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terça-feira, 22 de novembro de 2011

Camisa nova

Hoje vesti uma camisa nova. Ela é de uma cor que eu poderia chamar  lilás ou púrpura. O tecido possui listas muito finas estampadas e que são da mesma cor do fundo da camisa, apenas um tom mais claro.

Pois bem, saí de casa distraído e não notei que estava bonito.
No entanto, bastou eu sair na rua para que os transeuntes notassem isso mesmo.
Ao chegar no trabalho, todo mundo também se manifestou. Nesse momento, pareceu-me que ocorreu um certo embaraço no ambiente, é que as pessoas mais exageradas... exageraram. E eu que não sou de ficar embaraçado, fui, então, obrigado a ficar. Paciência.

Depois, chegou a hora do almoço e notei algo ainda mais doido: enquanto eu caminhava pelas ruas, pessoas que nunca me olhariam, olhavam-me, e alguns dos transeuntes até se insunuavam por meio desse olhar, ainda que discretamente.
Eu achei isso tudo um tanto patético, pois se eu era o mesmo que ando por ali todos os dias! kkkkk

Mas aceitei tudo. Afinal, não há motivo para desgosto quando o que se revela é apenas um bem querer acentuado pela gente, ainda que esse aí que todo mundo olhava não fosse lá eu mesmo, mas um modelo convencional de homem: de meia idade, um tanto elegante e talvez com um certo charme. E isso tudo apenas porque usava uma camisa nova, do tipo "social".

Querem saber um segredo? O que eu esperaria com mais alegria, no lugar de tudo isso que ocorreu, é que a maioria das pessoas estivesse sentindo apenas minha aura e, mais, que ela pudesse estar sugerindo para cada uma dessas pessoas: Por aqui está tudo bem, fique bem também!

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Catarina Gushiken







A bem da verdade, Catarina Gushiken dispensa apresentação.
Todo mundo sabe que foi ela quem pintou esse imenso painel no Pavilhão da Bienal, em uma das São Paulo Fashion Weeks. Andei lendo uma entrevista em que ela disse que não utiliza recursos digitais em seu trabalho, pinta tudo à mão. E também nos contou que não é muito cerebral, no sentido de que pensa e programa o que vai fazer, seu trabalho é fruto do seu inconsciente. Eu amo isso. Aliás, eu diria que é até mesmo um trabalho que beira à alucinação. Não é mesmo?
A moça também é estilista de moda e está super feliz porque montou um estúdio próprio para essa finalidade.
E ela é tão bonita!
Conheça seu site. Lá é lindo: tudo se apresenta em movimento o que combina com seu traço. ;-D
Trouxe essas imagens porque gosto dela, do seu trabalho e porque esse blog se alimenta de cor!