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quarta-feira, 27 de abril de 2011

Mel Kadel

Faz tempo que não divulgo trabalhos de ilustração por aqui. Mas hoje não vou resistir e vou apresentar-lhes esse trabalho que me parece bastante original.
Mel Kadel é uma artista que vive em Los Angeles, CA, e que tem procurado utilizar como suporte para seus trabalhos, livros velhos ou papel antigo. Como nem sempre encontra tais papéis de bom tamanho para fazer seus trabalhos, então, ela faz uma colagem dos pedaços de tamanhos variados desses papéis ou, para conseguir o efeito de envelhecimento, ela usa papel manchado de café.
Os desenhos são muito coloridos (o que me agrada bastante). Eles também são simbolizações evidentes de uma elaboração, como aquela que nos diz Michèle Petit, em relação aos artistas, em geral, os quais realizam por meio de metáforas poéticas um trabalho de transfiguração de seus próprios questionamentos e dos vários conflitos que estão no cerne da vida psicológica e social.
Além disso, são bastante femininos (o que também me agrada bastante). ;-D
Ela, inclusive, faz livros artesanais com tiragem limitada e os vende. Lá no seu site você poderá entrar em contato com a artista.
Trouxe algumas imagens desse seu sítio, mas você encontrará por lá muito mais drawings!
Se você quiser conhecer um pouco a artista, bem como o seu companheiro, ele também um artista, leia uma entrevista do casal aqui.












quarta-feira, 30 de março de 2011

Stephen Wiltshire

Hoje, navegando pela web, encontrei esse trabalho que eu admiro muito e mais ainda por conta de que seu autor tem uma história de vida que é de sucesso, mas sobretudo de superação.
Fico sempre emocionado em saber que há mistério divino na criatura humana.

Ele tem um site lindo e lá eu encontrei esse texto de apresentação do qual fiz essa versão para o português. Enjoy it!


Stephen Wiltshire é um artista que desenha e pinta paisagens bastante detalhadamente. Ele tem um talento especial para o desenho realista, ou seja, representações precisas das cidades, às vezes, depois de tê-las observado apenas brevemente. Ele foi premiado com um MBE por serviços para o mundo da arte, em 2006. Ele estudou Belas Artes na City & Arts Guilds College. Seu trabalho é popular em todo o mundo, e está presente em uma série de importantes coleções.


Stephen nasceu em Londres, em 24 abril de 1974, seus pais são indianos.  Quando criança, ele era mudo e não se relacionava com outras pessoas. A partir dos três anos, ele foi diagnosticado como autista. Na ocasião, ele não tinha nenhuma linguagem e viveu inteiramente em seu próprio mundo.

Aos 5 anos de idade, Stephen foi enviado para Queensmill School, em Londres, onde notaram que o único passatempo que ele gostava era de desenho. Logo ficou evidente que ele se comunicava com o mundo através da linguagem do desenho; primeiro animais, em seguida, os autocarros de Londres e, finalmente, edifícios. Esses desenhos mostram uma perspectiva magistral, um traço lunático, e revelam um talento natural inato.




Um artista autista, Stephen Wiltshire desenha e pinta paisagens detalhadas e intricadas, puramente de memória.
Esse panorama de Londres, por exemplo, assim como um outro painel de 18 metros retratando a cidade de Nova Iorque foram ambos baseados em suas lembranças de passeios aéreos, o de Nova Iorque, de helicóptero, durou apenas 30 minutos. Isso não é incrível? 

sexta-feira, 20 de agosto de 2010

A infância em poesia

Hoje, encontrei, no blog Chronizt.info, essas imagens belíssimas, em uma postagem que dizia o seguinte:

Houve um talentoso artista, de Twillingate, Newfoundland, chamado Randy Hann. Ele podia desenhar um esboço usando apenas um lápis, com resultados fantásticos, de um modo muito realista... como tomadas de câmara fotográfica... Veja alguns exemplos de seu trabalho:

Só faltou o blogueiro dizer que a temática prepoderante no seu trabalho, ao menos na seleção reunida, é a que procura retratar a infância. Não sei o porquê, mas esses retratos de crianças lembraram-me aquele delicioso poema de Carlos Drummond de Andrade:

Infância

A Abgar Renault

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras.
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.

No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala - nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.

Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
- Psiu...Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro...que fundo!

Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.
 
 


 








quinta-feira, 29 de julho de 2010

Anke Weckmann

Anke Weckmann cresceu perto de Hannover, na Alemanha, e vive em Londres, desde 2001. Ela estudou ilustração na Camberwell College of Art e na Kingston University.
Desde que se graduou, em 2005, ela tem trabalhado como uma ilustradora freelancer. Seu trabalho tem aparecido em jornais, revistas, livros, anúncios, também em camisetas e cartões de cumprimentos.
Para ela, desenhar é a melhor coisa do mundo. E eu acho que ela tem toda a razão! ;-D


Ela também gosta de beber muito chá, das séries televisivas Harriet the Spy e Veronica Mars, de uma bebidinha que se chama elderflower cordial, florzinhas cor de rosa, passarinhos, gatos brancos, vestidos de papel e fazer todo tipo de coisas encantadoras. O que, aliás, a gente pode ver nas suas ilustrações. ;-D
Deu para perceber que ela tem um gosto muito próprio, não é mesmo?
Eu, por exemplo, fiquei com vontade de conhecer esse soft drink. rsrsrs
Seu site chama-se Linotte que é a denominação francesa para Linnet, esse passarinho muito bonitinho.
Ela também tem um blog







Agora, alguns dos seus trabalhos. Lá no seu site, você irá ver que o portfólio da jovem artista é riquíssimo!










sexta-feira, 5 de junho de 2009

Amor ao desenho II


A imagem acima não é a capa de um livro de verdade. É um exercício de criação que fiz como uma avaliação final, no Treinamento de CorelDRAW. O professor pediu que fizéssemos uma capa de um livro infantil, empregando a maior parte dos recursos que aprendemos a utilizar durante o treinamento.
A semana passada eu quase chorei (vide post Amor ao desenho) ao sentir-me frustrado por não conseguir utilizar uma ferramenta (a "caneta"), com destreza. Essa semana, procurei estar mais concentrado e, tenho que dizer, o professor e a escola são bons mesmo e ajudaram muito.
Notei também que esse novo e breve contado com o universo do desenho vetorial fez-me descobrir que, no mundo contemporâneo, a maioria das campanhas publicitárias, das capas de revistas, das embalagens de produtos, etc. são feitas com o desenho vetorial.
Hoje, aconteceu-me uma surpresa boa em torno da atividade escolar. Quando sabemos que seremos avaliados, naturalmente, ficamos um pouco tensos... Assim, fui para a escola pensando: o que será que o professor vai pedir como exercício? Então, ao atravessar a Avenida Paulista, vi um furgão com uma cara enorme de um panda desenhado no carro. Pensei: o Panda é um bom personagem para se desenhar livremente no Corel. E comecei a imaginar como eu faria: que ferramentas utilizaria, quais objetos iniciais traçaria, etc. Quando cheguei na sala de aula, passei a treinar, iniciando os traços do Panda na prancheta, e quando o professor chegou, foi logo dizendo: Façam a capa de um livro infantil. Ele também deu-nos a relação de exigências para o execução do exercício, ou seja, quais tópicos ele queria que empregássemos em relação ao que foi aprendido no curso.
Eu fiquei tocado: Meu Panda Feliz, como vocês viram, foi a personagem de toda a atividade. Penso que a boa surpresa é um sinal de que podemos, sim, estar em sintonia com o que desejamos.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Amor ao desenho

Adoro essa personagem de cartoon. Trata-se daquele garotinho genial que tem uma irmã terrível...
Nunca imaginaria, nas vezes em que vi o desenho na tv, que ele quase me faria chorar... pois bem, hoje quase chorei por causa dele! O contexto: é que estou fazendo um curso de treinamento para aprender a utilizar o CorelDRAW que é um programa de desenho vetorial bidimensional para design gráfico desenvolvido pela Corel Corporation, do Canadá.
Faço o Módulo I, então, na primeiras aulas, aprendemos a utilizar as primeiras ferramentas, tudo muito bom, muito bem e muito básico, of course. Consegui desenhar um sapinho com sono, depois o Horácio (personagem do Maurício de Souza, dentro da casca de seu ovo) e até mesmo a personagem Kyle Broflovski do cartoon South Park.
A ferramenta "caneta" do Corel e o Dexter (coitado!) derrubaram-me hoje, mas eu penso que vou recuperar minha alta estima. ;D
Assim, devo tão somente entender que é preciso "treinar" a utilização da coisa toda... Descubro que, ao contrário de todas as escolas que já frequentei, uma escola técnica (e que eu nunca frequentara antes) exige isso: treino da técnica. Portanto, não basta entender os princípios muito bem e teorizar: é preciso fazer a coisa toda acontecer, portanto, o Dexter terá que se materializar na folha, na prancheta do Corel.
Muito provavelmente será preciso ter amor. Esse sentimento, independente da escola que se frequente, será sempre a principal exigência para qualquer coisa que se queira fazer bem!