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quinta-feira, 22 de dezembro de 2011

A vida também é um Etegami!

Querem saber o que eu conheci? O blog Dosankodebbie's Etegami Notebook! 
A proposta do blog é divulgar a beleza e a força dos etegamis.
Você não sabe o que é um etegami?
Etegami (E = "imagem"; Tegami = "carta /mensagem") são desenhos simples, acompanhados de poucas palavras. 
Eles são, geralmente, feitos em cartões postais, para que possam ser facilmente enviados aos amigos.
Um etegami prima pela precisão e objetividade da mensagem: rapidamente você entende o que se quer transmitir. Para confeccioná-lo há algumas ferramentas e materiais tradicionais que incluem: pincéis próprios para a escrita, a tinta sumi, que você encontra em blocos solúveis em água e que é de base mineral, seus pigmentos são chamados gansai, washi, além das bases, os papéis, e que apresentam diferentes graus para o que se chama "sangrar", que, aliás, é o que possibilita esse efeito muito bonito na pintura, de mancha. Um bom exemplo desse efeito, temos nesse coelhinho silencioso.
Os Etegamis frequentemente retratam elementos comuns da vida cotidiana, e, sobretudo, aqueles que fazem referência a uma determinada época.
Esse primeiro Etegami aí embaixo, por exemplo, foi feito ainda sob a influência daquele terremoto assustador que atingiu o Japão.
Eu trouxe esses lindos para cá, mas lá no blog tem muito mais! 

Por que o bambu se preocupa em brotar?
 Ele não sabe que esse mundo é
pleno de privação e desespero?
Como alguns de nós
Ele parece muito importante
Esse caracol


dilacerado
Até o silêncio fala

Brindando com maçãs
Quando viram a estrela, regozijaram-se com grande alegria. 

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Leszek Sokol

Hoje, uma amiga querida, e que eu só conheço pelo facebook, postou uma espécie de haikai (俳句) de Chacal que dizia:

up and down
smile and tears
light and dark
warm and cold
OK + OK
That's Life

Sempre que ela faz uma citação de obra literária, enfim, de configuração verbal, também a ilustra com uma imagem, a que ela postou para ilustrar esse haikai foi essa primeira abaixo e que é um quadro assinado pelo pintor Leszek Sokol. Ele nasceu em Varsóvia, em 1955. Em 1983, formou-se na Warsaw Academy of Fine Arts, Interior Design Department. Desde meados dos anos 80, o polonês é fascinado pela pintura holandesa do século XVII, e dedicou-se durante algum tempo à natureza morta.

No seu site, ficamos sabendo, ainda, que no início da década de 90, tornou-se também interessado na pintura italiana renascentista e que essa última passou a inspirá-lo. Ele aceita que possam chamar seu trabalho de realismo metafísico, o que, aliás, faz todo o sentido. Embora eu não tenha lido em lugar algum, sei perfeitamente, que também podemos reconhecer nesse trabalho ecos de Chagall (essa gente e casais que flutuam...) e também de Magritte (que ele homenageia na última imagem postada aqui, a dessas garotas caindo do céu).

Enjoy it!








sábado, 4 de junho de 2011

Annie French


Tudo o que pude saber dessa artista escocesa é que Annie French (1872-1965) era filha de um metalúrgico, nasceu em Glasgow e estudou na Glasgow School of Art,  tendo como professores Fra Newbery e o simbolista belga Jean Delville. Mesmo que influenciada pelos pré-rafaelitas, Aubrey Beardsley e Jessie M King (tais artistas pertenceram a Irmandade Pré-Rafaelita - Pre-Raphaelite Brotherhood ou PRB ou, simplesmente, Pré-Rafaelitas, um grupo artístico fundado na Inglaterra em 1848), ela desenvolveu um estilo todo próprio e que combina essas cores muito vivas, as formas curvilíneas e essa textura exuberante em todos os trabalhos.

Achei curioso que ao ver esses trabalhos eu tenha, imediatamente, feito uma aproximação dessas figuras femininas de French com aquelas de Klimt, muito provavelmente isso se deve ao fato que o pintor austríaco também era um simbolista.

Penso que são espíritos irmãos, portanto.

Contudo, o olhar masculino conduzia aquelas mulheres de Gustav Klimt para um clima por vezes erótico, ainda que isso se desse apenas como sugestão, ou pela presença da figura masculina em alguns trabalhos, e mesmo do casal, de qualquer modo, todos esses personagens sempre envoltos na profusão de cores, texturas e brilho que caracterizam o trabalho de Klimt.

Já aqui, essa mesma atmosfera de riqueza de cores serve, ao contrário, para expor, pela ótica feminina, a imagem da mulher como uma figuração mais etérea e difusa, e mesmo que ela não esteja só, sobretudo em termos dessa atmosfera onírica que ela alcança.














segunda-feira, 9 de maio de 2011

Art of Jéréme Crow


Self Portrait
Jéréme Crow nasceu em Cumbria, na Inglaterra, em 1974, mas nunca foi preso a um lugar. Viveu por um tempo na Europa e na Ásia. Atualmente, o condado de Kent, no sudeste da Inglaterra, é sua casa.
Ele nos diz que fez uma variedade de coisas para ganhar a vida e subsidiar sua atividade como artista. Entrou para o exército aos dezesseis anos, e, quando saiu de lá, foi para a escola de arte. Nesse meio tempo, passou cinco anos trabalhando como construtor de barcos. Mais recentemente, tem se dedicado à prática do desenho e tem feito um trabalho que ele chama de Talking Therapy, com crianças que apresentam dificuldades emocionais e comportamentais.
Lá no seu site, ele nos cita essa declaração de Fernando Botero: Um artista é atraído por certos tipos de forma, sem saber o porquê. Você adota uma posição de forma intuitiva, só mais tarde você tenta racionalizar ou mesmo justificá-la.
Nessa mesma direção, Jéréme Crow entende seu trabalho como uma celebração e exploração da beleza da cor e da forma humanas. Ele diz também se sentir atraído pela dança, por ela ser uma fonte de inspiração e, ainda, devido às infinitas composições criadas pela própria forma humana. Há beleza, energia e emoção aí e que são capturadas através do movimento. Para o artista a Arte é beleza. A Captura de um sentimento ou uma ideia, através da utilização de um tema, nessa tentativa de criar algo belo.
Eu gostei muito desse slide show, que ele postou no Youtube e que você também encontra no seu site, mostrando seu trabalho. Então, resolvi trazê-lo para cá. Nele, notamos mesmo a influência de Botero e esse desejo de capturar a beleza do movimento dessa série de casais que dançam. Enjoy it!





terça-feira, 11 de janeiro de 2011

James Roper

No site desse jovem artista, que nasceu em 1982, na Inglaterra, ficamos sabendo apenas que ele vive e trabalha em Manchester. Já acerca de seu trabalho é possível notar que ele se desdobra em muitas frentes: pintura, desenho, grafismo, escultura, trabalho conceitual, trabalho para a televisão... não lhe falta criatividade.
Também ali somos informados que seus trabalhos foram expostos em mostras e galerias da Inglaterra, dos EUA, Espanha e Itália.

Achei particularmente impressionante esses dois projetos de escultura, abaixo, a que ele chamou, respectivamente, Devotion e Construct.

Imaginem o que deva ser, por exemplo, alguém fazer mais de 1.000 flores, utilizando a técnica do origami. Isso exige, no mínimo muita paciência e, de fato, uma verdadeira devoção: ao menos à própria expressão. ;-)

Já eu, eu quero ser cada vez mais devoto da paciência!
Foi por essa razão que eu não poderia deixar de trazer para cá essas imagens que, ao menos ao que me pareceu, aludem a essa virtude, a da paciência, além de remeterem à virtude de sermos, simultaneamente, devotos e construtores. O que, definitivamente, faz todo o sentido: só construímos algo que faça verdadeiro sentido quando somos devotadamente pacientes. ;-)

Enjoy this beauty!

Conheça ainda o site do rapaz, além do seu blog. Ah, ele também tem uma store. Você vai curtir!








terça-feira, 9 de novembro de 2010

Alessandro Giusberti

Alessandro Giusberti é um pintor italiano, nascido na Bolonha, onde, aliás, vive e trabalha. Nas pinturas do artista bolonhês, que estarão expostas de 9 de novembro a 4 de dezembro na Galeria de Arte André, podemos perceber que o artista viaja bastante e para diferentes lugares. Ele os retrata, muitas vezes com bastante precisão, como se desejasse, como ele mesmo diz, "fazer com as mãos o que a máquina fotográfica faz".
Também percebemos um gosto por retratar as paisagens noturnas. Ele considera o Noturno um drama e essa é uma atmosfera de sua predileção.
Concordo com Sonia Prieto - que escreveu no catálogo da exposição um bonito ensaio acerca do pintor e sua obra - quando ela nos diz que certos temas urbanos de Giusberti lembram "misteriosas atmosferas de Hopper". Esse foi um dos motivos pelos quais desejei trazer algumas de suas imagens para esse blog e divulgar tal exposição.
Esse trabalho pareceu-me vibrante e terno ao mesmo tempo e que capta o efêmero também porque a pintura é ela mesma uma atividade efêmera e que, no entanto, pelas mãos do artista é capaz de captar a variada e rica expressão da vida humana nas cidades. Utilizando-se do que Prieto chamou de "armas tradicionais - telas, tintas, pincéis" o artista comprova que a pintura é fonte inesgotável de reflexão e da própria expressão do que se pode pensar acerca dessa mesma vida.
A Galeria de Arte André fica na Rua Estados Unidos, 2.280, em São Paulo. Ela é aberta de segunda a sexta-feira, das 10h às 20h e, aos Sábados, das 10h às 14h.



Serata a Sao Paolo, São Paulo, Brasil, Óleo sobre tela, 172 X 168 cm, 2009



Shakespeares Bar, Londres, Inglaterra, Óleo sobre tela, 121 X 131 cm, 2008



Sunset in New York, Nova Iorque, Estados Unidos, Óleo sobre tela, 126 X 168 cm, 2009


Rapazes em Veneza, Veneza, Itália, Óleo sobre tela, 126 X 168 cm, 2009


Santa Maria Novella, Florença, Itália, Óleo sobre tela, 96 X 126 cm, 2010



Noite no Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, Brasil, Óleo sobre tela, 126 X 168 cm, 2010

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

David Eustace

Outro dia um amigo me disse que aqui, no meu blog, eu falo muito de arte, de pintura, de desenho, ilustração, não é mesmo? Eu fiquei sem entender se isso era uma crítica, por eu não ter formação em arte ou tampouco ser um artista. A ver. rsrsrs
A verdade é que a delícia de eu poder manter um blog pessoal é essa mesma: a de não ter outro compromisso que não o de ter a liberdade de poder compartilhar com as pessoas as coisas que encontro, das quais posso ter fruição, simplesmente porque gosto. Simples assim. ;-D

Eu sempre gostei de ver o trabalho das pessoas de talento e sensibilidade, sempre me emocionei com esses trabalhos e vejo esse blog como esse grande caderno em que vou colando imagens e textos, expondo minhas impressões das coisas que vejo enquanto vivo. Portanto, claro, das coisas que acho que vale a pena divulgar.  Aliás, temos tanta coisa vulgar no mundo e que não precisam de divulgação. Por que não divulgar, aquilo de que gostamos, para tantos outros que podem também sentir prazer e mesmo aprender com isso?

As pinturas do pintor britânico David Eustace são, por exemplo, mais uma pérola que encontrei no mar da web e lhes trago hoje. Também fiz minha versão brasileira da notícia que encontrei a respeito do pintor e que se encontra no site da galeria on-line, que divulga seus trabalhos:

David Eustace nasceu em Birmighan, em 1950, e foi encorajado na escola, por seu professor de arte, a seguir uma carreira artística, mas constrangimentos financeiros forçaram-no a começar a aprender carpintaria. Foi somente muitos anos depois, quando ele já tinha vinte e um anos, que pôde voltar a estudar. Ele completou um curso inicial na Sutton Coldfield Art College, seguido por uma graduação em Fine Art na Exeter College of Art. Mais tarde, ele ainda esteve na Leicester Polytechnic, em 1976, e diplomou-se como professor.
Após a graduação, David passou seis anos nos EUA trabalhando como muralista. Desde que retornou ao Reino Unido, em 1986, tem ganhado a vida como pintor e muralista – durante 25 anos ele foi baterista na blues band ‘Junkyard Angels'. E, agora, ele toca em um quarteto de jazz chamado 'Shufflebones'.
(...)
David Eustace diz: “Foi somente quando eu parei de trabalhar para sobreviver que minha pintura tornou-se minha propriamente. Para mim, imaginação é a pedra de toque para explorar um mundo interior de sentimentos e sonhos.”
(...)
O trabalho de David Eustace, além de ser exibido na Red Rag British Art Gallery, tem sido exibido nas principais galerias de arte britânicas. Cada uma das pinturas expostas na Red Rag saem diretamente do estúdio de arte de David Eustace e como tudo na Red Rag British Art and Contemporary Art, podem ser enviadas para o mundo inteiro.