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sexta-feira, 27 de julho de 2012

Caravaggio no Masp

Finalmente, chegou o momento que tenho mais esperado desde há um ano, ou seja, quando foi anunciado que teríamos uma exposição em 2012 no Brasil de Michelangelo Merisi da Caravaggio.

Eu já falei em uma postagem nesse blog intitulada Um Caravaggio o que eu sinto em relação a esse artista e sua obra. 

Agora, resta aguardar os poucos dias que faltam - a exposição começa no dia 1º de agosto - para irmos todos até o Masp (Museu de Arte de São Paulo).

Uma amiga querida, a jornalista Rita Alves, entrevistou o curador brasileiro da exposição Caravaggio e seus seguidores, Fábio Magalhães. No caderno de cultura do Diário do Comércio, o  DCultura, você lê essa matéria muito esclarecedora de todos os pormenores dessa exposição, que reúne, além de obras de Caravaggio, também dos chamados caravaggescos. 

Depois de  São Paulo, as obras seguem para Buenos Aires.

Non perdere questa occasione!

A tela "São Jerônimo escrevendo", também conhecida como "São Jerônimo em seu estúdio"
 ou apenas "São Jerônimo", uma das obras de Caravaggio em exposição no Masp


quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Quando a cultura é epifania

Ontem, li na Folha uma matéria que contava acerca de uma pesquisa feita no estado de São Paulo e que revelou a baixa frequência de paulistas a teatros, cinemas e exposições em geral (40% não costumam ir a cinemas, 60% idem aos teatros e 61% idem aos museus).
Segundo a matéria, a justificativa que os entrevistados deram foi simplesmente: “Não me interesso/nãogosto/não me sinto bem fazendo”. ;-o
As pessoas foram bastante sinceras! rsrsrs
Vale a pena ler a matéria (no link acima) porque há depoimentos de pessoas do teatro e do cinema analisando o fato...  O mais interessante, para mim, é que essas mesmas pessoas que se assumem desinteressadas por esses programas culturais, também revelam que “gostariam de gostar de cultura”. O que Ana Paula Souza chamou, acertadamente, de um paradoxo. Ou seja, embora não frequentem tais programas porque não querem, eles dizem ter gosto por “realizar atividades culturais” (68%).
É claro que é um paradoxo e que faz sentido. Todos sabemos, instintivamente, que a arte tem muito a nos oferecer! ;-)
Hoje, na Pinacoteca, está acontecendo um Seminário que lançará os resultados dessa Pesquisa e ainda contará com a participação de pessoas consideradas do establishment da cultura em São Paulo: gente do teatro, cinema, mídia etc.
Eu que não posso estar lá, pretendo tão somente dizer por aqui o que penso. E de um modo que talvez lhes pareça tergiversado.
Eu sou alguém que sempre fui apaixonado pelo universo da cultura, pertenço, portanto, à minoria do estado de São Paulo que, sim, se interessa por tudo o que acontece na literatura, no teatro, no cinema, ou quase tudo, ou seja, na medida do possível. Vou aos museus, exposições e até mesmo a concertos e isso desde muito cedo. Pelo menos desde os meus 12 anos de idade. Não foram os meus familiares que me incentivaram a ter esse tipo de experiência, a da fruição estética (com exceção do gosto pela leitura: meu pai e minha avó liam muito e a minha criança via a cena dos adultos leitores).
Comigo simplesmente aconteceu de eu experimentar e como que, instintivamente, compreender que nessa seara, a do universo da cultura, eu teria uma fonte como que infinita de aprendizado.
Talvez por essa minha experiência muito pessoal, eu considere que nessa seara não seja possível "forçar" nada. A escola vai poder fazer sua parte, se os professores e os responsáveis por essa educação formal assim o desejarem, a família também pode fazer, o governo sempre poderá e deverá cumprir o seu papel nesse setor e, claro, os artistas também.
Sim, ele os artistas é que são aqueles incansáveis trabalhadores que semeiam e semeiam e semeiam.
Vejam, por exemplo, o que nos conta a jornalista Rita Alves, que, para fazer uma matéria para o DCultura, colheu o depoimento de responsáveis pelo projeto Margem e que conta com a participação do artista mexicano Hector Zamora (cujos trabalhos ilustram esse post) Ele é o responsável pela instalação daquelas árvores imensas que estão sobre o rio Tamanduatei, no centro velho de São Paulo. Pois bem, contaram à minha amiga que, desde que as árvores apareceram suspensas sobre o rio, os habitués do local (pessoas que trabalham no Mercado Municipal, camelôs ou os moradores de rua daquela região quase abandonada), todos ficaram tomados pela intervenção, tiveram um assombro, estranharam, muitos se empolgaram, viram nas árvores sinal de boa sorte...
O que a arte nos propicia é isso! É isso viver a cultura que se manifesta!
 Essa experiência levou a arte às ruas, como várias outras manifestações que têm ocorrido pela cidade. Quem sabe não seja disso mesmo que as pessoas estejam precisando para se entregarem a esse prazer e à experiência de epifania que o universo da cultura nos propicia?

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Salve Beethoven! Salve Heliópolis!

Eu tenho verdadeira paixão por essa Sinfônica. E, agora, eles estão virando gente grande de verdade! Pela primeira vez, os jovens da Sinfônica Heliópolis, integrantes do Instituto Baccarelli (instituição que oferece formação musical para crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social), vão se apresentar no tradicional Festival Beethovenfest, em Bonn, na Alemanha.
Quer saber acerca da emoção e também da importância que essa oportunidade representa para esses jovens? Então, leia a reportagem de Rita Alves, no DCultura do Diário do Comércio. A jornalista foi conversar com os jovens da orquestra e também com o maestro responsável por todo o trabalho junto à Sinfônica: Roberto Tibiriçá.
Um jovem afirmou, nessa reportagem, algo que eu também acredito, quando o assunto é música erudita: "Música erudita é assim, as pessoas vão gostando aos poucos. A melhor coisa a se fazer é levar alguém para assistir a uma orquestra e sentir a vibração. Assim ela vai gostando, aprendendo, pesquisando e quando vê, já está apaixonada". Não deixe de ler a reportagem no link acima! Sobretudo, se você for como eu, pois eu choro de emoção quando vejo gente jovem tendo oportunidade, descobrindo seu talento e alimentando sonho e esperança. Salve Heliópolis! Salve Beethoven! \o/

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Drop Shots





Andrea Laybauer, artista plástica e especialista em macrofotografias de gotas de água, foi entrevistada pela repórter Rita Alves, do DCultura, o caderno de cultura do Diário do Comércio. Nessa entrevista, a artista discorre a respeito de como desenvolveu essa técnica. Podemos perceber que o trabalho exige muita paciência e criatividade, o que Andrea tem de sobra. Leia em: http://www.dcomercio.com.br/especiais/2010/drop_shots/

Eu achei esse trabalho mais do que criativo, afinal todos sabemos da importância da água em nossas vidas, desde que éramos criaturas marinhas. Que essas tomadas das gotas captadas pelas lentes de Andrea nos façam perceber que tudo pode estar contido nesse líquido precioso. Inclusive os principais temas com os quais a artista trabalha, dentre eles nossos medos, mas também nossas alegrias e esperanças.
A exposição fica até 1º de agosto na Livraria da Vila do Shopping Cidade Jardim.

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Fonthor de Luca


Você sabia que, no século XIX, na Bahia, algumas mulheres negras usavam cartolas?

Pois bem, eu li essa informação em uma reportagem no Diário do Comércio e que fala dessa exposição de Fonthor de Luca. Leiam! A jornalista Rita Alves escreve de um modo que sempre nos faz desejar também ver o que ela viu. Além disso, ela ouviu o criativo artista. Essa matéria interferiu diretamente na minha escolha de programação cultural para esse sábado. Eu quero ver os originais dessas Mulheres de Cartola. Ainda mais que são quadros imensos! Penso que ele deu a essas mulheres um tamanho digno, e tudo isso a partir dessa feliz inspiração: esse atrativo episódio histórico. Que celebração! Sim, são mesmo respeitáveis as 13 mulheres de cartola que estão ocupando a Mônica Filgueiras Galeria de Arte.

Rua Bela Cintra, 1.533
Segunda a Sexta, das 10h30min. às 19h30min.
Sábados 10h30min. às 15h
Entrada franca. Oba! \o/