Estou de luto. Morreu, ontem, Eric Rohmer. Não sei mais o que será do cinema. Pois é, os grandes cineastas estão nos deixando. Vocês acreditam que conheci pessoas que não gostam dos filmes de Rohmer? Não gostaria de tê-las conhecido, of course. Uma vez, um cara teve o desplante de me dizer que seu cinema tinha muita falação... Hoje, conversando com um amigo, também fã do cinema de Rohmer, lembrei-me dessa fala desbaratada de alguns e ele me disse: Sim, tem muita conversa, muito texto, mas é tudo tão inteligente. Eu adoro essa falação toda. A conclusão a que chegamos é que somente gente burra não gosta de assistir aos filmes de Eric Rohmer e ponto final.
Para quem nunca assistiu a seus filmes, fica a dica para esse teste de inteligência.
O Cineclube do HSBC Belas Artes, desde o começo do mês, coincidentemente, está com uma mostra reunindo os quatro contos que Eric Rohmer realizou inspirado nas estações do ano: Conto de Verão, Conto de Outono, Conto de Inverno e Conto da Primavera, programados nesta ordem, um título por semana, de 01 a 28 de janeiro.
Vejam o que diz o release que recebi deles:
Eric Rohmer somou mais de 50 filmes com a sua assinatura, desde que estreou em 1950. A sua coleção de prêmios e indicações também é admirável. Com dois Ursos de Ouro do Festival de Berlim (A Colecionadora, em 1967, e Pauline na Praia, em 1983) e um Prêmio do Júri em Cannes (A Marquesa d'O, em 1976), ele continua fiel ao seu estilo elegante e intimista, sempre explorando as relações humanas a partir de fatos que podem parecer banais num primeiro instante, mas que logo se desenvolvem de maneira inteligente e muito sedutora. Os filmes de Rohmer são muito falados, os diálogos são praticamente incessantes, mas isso nunca os torna cansativos, pelo contrário, todas as falas são pérolas cuidadosamente elaboradas, verbalizadas por personagens alheios a qualquer tipo de glamour ou afetação.
[O Conto de Verão foi exibido de 01 a 07 de janeiro.]
Desde o dia 8 de janeiro até 14 de janeiro é possível assistir ao filme Conto de Outono
Em Conto de Outono uma mulher resolve publicar um anúncio no jornal com o intuito de arranjar um companheiro para sua amiga solitária, uma viúva quarentona, dona de uma produtora de vinhos no sul da França. A ideia tinha tudo para dar certo, mas além do pretendente atraído pelo anúncio, surge um outro homem, apresentado pelo acaso, ambos igualmente interessantes.
De 15 a 21 de janeiro: Conto de Inverno
A história de Conto de Inverno tem início num verão, quando Felice viveu um intenso romance com um rapaz de quem ela teve uma filha. Mas, por causa de uma confusão de endereços, ela nunca mais o viu. Agora é inverno e Felice está casada com um cabeleireiro enquanto mantém um relacionamento com outro homem. Porém, a lembrança daquele amor que se perdeu não a deixa se entregar por completo a nenhum dos dois.
De 22 a 28 de janeiro: Conto de Primavera
Conto da Primavera, por sua vez, é sobre uma estudante de música que instala em seu apartamento uma outra jovem que acabara de conhecer numa festa. Inicialmente, as afinidades eram evidentes entre elas, até o dia em que o sumiço de um colar desencadeará uma série de decepções, colocando à prova os seus princípios de lealdade e confiança.
Isso tudo é Imperdível. Revê-los será nossa maneira de homenagear o grande cineasta.
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terça-feira, 12 de janeiro de 2010
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Mademoiselle Nouvelle Vague

13 de maio a 02 de agosto de 2009
No site da cinemateca http://www.cinemateca.com.br/ encontramos a seguinte informação: Durante os próximos meses, a Cinemateca Brasileira presta homenagem aos 50 anos da Nouvelle Vague com a realização de uma retrospectiva inédita que reconstitui o desenvolvimento da vanguarda francesa desde seus primeiros filmes. A mostra retraça o arco histórico para comprovar que a ação da Nouvelle Vague vai muito além da cronologia mencionada nos livros (1959-1962). Composta por 60 títulos e contando com películas raras do acervo da instituição, a retrospectiva exibe não apenas os filmes mais marcantes do movimento, como também trabalhos de diretores fundamentais para sua formação – como Jean Renoir e Jean Vigo – e obras cujos temas e personagens dialogam diretamente com aqueles abordados pelos cineastas da vanguarda
Por ora, eu quero conferir esse primeiro Chabrol, que nunca vi:
Nas garras do vício (Le beau Serge), de Claude Chabrol,
França, 1958, 35mm, pb, 98’ Legendas em português Exibição em 16mm
Jean-Claude Brialy, Gérard Blain, Michèle Méritz, Bernadette Lafont
Primeiro filme de Claude Chabrol, fortemente influenciado pelo cinema de Hitchcock. Jovem retorna à sua cidade natal, no interior da França, depois de doze anos. Ainda que a pequena vila seja quase a mesma, ele não consegue reconhecer seus antigos moradores. Ali, ele dedicará especial atenção a Serge, um amigo de infância, que se tornou um alcóolatra.
qui 14 18h30 sáb 16 21h00 dom 17 18h30
Também quero ver, pela primeira vez, esse Renoir:
Boudu salvo das águas (Boudu sauvé des eaux), de Jean Renoir, França, 1932, 35mm, pb, 85’ Legendas em português Exibição em 16mm
Michel Simon, Marcelle Hainia, Sévérine Lerczinska, Jean Gehret
Boudu, um vagabundo, tenta se suicidar atirando-se às águas do Sena. É salvo por um livreiro que o acolhe em sua própria casa. Longe de se mostrar grato ao gesto do homem, Boudu dedica-se, com furiosa obstinação, a subverter e destruir a ordem burguesa em que passa a viver. Obra-prima de Jean Renoir, com sequências realistas das ruas de Paris.
qui 21 20h30 sáb 23 19h00
E, ainda, desse diretor que eu tenho verdadeira paixão: nunca vi esse
O signo do leão (Le signe du lion), de Eric Rohmer,
França, 1959, 35mm, pb, 103’ Legendas em português
Jess Hahn, Michèle Girardon, Van Doude, Paul Bisci
Estreia de Eric Rohmer na direção de longas-metragens. Músico falido recebe notícia de que sua tia milionária faleceu. Supõe que receberá a herança e, para comemorar, marca uma grande festa com os amigos. No entanto, logo depois, descobre que foi deserdado da família.
qua 20 18h30 sex 22 20h00 dom 24 16h00
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