Uma coisa tão somente foi suficiente para me alegrar nesse aniversário em que se comemora os 456 anos da cidade: ganhamos a segunda edição da Cow Parade. Na primeira ocasião em que as vacas se exibiram por São Paulo, em 2005, eu e todo mundo amamos. \o/\o/\o/
Agora, elas estão de volta. É um rebanho de cerca de 70 vaquinhas.
Há um mapa para encontrá-las pela cidade.
Abençoados esses artistas suíços, Walter Knapp e Pascal (pai e filho), que criaram o conceito e os moldes das esculturas em formato de vacas e que iniciaram essa Parade das vaquinhas pelo mundo. Isso foi em 1998. Soube que, depois de uma década, o evento já é reconhecido como um dos mais importantes do mundo, tendo sido criadas mais de 4 mil vacas em todos os continentes.
Essa é a Cowfeína, de Alê Brazil, a artista que também tem um blog muito simpático o 3 Bonecas Ilustrações.
Há muita gente que quando vê uma vaca, pensa logo em churrasco. Um horror! Eu, toda vez que vejo uma vaca no campo, fico admirado com a sua paciência e resignação diante da vida. Há qualquer coisa no olhar da vaca que diz que viver deveria ser, para cada um, um eterno ruminar acerca da existência, ou ao menos o seu tanto. Só por isso os indianos já teriam razão de considerá-la um animal sagrado.
E creio mesmo que essas vacas encantam sobremaneira, espalhadas por uma cidade como São Paulo - na qual ninguém parece ter tempo e paciência - pois são também elas manifestos desses artistas e que, por sua vez, conclamam a essa nossa ruminação.
