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quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

A juventude sorri

A juventude sorri. E a luz do sol, invadindo o interior do vagão, banha a juventude. O trem, de repente, dispara como se houvesse urgência que toda essa gente jovem chegasse ao seu destino. Os jovens, no entanto, parecem não saber para onde vão.
Seu destino é o inesperado de cada dia, para o qual não há comboio que os leve.
Os arranha-céus, também banhados pelo sol generoso, despontam em toda parte na paisagem ao redor da ferrovia. As árvores lá embaixo, cada vez mais exíguas. A natureza está dentro, é carregada pelo trem. Ela ainda amadurece no coração dessa juventude sem destino, cheia de esperança e que sorri.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Ói, ói o trem.

Não sei se isso tem se dado porque os trens da cptm (companhia paulista de trens metropolitanos) de fato melhoraram, são novos e confortáveis e, portanto, viajar neles, ainda mais no horário em que eu os utilizo – em que há poucos passageiros e todos viajam sentados –, tem se revelado uma experiência propícia à divagação.

Hoje, enquanto viajava em um deles, eu olhava para a paisagem lá fora, os arrabaldes dessa cidade de São Paulo, querida, e pensava que a vida é esse constante deslocamento, sempre em frente, adiante no tempo e até mesmo no espaço: sempre!
Pois se nunca estamos parados e pa-re-ce-mos continuamente avançar!
É que, no meu caso, tenho compreendido a vida como um constante aprendizado. E, nesse sentido, sempre me pergunto: Como pude ter sido tão tolo quando, naquele passado ainda recente, acreditei-me ser presa de uma ansiedade que parecia perpétua?
Não, definitivamente, não há espaço para ansiedade para quem já compreendeu que o futuro é belo e bom!
Penso que quando desejamos estacionar, na falsa tranquilidade de uma inação preguiçosa, é quando então a coisa toda desanda, porque não é esse o objetivo da vida.

Aliás, a vida é loquacíssima quando solicita nossa ação!

Assim sendo, é preferível que, na medida do possível, nossa ação não considere o medo. Afinal, parafraseando Henry James, não podemos ser julgados, a não ser por nós mesmos; o que desgraçadamente é um problema nosso.
Ah! O trem. Ele é uma excelente metáfora da vida, da circunstância em que nos encontramos: mesmo que viajemos sozinhos, ela é o lugar de um coletivo; ao fim dessa viagem todos desembarcaremos em algum terminal, o qual é apenas um posto de passagem, ou seja, o lugar da convergência entre o excesso da partida e a suficiência da chegada.