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segunda-feira, 12 de abril de 2010

Da Cidade de Deus aos Campos de Lavanda do Sul da França

Sábado, na nossa aula na PUC, discutíamos a importância da avaliação na escola, sobretudo no magistério do ensino superior . Em um texto que líamos, o autor lembrava as expectativas das famílias: elas querem que a escola assegure aos filhos condições dignas de sobrevivência. Alguém dizia que, no entanto, muitas famílias nem se preocupam com a qualidade de ensino, mas com a obtenção de um certificado tão somente. Mesmo que esse documento possa, quando muito, assegurar uma vaga de gari para o cara, ou seja, ainda que ele não avance para além dessa conquista.
Uma amiga nos lembrou uma cena do filme Cidade de Deus, se eu não me engano, em que um garoto da favela retratada no filme dizia, em determinada altura, que ele não iria para a escola porque não iria ser "mais um otário de marmita", o que significava, no caso, que ele preferia se associar ao tráfico de drogas.
Fico pensando se não se trata sobretudo de escolhas e até mesmo misteriosas, na força do desejo que impulsiona cada qual a estar ou não na escola e vivenciar ou não os desdobramentos possíveis dessa experiência.
Penso que todas as escolhas são justas, no sentido lato da palavra justiça, ou seja, posso preferir ser o "otário de marmita" (afinal, preferindo trabalhar ao menos para ter o que colocar nessa marmita); ou obter o certificado que me assegura conquistar, por uma prova em concurso público, a vaga de gari, com a qual o cidadão também assegura a sua sobrevivência e a de muitos da família. Isso não é mesmo admirável?
Ou não, desejar muito mais, materialmente, e pular a experiência do aprendizado escolar, em busca do que o crime possa prometer, arriscando com isso a obter aquilo que ele mais rapidamente assegura: a morte prematura de jovens.
Há também histórias belíssimas de conquista, como a que faz, por exemplo, com que uma pessoa de origem pobre se torne doutor e diga, diante da banca de doutoramento, como um amigo também relatou: Meus pais, minha avó, meus familiares... não entendem porque eu estudo tanto e não poderiam conversar comigo a respeito dessa tese que eu estou aqui defendendo...
Eu, muito humildemente, de minha parte, como Cartola,  acho que tudo no mundo acontece e, como aconteceu de o meu coração ficar triste, ao pensar nessas questões todas, muito enigmaticamente terminarei essa crônica dizendo que o mais delicioso de tudo deve ser plantar lavanda, no sul da França... Será?

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Imagens da Juventude Francesa

Como já tive oportunidade de dizer por aqui, trabalho no centro de São Paulo. Assim, posso fazer o que irei fazer essa semana :D Utilizarei minha hora de almoço, amanhã, para ver uma exposição fotográfica que promete. Afinal, a mostra fotográfica Ser Jovem na França apresenta 104 obras, em grande formato, de 28 renomados fotógrafos, do acervo do Fundo Nacional de Arte Contemporânea da França.
Tais trabalhos foram reunidos originalmente com o nome Le Plus Bel Âge, e tiveram origem em uma das maiores encomendas públicas já realizada na França, sob a coordenação de Agnès de Gouvion Saint-Cyr, do Ministério da Cultura francês.
As obras que estão nessa exposição em São Paulo foram escolhidas pelo fotógrafo e curador brasileiro Milton Guran, a convite dos organizadores do Ano da França no Brasil.

Eu amo a juventude. Amo a França. Amo a Fotografia. Sei que vai ser lindo!
Falta apenas um dia para eu vivenciar essa experiência.

Importante: a exposição já passou pelo Rio, e, depois de Sampa, vai para Brasília.
Amigos candangos não deixem de ver também!


Ser Jovem na França - De 20 de junho a 26 de julho - CAIXA Cultural - Praça da Sé, 111 Terça a domingo, das 9h às 21h. Informações pelo telefone (11) 3321-4400 ou pelo site da CAIXA Entrada franca ;-D