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terça-feira, 15 de outubro de 2013

Dia do professor

Crianças em uma aula de Yoga (via Humans of Amsterdam)
Faz 13 anos que eu não leciono e com isso quero dizer que não atuo como professor, em sala de aula. Eu trabalhei, anteriormente, como professor. Foram 12 anos lecionando. Na instituição escolar é mais comum observar a incorporação destes papéis: o do aluno e o do professor. Embora há pessoas que estão nas escolas, mas que não pertencem ainda a ela ou mesmo que já não pertencem mais a esse perfil de instituição.

Para mim é mais fácil, hoje, entender o mundo todo como uma escola e que frequentamos, mais amiúde e para o nosso proveito, durante esta experiência corpórea.

Neste planeta estão aprendizes e educadores.  Evidentemente, esses papéis podem ser trocados. Não sabemos, nesta escola que é o mundo, quando deixamos de aprender e de ensinar. Com o tempo, no entanto, é possível perceber que nela quem mais aprende é quem ensina.

Sempre me surpreendo, quando me vejo sendo ainda valorizado por aqueles que em momento anterior me encontraram, na condição de professor, quando eu inclusive ainda não sabia nada saber. Foi o que me aconteceu ao acordar esta manhã: uma ex-aluna deixara uma mensagem na minha time line, no facebook:

Porque foi você, o melhor professor que tive na vida, e porque olhou para mim como todo professor deveria olhar para um aluno, e porque acreditou em mim mais do que eu mesma acreditava. Com todo respeito e admiração. Feliz dia dos professores.

Fiquei emocionado. Afinal, ela está se reportando a algo que, sem dúvida, ocorreu e que ainda pode ser uma atitude possível para o professor. Ou seja, ser um profissional que acredita, respeita e admira a pessoa do aluno naquilo que de fato representa suas possibilidades, algo que está ali como riqueza latente, como promessa de futuro eterno e bom.

Que alegria ser assim reconhecido, mas, sobretudo, tendo sido assim lá atrás, nesse passado próximo - quando também a mim parece evidente que eu assim o era - sem ter precisado “estudar” muito para isso: a não ser na própria escola da(s) vida(s). 

Ah, sim, eu também considero o tanto que há de solidariedade natural da(s) existência(s), bem como o que há aí de possível reencontro. Afinal, tem gente que a gente ama muito facilmente, graças a Deus!

quinta-feira, 15 de março de 2012

Unite for Syria!

Uma campanha que apela à comunidade internacional para intervir na Síria e pôr fim à violência que já custou milhares de vidas foi se espalhando rapidamente através das mídias sociais nessa quinta-feira.

A campanha Unite for Syria iniciou-se nesse dia 15 de Março, pois a data marca o aniversário de um ano do dia de manifestações anti-governamentais naquele país e que deu início à revolta que provocou a violenta repressão que estão sofrendo, desde então.

Portanto, já faz um ano que esse conflito ocorre, ceifando tantas vidas, muitas absolutamente inocentes, ou seja, as vítimas de sempre: mulheres e crianças.

A campanha convida as pessoas a postarem fotos de si mesmas na sua página do Facebook, tendo sinais pedindo o fim ao derramamento de sangue.
Também há um vídeo lindo circulando e que eu trouxe para cá: ele reúne nomes de alto nível internacional como o do ator Patrick Stewart, o músico Mark Knopfler e o blogueiro egípcio Alaa Abd El-Fattah.
Além desses nomes uma amiga minha, Kety Shapazianjornalista brasileira e que acompanha ativamente esse conflito pelo Twitter, desde o início, apoiando, inclusive, ativistas sírios exilados na Europa, foi convidada a aparecer no vídeo e lá está com sua plaquinha de apoio, em português. Aliás, a mesma que eu usei na minha foto postada no facebook e que, por um acaso, acabou sendo reproduzida também nessa matéria do site storyful.

Participei pois acredito nessa vibração conjunta a favor do fim do derramamento de sangue.
Que os anjos que protegem essa humanidade sofrida digam Amém!



quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Eu quero ver a beleza

Eu acho muito curioso o que acontece no  feed de notícias  lá do meu perfil no facebook. Refiro-me a um certo comportamento de determinadas pessoas e que fazem parte do meu rol de amigos por lá. Eu não quero, de modo algum, parecer judicioso, of course. Não se trata disso. Apenas noto que há pessoas que de vez em quando anunciam que estão fazendo uma 'limpeza" no seu próprio rol de amigos e estão eliminando pessoas com quem passaram a não concordar por qualquer motivo, afinal, o tipo de postagem que a tal pessoa, e que será enfim eliminada, faz pode não agradar quem a recebe no feed.
Isso de eliminar a pessoa desse rol de fato é um direito.
No entanto, eu não me vejo motivado a eliminar ninguém. Caso as postagens de alguém comecem a me incomodar, sobretudo a minha visão, ou seja, quando vejo imagens feias, de mau gosto, eu apenas utilizo a ferramenta "ocultar postagens de fulano". Assim sendo, ainda não me vi motivado a eliminar ninguém, afinal, não é assim que a coisa funciona na vida: isso só é possível no facebook...rsrsrs
De qualquer modo, também fico contente, quando, depois da tal limpeza, noto ao menos que eu permaneci no rol de amigos da pessoa que resolveu fazer a tal faxina. rsrsrs
Eu devo confessar que também tenho uma outra artimanha que sempre funciona para tolerar qualquer tipo de pessoa passando pelo meu feed. Quando noto que nele estão sendo postadas apenas coisas tristes ou que há preponderância de um certo mau humor generalizado, ou mesmo alguns compartilhamentos de gosto duvidoso, eu vou correndo pela web em busca de imagens belas e começo a postar. rsrsrs
Tenho para mim que na vida precisamos ver coisas belas para que também possamos agir de modo mais agradável e, assim, não precisemos eliminar ninguém, mas (quem sabe?) apenas educar o maior número possível, mesmo que seja por meio de um certo testemunho: o de amante da beleza.

Ontem isso estava acontecendo por lá. Ou seja, um momento bad trip geral...rsrsrs E uma das imagens que eu levei para a minha linha do tempo foi essa que eu encontrei no site street art utopia (dica, aliás, de um amigo meu e que conheço pelo facebook)
Não é maravilhoso ver essa árvore carregada de guarda-chuvas amarelos?
Continuando minha pesquisa em busca de imagens que agradassem ao olhar, encontrei também o trabalho dessa ilustradora que vive em Amsterdam: Nathalie Otter. Mas essa artista vou compartilhar por aqui, pois esse blog ama ser alimentado por imagens de ilustradores talentosos.
Ela é também designer de multimídias, mas diz que é uma verdadeira faz tudo quando o negócio é trabalho. Embora Otter tenha mesmo se dedicado mais à ilustração e trabalha como freelancer para revistas, jornais e o mercado de moda. Seu trabalho se desenvolve cada vez mais acentuadamente na direção de um senso de humor muito afiado.
Atualmente, ela também desenvolve uma linha própria de T-shirts a que chamou Beastees. Sua coleção mais recente faz aparecer animais e além dos desenhos com esse traço nítido que caracteriza o seu trabalho, há frases espirituosas que acompanham as estampas. No site Nathalie made this, você vai conhecer tudo isso! Enjoy it!




quinta-feira, 19 de maio de 2011

A banda mais bonita da cidade

Ontem, aconteceu uma coisa muito linda. Eu conheci o trabalho de uma banda de Curitiba. Eu acho que faz tempo que não vemos no Brasil, uma banda delicada e interessada em ser original sendo exatamente o que cada um dos seus integrantes pode ser, ou seja, sendo mesmo o que se é, simplesmente assim.

No caso, sendo gente boa, muito boa!

A banda surgiu em 2009, quando a vocalista, Uyara Torrente, já estava trabalhando como atriz, na capital paranaense. Ela foi de Paranavaí para Curitiba, em 2005, para fazer Faculdade de Artes Cênicas. Além da vocalista, temos Diego Plaça no baixo e, na guitarra, Rodrigo Lemos, as baquetas estão no comando de Luis Boursheidt e Vinícius Nisi é quem dedilha os teclados. Desde a formação, eles têm participado da cena curitibana com intensidade, já fizeram abertura de um Festival de Teatro na PUC local, por exemplo. Achei que é uma gente que canta, mas que tem cara de gente de teatro. Possível influência da atriz/vocalista. Bem, todo mundo sabe a força que possui a cena teatral curitibana! Esse tipo de vib pode contaminar, no bom sentido, outras cenas, como a da música. Desconfio que é o que está acontecendo aqui! ;-)

O nome da banda é o máximo: A banda mais bonita da cidade. Eles contam que não sabiam que nome dar ao grupo e, então, um dos integrantes, mandou um e-mail dizendo: que tal A banda mais bonita da cidade? Isso ocorreu, nos contam, porque ele estava lendo, de Charles Bukowski, o conto A mulher mais linda da cidade e a ideia veio daí.

Eles cantam as composições de compositores curitibanos, umas pessoas incríveis das quais, nos dizem, vivem cercados. São, entre outros: Luiz Felipe Leprevost, Thiago Chaves, Rodrigo Lemos (namorado da cantora e também o baterista), Léo Fressato. Esse último é o compositor da linda canção intitulada Oração, e que foi a coqueluche de ontem no meu mural do facebook  e também a primeira canção que eu ouvi da banda. Ouvi dezenas de vezes, sem me cansar.

Preferem dar vazão a essa produção local, uma vez que cada um desses compositores tem características próprias e, além disso, eles acham muito melhor aproveitar o que está acontecendo ali, pertinho deles. Nós, do resto do Brasil, aqui de Sampa, por exemplo, agradecemos. Afinal, chega dessa mesmice do cenário musical do eixo Rio-São Paulo, please!

Eu fiquei sabendo de boa parte do que aqui divulgo ao ouvir uma entrevista que eles deram para o blogueiro do blog defenestrando. Ouça, tanto o blogueiro quanto os artistas são muito simpáticos conversando: o clima do programa está uma delícia!

Ontem, quando eu compartilhei a música no facebook, ninguém se manifestou, inicialmente, ou seja, o horário talvez não fosse o mais adequado e a galera nem ouviu. Foi bom, por que então eu pude chamar a atenção de todas essas pessoas, "recompartilhando"... rsrsrs Eu disse assim mesmo por lá: Atenção pessoas! Eu compartilhei esse vídeo algumas horas atrás e, atenção!, era para muita gente curtir e elogiar, por que essa não é apenas a banda mais bonita da cidade e a banda mais bonita do mundo! ok? rsrsrsrs

Veja lá você também, que me acompanha nesse blog, o porquê dessa minha empolgação.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Weekend on facebook

Esse fim de semana, percebi por uma série de circunstâncias fortuitas, algo que eu já vinha intuindo.
As redes sociais, um fenômeno relativamente recente e que tem comungado vários de nós em um mesmo espaço virtual, são, dentre tantas outras coisas, uma experiência muito rica de filtragem para chegar até nós aquilo que, de certo modo, já estávamos propensos a receber.
Afinal, como tal rede em torno de você se forma? Por aqueles inúmeros amigos, alguns que você já conhecia no trabalho, na escola ou do seu passado (quantos reencontros essas redes sociais propiciam!), e ainda há outros, aqueles que você foi conhecendo por ali mesmo, provenientes das outras redes de amigos e conhecidos e que vão chegando, em geral, também por pura afinidade: um vídeo que você e a tal pessoa curtiram juntos acolá, um comentário feliz e que também foi curtido, por aqui, por ambos etc.
Pois bem, todos esses amigos vão formando uma rede, por vezes, de muita simbiose, é verdade, por outras, no entanto, de muita coisa positiva é que também é trocada. É isso tudo o que vai garantindo aquele conjunto de aprendizado pelo exercício de fruição da convivência possível, portanto, mesmo entre aqueles que elaboram ideias muito distintas das suas e, claro, também entre aqueles com os quais as afinidades são eletivas e, então, ah, nos sentimos, ali, simplesmente acolhidos!

Vou apenas lhes propor dois exemplos de coisas bacanas e que foram partilhadas na minha página inicial do facebook nesse último fim de semana. Fiquei tão siderado com isso que quero aqui, nesse blog querido, registrá-las, partilhar uma vez mais!

Uma amiga postou uma imagem do casal Barbapapa, no sábado. O Barbapapa é todo cor de rosa e a Barbamama é negra com uma coroa de flores na cabeça. Isso foi o suficiente para me remeter à década de 70, quando ainda criança eu assistia a essa animação francesa, na versão da televisão brasileira. Essa família de personagens foi criada em Paris pela arquiteta francesa Annete Tison e pelo professor americano Talus Taylor, no início dos anos 1970.

Foi um momento sumamente idílico recordar essa experiência da infância. As crianças da Família Barbapapa, cada qual tem características e interesses próprios: Barbalala gosta de música, Barbacuca de livros, e assim por diante. Embora sejam todos muito diferentes todos estão na mesma família e se moldam, literalmente, com o interesse de ajudar em cada situação de trabalho comum, em cada circunstância vivida nos diferentes episódios da série.

Já no domingo, tarde da noite, eu estava aborrecido por que tinha perdido um arquivo, que não fora gravado, de um trabalho que eu fazia no word e, assim sendo, teria que recomeçar a escrever, uma vez que perdera pelo menos duas páginas... de um trabalho seríssimo! rsrsrs
Então, um outro amigo do blog nada pessoal compartilhou lá pelo facebook um link que nos levava ao site soundcloud, onde encontramos todas as músicas que uma banda novíssima, chamada Me and the Plant, ali disponibilizou. O vocalista é um brasileiro que canta, em inglês, composições bastantes serenas, agradáveis mesmo de se ouvir. Ele, aliás, possui uma voz que me lembrou a de Jens Lekman. E graças a esse som pude ficar trabalhando até 1 hora da manhã, sem stress!

Me and the Plant na verdade é um projeto muito especial de Vitor Palatano. Para vocês terem uma ideia, ainda há pouquíssima informação na net about him. Eu encontrei, por exemplo, essa postagem, na qual achei bárbara a descrição de uma das soirées promovidas pelo rapaz!

Então, não seja tolo(a) e ouça AQUI esse som de bom tom.

Alguém aí ainda duvida de que vivemos as experiências nessa vida, também de acordo com a sintonia que nos proporcionam as companhias, essas mesmas com as quais estamos misteriosa e profundamente interligados, conectados, em rede?