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quinta-feira, 15 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
terça-feira, 6 de agosto de 2013
segunda-feira, 5 de agosto de 2013
Barulhinho bom
Essa coisa de sermos muito barulhentos, a maioria de nós, é a causa de uma grande dificuldade que temos: a de sintonizarmos com nós mesmos ou, inclusive, com qualquer coisa para
além de nós.
Eu voltei ao trabalho na cidade de São Paulo e, coincidentemente, uma equipe do sistema de computação da casa está instalando aparelhos
complicadíssimos e que fazem muito barulho no ambiente da editoração.
Graças a Deus, eu consigo me desligar desse estresse, afinal, não há motivo para
ficar alimentando o incômodo ainda mais, e que por si só já é suficiente. Como, por exemplo, com uma reação aborrecida por demais...
Contudo, essa experiência imediata só me fez valorizar o
tipo de silêncio com o qual eu tive contato lá no povoado que visitei nas
minhas férias e que tive oportunidade de citar por aqui na postagem passada. Trata-se de fato de uma experiência a se valorizar.
De qualquer modo, ao menos assim, a partir desse exercício, poderemos prosseguir menos ruidosos e talvez mais eloquentes por conta disso mesmo.
É quando a presença silenciosa já diz de si. E assim, quiça, a palavra serena possa dizer o que é desejável que seja audível. ;-)
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
A senhora da janela
No mês passado, este blog ficou sem nenhuma postagem.
O
blogueiro estava de férias! \o/
Durante esse período, eu fui conhecer Catuni da Estrada, um povoado de Jaguarari, cidade serrana que fica entre Juazeiro e Senhor do Bonfim, no norte da Bahia, na região nordeste do Brasil.
Trata-se da terra natal
de meu pai e de sua família. Uma das coisas que eu mais curti fazer foi passear
pelo lugar e conhecer os arredores.
Passando em um povoado vizinho chamado
Estiva, encontrei uma senhora na janela de sua casa e tive com ela o seguinte diálogo:
- Posso tirar uma foto da senhora?
- Pra quê?
- Para eu mostrar para os meus amigos e dizer que achei tão
poético vê-la tranquila na janela...
- Mas eu tenho noventa e três anos e meio...
- Mas isso torna tudo ainda mais precioso, então. é tanta
história que a senhora já viveu.
- Ah, tem mesmo muita história...
- Graças a Deus!
- Graças a Deus, meu filho!
Imediatamente, enviei a foto ao facebook com a descrição
do diálogo referido. A reação foi tão espontânea e imediata! A postagem chegou
a ter 212 curtidas, 36 comentários e 12 compartilhamentos.
Depois, fiquei
pensando no porquê dessa comoção. A verdade é que todos nós sabemos o quanto a vida é bela
e, portanto, bem-vinda sua longevidade, sobretudo por nos permitir tanto aprendermos por
meio de toda essa história que se vive e, sim, todos nós, ainda que intuitivamente, sabemos
que devemos agradecer a uma entidade superior por este conjunto de dádivas.
Uma amiga minha aqui de São Paulo, uma outra senhora, com cerca de 60 anos de vida, quando eu lhe contei o episódio, me disse que talvez a senhora
de 90 e tantos anos tivesse achado que eu pudesse estar lhe paquerando e daí a surpresa e a declaração da idade.
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