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terça-feira, 21 de junho de 2011

Paulo Werneck Muralista Brasileiro

Não contei por aqui, mas eu também fui ao CCBB ver a exposição de Escher (meu Deus como a gente aprente tanto em um evento como esse!) Quem não foi ainda, deveria ir, porque a exposição é um presente muito digno do Banco à cidade. Mas, como mais de 1 milhão de pessoas já foram conhecê-la, acho que tal exposição dispensa  divulgação a essa altura. Quem não for é porque não entendeu a importância do evento e talvez não entenda isso nessa vida. rsrsrs
Agora, acho importante que eu fale aqui de uma outra exposição que fui visitar na semana passada, agora na Pinacoteca do Estado de São Paulo, trata-se de Paulo Werneck Muralista Brasileiro.
O interessante dessa exposição é que, assim como a do Escher, ela cobre toda a produção do artista, praticamente. Ficamos sabendo de toda a sua trajetória. Conhecemos, assim, seus primeiros projetos de painel mural, da década de 40, com composições figurativas contidas em retângulos e que traçam a área do suporte. Também vemos os projetos para os painéis da Pampulha. O curioso é que a Igreja de São Francisco de Assis da Pampulha, em Belo Horizonte, todo mundo conhece devido ao Oscar Niemeyer, mas poucos sabem que os paineis são de Werneck: eu não sabia e a exposição fixa essa assinatura por ali. É tão bonito ver a libertação do artista em relação à iconografia e isso no mural de uma igreja!
Há ainda a passagem dos elementos figurativos pelo trabalho do artista e que aparecem com força nas composições em que elementos figurativos convivem com formas abstratas, em composições híbridas, como nos projetos para o Senai de Benfica, por exemplo.
A grande riqueza do trabalho do artista espalha-se por todo o Brasil, sobretudo nas fachadas de prédios de bancos, de autarquias federais, ou seja,  instituições variadas e mesmo residências. Em tais murais o artista utiliza, na sua grande maioria, elementos da geometria plana - círculo, quadrado, triângulo - e que combinados sugerem formas mais complexas.
Algo que é ressaltado na exposição é que o artista integrava esses painéis por meio de um estudo rigoroso, alcançando um resultado que jamais seria uma presença desconcertante, impositiva ou meramente decorativa.
São, sim, verdadeiras explosões de cores, ocupando toda a superfície para onde foram pensados, portanto são muito estimulantes, pois permitem ao mesmo tempo uma visão múltipla e fragmentada.
Eu fiquei emocionado com a beleza incrível do seu trabalho. Alguns painéis, imaginem, eu já vira em edifícios de Brasília mas não sabia que eram de sua autoria, por lá as pessoas falam mais no Bulcão...
A exposição apresenta também as imagens dos seus trabalhos e depoimentos de contemporâneos, em vídeos. Aprendi, por exemplo, ouvindo uma personagem de um vídeo, o seguinte: o mosaico foi o segredo para decorar as paredes cegas do Modernismo. Portanto, Werneck foi um desses mentores que trouxeram a luz, a cor e a visão para tais paredes cegas.
Há uma matéria, em um periódico francês, e que é encontrado em meio a toda documentação exposta, que fala de Werneck nesses termos: Paulo Werneck et demontrent une fois de plus la maîtrise contemporaine dans un art ancien.
Sem dúvida, um artista brasileiro dos grandes. Conheça-o você também!











quinta-feira, 28 de outubro de 2010

A fotografia que enternece

Vendo essas imagens de Gaspar Gasparian fiquei enternecido. Pensei: De fato, sempre estaremos endividados com os artistas. Eles nos permitem, com a ajuda do instrumento que escolhem para isso, ver além do banal, ou simplesmente ver além. Esse artista nasceu no final do XIX e foi um criador muito importante no universo da fotografia, sobretudo nas décadas de 40 e 50 do século passado.


Eu, particularmente, acho muito fotogênico esse período da história, o pós-guerra. Ou será que os melhores fotógrafos foram os que atuavam então?

São dessa época, as 150 imagens de Gasparian que a Pinacoteca de São Paulo está expondo, desde o último dia 18. Essa dica de exposição eu devo a um amigo, também ele fotógrafo, e que postou tal informação no seu facebook.

Fiquei imediatamente interessado em aproveitar a oportunidade! ;-)

Eu sou frequentador da Pinacoteca, mas já faz uns dois meses que não apareço por lá. Está aí um ótimo programa para esse sábado e é exatamente isso o que eu farei. Afinal, eu, graças a Deus, não pertenço a esse grupo de gente paulista que não tem ânimo para ir a museus, cinema, teatro etc. Eu sei que a vida de verdade está no meio da rua e dentro dos templos que nós humanos criamos para nos lembrar da beleza... de ser gente.

Celebrar tal beleza nos traz de volta a vida de verdade e que também pulsa dentro da gente. Eu sei que os humanos e as coisas todas que existem são de fato compreendidos e para o melhor que há em tudo, quando não desperdiçamos a oportunidade de nós mesmos melhorarmos. E artistas como Gasparian são esses professores que nos impulsionam para essa tarefa, que se dá em um processo. Tal processo pode ser doloroso, mas sem dúvida alguma muito instigante!