A Senhora não me conta nenhuma novidade. Acredito que se Jesus não me amasse ele não poderia amar a mais ninguém!