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sábado, 31 de março de 2012

I want to show how basically simple it is to have paradise on earth (Hundertwasser)

Vejam como é bela a vida na web! Eu estava de bobeira no facebook e uma amiga postou umas informações a respeito de Friedensreich Hundertwasser ou Friedrich Stowasser e que ela trouxera de um site de divulgação do trabalho do artista. Eu nunca tinha ouvido falar nele e ela tampouco: ficamos apaixonados! 


Trata-se de um artista austríaco talentosíssimo! Ele nasceu em 1928 a bordo do RMS Queen Elizabeth 2 (isso não é ótimo?) e deixou esse mundo em 2000. Sua atuação no universo das artes foi sobretudo na pintura e na arquitetura.


Nesse site, você poderá ler textos ótimos em inglês a respeito da sua filosofia de trabalho e ver a extensão de sua obra (até tapetes ele criou!). Eu trouxe para cá apenas imagens desse mundo fantástico de sua arquitetura. Esse seu mundo emocionou-me, sobretudo, devido a impressão que tive de que os melhores contos de fadas da minha infância tiveram, enfim, seus cenários materializados!


Dos textos que minha amiga selecionou do site, esse em particular me arrebatou: 

Hundertwasser é naturalmente "verde", assim como ele é naturalmente pintor, austríaco, cosmopolita ou pacifista. Desde sua mais tenra infância apresentou uma hipersensibilidade ao que estava a sua volta. A natureza é a realidade suprema, a fonte de harmonia universal, o seu imenso respeito pela natureza logo lhe despertou o desejo de protegê-la contra os ataques a que está sujeita pelo homem e pela indústria.







terça-feira, 21 de junho de 2011

Paulo Werneck Muralista Brasileiro

Não contei por aqui, mas eu também fui ao CCBB ver a exposição de Escher (meu Deus como a gente aprente tanto em um evento como esse!) Quem não foi ainda, deveria ir, porque a exposição é um presente muito digno do Banco à cidade. Mas, como mais de 1 milhão de pessoas já foram conhecê-la, acho que tal exposição dispensa  divulgação a essa altura. Quem não for é porque não entendeu a importância do evento e talvez não entenda isso nessa vida. rsrsrs
Agora, acho importante que eu fale aqui de uma outra exposição que fui visitar na semana passada, agora na Pinacoteca do Estado de São Paulo, trata-se de Paulo Werneck Muralista Brasileiro.
O interessante dessa exposição é que, assim como a do Escher, ela cobre toda a produção do artista, praticamente. Ficamos sabendo de toda a sua trajetória. Conhecemos, assim, seus primeiros projetos de painel mural, da década de 40, com composições figurativas contidas em retângulos e que traçam a área do suporte. Também vemos os projetos para os painéis da Pampulha. O curioso é que a Igreja de São Francisco de Assis da Pampulha, em Belo Horizonte, todo mundo conhece devido ao Oscar Niemeyer, mas poucos sabem que os paineis são de Werneck: eu não sabia e a exposição fixa essa assinatura por ali. É tão bonito ver a libertação do artista em relação à iconografia e isso no mural de uma igreja!
Há ainda a passagem dos elementos figurativos pelo trabalho do artista e que aparecem com força nas composições em que elementos figurativos convivem com formas abstratas, em composições híbridas, como nos projetos para o Senai de Benfica, por exemplo.
A grande riqueza do trabalho do artista espalha-se por todo o Brasil, sobretudo nas fachadas de prédios de bancos, de autarquias federais, ou seja,  instituições variadas e mesmo residências. Em tais murais o artista utiliza, na sua grande maioria, elementos da geometria plana - círculo, quadrado, triângulo - e que combinados sugerem formas mais complexas.
Algo que é ressaltado na exposição é que o artista integrava esses painéis por meio de um estudo rigoroso, alcançando um resultado que jamais seria uma presença desconcertante, impositiva ou meramente decorativa.
São, sim, verdadeiras explosões de cores, ocupando toda a superfície para onde foram pensados, portanto são muito estimulantes, pois permitem ao mesmo tempo uma visão múltipla e fragmentada.
Eu fiquei emocionado com a beleza incrível do seu trabalho. Alguns painéis, imaginem, eu já vira em edifícios de Brasília mas não sabia que eram de sua autoria, por lá as pessoas falam mais no Bulcão...
A exposição apresenta também as imagens dos seus trabalhos e depoimentos de contemporâneos, em vídeos. Aprendi, por exemplo, ouvindo uma personagem de um vídeo, o seguinte: o mosaico foi o segredo para decorar as paredes cegas do Modernismo. Portanto, Werneck foi um desses mentores que trouxeram a luz, a cor e a visão para tais paredes cegas.
Há uma matéria, em um periódico francês, e que é encontrado em meio a toda documentação exposta, que fala de Werneck nesses termos: Paulo Werneck et demontrent une fois de plus la maîtrise contemporaine dans un art ancien.
Sem dúvida, um artista brasileiro dos grandes. Conheça-o você também!











segunda-feira, 20 de julho de 2009

As Matryoshka Dolls e a Arquitetura








Aconteceu-me uma coisa típica de quando se navega nos mares da Web. Ou ao menos possível, graças.

Hoje, eu estava pensando o quanto aprecio as Matryoshka dolls que são aquelas bonequinhas russas, brinquedo tradicional daquele país. Trata-se de uma série de bonecas e que são guardadas, uma dentro da outra: da maior, sempre exterior, até a menor, a única que não é oca.
Então, fiquei procurando imagens da bonecas, no São Google, porque pretendia falar do fascínio que sempre tive por elas e porque acho que são mesmo uma metáfora perfeita do nosso ser interior: penso que trazemos dentro de nós todas as nossas idades, desde a atual, essa de que se reveste minha aparência e minha persona e que busco expor. No entanto, habitam dentro de mim um outro, anterior, e, ainda, um anterior e anterior... até mesmo o bebê que eu fora continua aí ou lá: quando cessa a possibilidade de memória ou de lembrança do ser que se fora, anteriormente.

Estava nessa pesquisa, web adentro, quando me deparo com esse projeto magnífico de arquitetos alemães, FNP architekten, (quem souber alemão pode visitar o site deles
http://www.fnp-architekten.de/projekte/projekte01.html e mesmo que, como eu, não saiba, saiba que os projetos são lindos de se ver. ;D)

Esse projeto, cujas imagens trouxe para cá, procurou converter uma ruína quase destruída, datada de 1768, em uma "Matryoshka dolls house". Uma estrutura pré-fabricada, com as aberturas respectivas para portas e janelas daquela ruína, foi colocada diretamente dentro das paredes da velha casa, mas sem destruí-las. Depois, foi só acrescentar um teto para a estrutura. Et voilà, temos uma casa nova, absolutamente charmosa e que respeita um princípio muito em voga entre alguns arquitetos contemporâneos: o de remodelar espaços com intervenções mínimas.

Essas informações eu não poderia obter no site citado, mas descobri noutro, em que se falava da exposição que ocorreu no ano passado, REACTIVATE!! Espacios remodelados e intervenciones mínimas , no Espai d' Art Contemporani de Castelló, na Provincia de Castelló, que fica a uma hora de Valência, na Espanha.
É também muito bom conhecer o site dessa instituição: http://www.eacc.es/

Queria falar da Matryoshka dolls e, por fim, falei acerca de um projeto arquitetônico concebido por seres humanos excelentes. Que bom que esse mundo contém, como parte de si (como acontece com a boneca) uma gente boa como essa! ;-D